[PERFIL HQ ESPECIAL] Casais dos Quadrinhos

Ontem foi dia de celebrar o amor… E como eles não vivem só de guerra, um Perfil HQ especial e diferente trouxe para vocês os casais mais emblemáticos dos quadrinhos. Vamos falar de amor!

Pra começar, vamos falar deles, o casal que protagonizou o primeiro casamento de heróis em histórias em quadrinhos: Sue Storm e Reed Richards. Criados por Stan Lee e
Jack Kirby em 1961, eles resolveram declarar todo seu amor em 1965 na edição Fantastic Four Anual 3. Para isso realizaram o primeiro grande encontro da Marvel. A comunidade heroica da época apareceu em peso para felicitar os dois!

O casamento é o mais duradouro de todos os tempos, resistindo até hoje. Reed e Sue tiveram dois filhos: Franklin e Valéria, além de perderem um filho em um aborto espontâneo!

Tratando-se de casais dos quadrinhos, com certeza eles são os mais emblemáticos: Clark Kent (Superman) e Lois Lane, criados por Jerry Siegel e Joe Shuster em Action Comics #1 (junho de 1938).

Apesar de um rápido lance do azulão com a Mulher-Maravilha, seu coração kryptoniano foi amarrado pela nossa querida jornalista Lois Lane.

Depois de enrolar a moça desde 1938, eles finamente se casaram em 1996 em uma história chamada, Superman: O Casamento. Atualmente o casal tem um filho chamado Jhonatan e, apesar dos altos e baixos da DC, sempre voltam a ficar juntos, sendo Lois o grande amor de Clark em diversos multiversos!

Após o trágico fim de Gwen Stacy, Peter Parker achou que jamais voltaria a amar novamente, mas foi aos braços de Mary Jane Watson que ele se entregou:

– Então fala, “Tigrão”. Você tirou a sorte grande!

Com essas palavras ela se apresentou para Peter! Os dois foram apresentados por suas tias May e Anna, que há anos vinham tentando amarrar os pombinhos. Ambos achavam que as tias queriam empurra-los para pessoas chatas, contudo, o contato inicial já deixou os dois apaixonados.

Porém, o relacionamento viria a se desenrolar anos mais tarde, em partes porque Mary Jane descobriu que Peter era o Homem-Aranha, e rejeitou a ideia de seu amor estar sempre em perigo.

Peter teve diversas namoradas antes de se casar com Mary Jane. Uma das mais famosas foi a Gata Negra, muito amada pelos fãs. Com o fim do namoro, Mary Jane se reaproximou de Peter, assumindo seus sentimentos. O casal trocou alianças em 1987, em The Amazing Spiderman Annual #21.

O casamento durou até 2008, quando foi desfeito devido a um pacto que o Homem-Aranha fez com MEPHISTO para salvar a vida da Tia May.

Se engana quem pensa que o amor é encontrado apenas nos quadrinhos de heróis. E não poderíamos deixar de citar os eternos namorados Mickey e Minnie, criados por Walt Disney em 1928. O rato mais famoso do mundo nunca teve olhos para outra ratinha. Eles namoram há 90 anos e, apesar das mudanças nas personalidades ao longo dos anos, o amor dos dois persevera!

Algo de que os fãs de quadrinhos não podem reclamar é da falta de diversidade e inclusão das diversas formas de amor. Um exemplo clássico dos anos 70 foi o triângulo amoroso formado por Feiticeira Escarlate, Magnum e Visão que, apesar de tudo, culminou na primeira união entre uma mutante e um androide em Giant-Size Avangers #4 de 1975.

Os dois permaneceram juntos por anos, o que resultou em 2 filhos, Thomas e Willian. Mas a união chegou ao fim!

Falando em diversidade, não poderíamos deixar de fora o Superman e Batman do universo Wildstorm, Apolo e Meia-Noite, criados por Warren Ellis e Bryan Hitch em 1998, eles fazem parte do grupo Authority.

Diversas vezes eles protagonizaram polêmicas em suas histórias, e são um casal gay assumido desde que estrearam. São oficialmente casados e adotaram uma menina chamada Jenny Quantum!

Criado por John Broome e Carmine Infantino (1960), Ralph Dibny, o Homem-Elástico, fez fortuna com shows e aparições na TV. Depois de se casar com Sue Deaborn, um caso de amor à primeira vista, ela passou a usar o sobrenome do marido.

Em “Crise de Identidade“, Sue foi morta. Isso deixou Ralph muito abalado, o que ocasionou em sua morte. Durante muito tempo o casal foi visto como exemplo de amor e união na DC!

Sem dúvidas em dos maiores eventos da década de 90 foi o casamento de Ciclope e Fênix. Criados por Stan Lee e Jack Kirby (1963), Scott Summers e Jean Grey namoravam desde a adolescência, sendo um o primeiro amor do outro.

Com a morte de Fênix, Ciclope acabou se casando com Madelyne Pryor. O casamento chegou ao fim quando Jean Grey ressurgiu. Os dois reataram o namoro, que terminou em casamento nas páginas de X-Men #30.

O casamento durou até 2005, quando a Fênix descobriu que seu marido realmente se apaixonou por Emma Frost!

Após o fim do casamento e a segunda morte da Fênix, finalmente Scott Summers e Emma Frost puderam assumir seu romance. Apesar das críticas, o casal permaneceu junto e na liderança dos X-Men.

Emma foi o pivô do fim do relacionamento de Ciclope. Porém, Jean resolveu deixar os dois seguirem em frente bem antes de sua morte, pois em um confronto mental descobriu que eram reais os sentimentos de Scott e Emma um pelo outro.

O casal permaneceu junto até recentemente, quando Ciclope faleceu na guerra contra os Inumanos.

Até o velho carcaju se rendeu aos encantos do amor. Porém, se engana quem acha que Jean Grey é seu grande amor. Apesar do vasto leque de mulheres com quem Logan se envolveu durante sua vida, apenas uma teve a chance de colocar uma aliança em seu dedo: Mariko Yashida criada por Chris Claremont e John Byrne em 1979.

Os dois foram noivos, mas nunca chegaram a casar. Tiveram um relacionamento de longa data e adotaram uma criança. Amiko. Mas Mariko foi envenenada, pedindo para Wolverine usar suas garras pra acabar seu sofrimento. Ela morreu em seus braços!

O casal mais tresloucado dos quadrinhos nos foi apresentado em “Batman – Louco Amor“. Em meio a tapas e beijos, um relacionamento abusivo e perigoso, Coringa e Arlequina vivem de idas e vindas. Mesmo o Palhaço indo ao extremo e colocando a vida de Harleen Frances Quinzel diversas vezes em perigo, ela sempre volta para os braços de seu “Pudinzinho”, com direito a apelido carinhoso e tudo, eles, de seu grosso modo, permanecem juntos!

Desde que surgiram na páginas de The Fantastic Four Vol.1 #45, em 1965, Raio Negro e Medusa já mostravam um grande grau de cumplicidade. Ao longo dos anos, rei e rainha nunca duvidaram de seus sentimentos um pelo outro.

Eles criaram um vínculo de comunicação, respeito e amor, que vai além de palavras. O casal é tão ligado que consegue se entender até nos pequenos gestos.

Apesar de Raio Negro já ter sido dado como morto, e apresentar outras esposas, é Medusa quem assume o trono em sua ausência, e é seu grande amor!

Esse casal é o clássico caso que nos mostra que o amor rompe as barreiras da eternidade. Carter Hall e Shayera Holl estão destinados a sempre se encontrar nas suas reencarnações, reacendendo o fogo do amor entre os dois. Gavião Negro e Mulher-Gavião são almas gêmeas que sempre se encontram. O casal foi amaldiçoado por Hath-Set a morrer e reencarnar sempre que se amassem. Isso acontece desde sua primeira vida no Egito Antigo!

Se engana que o amor não é para todos, pois ele toca até o coração do pior monstro, embora não tenha sido Hulk a se apaixonar por Betty Ross, e sim seu alter ego Dr. Bruce Banner. Após o acidente que transformou a vida do casal, Betty e Banner passaram por diversas turbulências, principalmente porque o pai da moça, o general Ross, era totalmente contra o casamento. Mas em Incredible Hulk n° 319 (1986) eles finalmente trocaram alianças. O casamento chegou ao fim quando Betty supostamente faleceu!

Outro caso que vai além do amor, chegando a ser uma parceira simbiótica, é o do casal Manto e Adaga. Apesar de já terem tentado desfazer a dupla várias vezes, um sempre acaba tendo que voltar para os braços do outro, em partes por se amarem, em partes por precisarem um do outro para controlar seus poderes. Criados por Bill Mantlo e Ed Hannigan em 1982, os dois foram resultado de um experimento da Maggia com drogas, que em contato com seu DNA mutante fez com que os poderes dos dois se desenvolvessem. Porém, um necessita do outro para se controlar. O casal permanece unido até hoje!

Os quadrinhos são fonte de inspiração para a tolerância e respeito com as diferenças. Sendo assim, em 2012, a Marvel resolveu mostrar que, para o amor, não existe sexualidade, casando um de seus primeiros heróis assumidamente gay. O casamento do mutante Estrela Polar com seu namorado Kyle Jinadu foi a primeira união civil homossexual publicada pela Marvel, e também uma das mais polêmicas, pois atiçou a discussão sobre o casamento gay.

Apesar da união duradoura com Forge, foi o Pantera Negra que levou Tempestade para o altar. A união dos dois foi algo tão marcante que deu trégua até na Guerra Civil entre Tony Stark e Steve Rogers. Porém, o casamento não durou muito. Devido às obrigações de ambos com seu povo, T’Challa viu que Tempestade jamais poderia deixar os X-Men. Mesmo assim, o amor entre os dois é notável ainda!

Um dos casamentos mais românticos dos quadrinhos é a união de Luke Cage e Jessica Jones. Em uma celebração que uniu grande elenco da Marvel, dos dois nasceu Danielle Cage. Eles permanecem juntos até hoje, apesar de tantos problemas enfrentados pelo casal!

Hulkling e Wiccano, são dois Jovens Vingadores que também quebram as barreiras do preconceito. Eles namoram desde que integraram a equipe. Apesar de as manipulações de Loki levarem Teddy a duvidar de sua sexualidade, no final o amor de Wiccano falou mais alto. Atualmente os dois moram juntos na casa dos pais adotivos de Wiccano!

O príncipe da Atlântida encontrou em Mera uma companheira à altura. O casal aquático mais famoso dos quadrinhos trocou seus votos em 1964 no Reino de Atlantis, e contou com a presença da Liga da Justiça. Arthur e Mera tiveram um filho posteriormente, e sua relação ainda dura.

Pra encerrar, um casal bem conhecido de todos nós, que encanta a todos com sua simplicidade e jeito ingênuo de ser: Chico Bento e Rosinha, ambos os personagens criados por Maurício de Sousa em 1961. Desde então, ela se irrita com os frequentes atrasos do namorado quando os dois marcam encontro, e detesta as desculpas esfarrapadas que ele inventa para se justificar. Quando os dois brigam, Chico sempre fica de coração partido, desolado e com sentimento de culpa; mas pouco tempo depois, os dois fazem as pazes, e o amor prevalece.