[NGF RECOMENDA] Especial “Semana do Terror!”

ngf recomenda especial terror 2015

Finados, Dia de Los Muertos, Halloween, Dia do Saci, aniversário do Geraldo Alckmin.

Com tantas datas fúnebres nessa e na próxima semana, resolvemos criar uma semana especial com conteúdo de terror para vocês. E que melhor forma de ilustrar uma celebração aos mortos do que REVIVER UM QUADRO QUASE MORTO para recomendar a você, ouvinte mamífero, novas coisas para conhecer e fazer.

Especialmente nessa edição, as melhores dicas de coisas tenebrosas e arrepiantes que você pode ver.

Reitero, antes, que esse quadro é quinzenal e sempre sairá na sexta-feira. Anote aí na sua agenda.

Sem mais, aprecie a mais fina seleção de horror, arrepios e calafrios que o NGF conseguiu reunir:

Aviso Importante: Este post contém uma imagem bem forte e não é recomendada para pessoas sensíveis. Não, to falando sério, é bem forte. Você não quer acreditar? Eu to falando que é forte pra caralho! Imagina que 2 Girls 1 Cup seja o Bane de forte. Essa imagem a seguir é Thanos, Darkseid e Batman (com preparo) de forte. Só aceita logo e fique longe dela caso você deteste essas coisas.

Adler, o Adler – Goosebumps (Série)

Você talvez só tenha ouvido falar desse nome esse ano, com a vinda do filme baseado em um fictício episódio na vida de R. L. Stine, autor dessa série, mas muitas crianças dos anos 90 vão se lembrar na hora do glorioso seriado que passava na Fox Kids. Todo sábado, acredito eu que por volta das nove ou dez da noite, o tenebroso pianinho começava a tocar, mandando um sinal para as crianças de que estava na hora de apagar as luzes. Eu ainda corria pra pegar um copão de Coca e alguns salgados pra me preparar emocionalmente (hábito alimentar este que me deixou redondo como sou). É claro que Goosebumps não é nenhum Atividade Paranormal ou O Chamado, afinal, são contos de terror para crianças. Mas é justamente nessa função que Goosebumps acerta tanto: passar para uma criança uma história de terror bem envolvente sem precisar apelar para assuntos muito pesados, como possessão demoníaca ou nada gore. Goosebumps te deixava com aquela pulga atrás da orelha, apresentando uma história diferente, esquisita, com muito suspense, principalmente pelos protagonistas que eram sempre crianças como nós. A maioria das histórias durava um só episódio, mas aqueles que eram bons demais ganhavam dois episódios. E se faziam sucesso, a história tinha uma “continuação” na próxima temporada. Por isso recomendo “Night of The Living Dummy” e “The Haunted Mask“, ambos com dois episódios e continuações. E se quer uma história mais interessante, engraçada (pela dublagem/atuação) e com um bom plot twist, vá atrás de “Welcome to Camp Nightmare“.

Você encontra alguns episódios de Goosebumps no Netflix, dublados ou legendados. Recomendo fortemente a primeira opção. Mas o serviço de streaming não trouxe todos os episódios, faltando alguns bem marcantes, por isso tente assistir também no Youtube. Alguns canais disponibilizam episódios divididos em várias partes, legendados e até mesmos dublados, como você vê aqui.


Leo Marchezini – Wytches (Quadrinho)

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A se julgar pela sinopse, Wytches é aquela típica história de terror: Uma família fofa decide se mudar de cidade para escapar de um trauma, na intenção de começar a vida de novo. Logo eles descobrem que há algo de muito errado nessa nova vizinhança. Tipo, sei lá, seres misteriosos se escondendo nas florestas das redondezas, oferecendo bênçãos em troca de pessoas que são “penhoradas” por outrem. E, obviamente, os caminhos dessa família e das tais criaturas ocultas acabam se cruzando. Mas o segredo aqui está na execução. Scott Snyder, que já tinha experimentado ares de terror/horror em outras histórias, como Vampiro Americano, mergulha de vez no gênero e o que vemos em Wytches é um terror surpreendentemente hipnótico. Snyder combina sua escrita com a arte de Jock (Batman, Demolidor), artista que traz todo um traço borrado e sujo, com ares sempre sombrios. A história é bem creepy, mas sem nunca apelar pro terror excessivamente violento, optando, então, por uma abordagem muito mais perturbadora e intimista, psicológica mesmo. Eu que nem sou fã do gênero tiro o chapéu pro trabalho do cara.

Wytches é publicada pela Image Comics nos EUA, sem previsão de estreia no Brasil ainda. Você encontra o primeiro volume do encadernado importado aqui.

Magdiel Araújo – A Menina Submersa (Livro)

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A Menina Submersa, é um terror pouco convencional. Não temos sustos, nem monstros aterrorizantes. Temos um fantasma, uma sereia e o lobo. Que também não são da forma que você imagina. E se eu te disser que são o mesmo ser?

O livro é um terror psicológico que nos apresenta não apenas a personagem principal, mas a esquizofrenia dela. É um livro em que, a medida que a personagem vai enlouquecendo, o leitor também vai enlouquecendo. Chega a ser perturbador. E isso é que é o legal. O terror consegue sair do livro e atingir o leitor. Nas palavras de Neil Gaiman, “ninguém escreve como Caitlín R. Kiernan“.

Nota do editor: mais sobre A Menina Submersa nesta resenha do Magdiel.

Onde comprar: Americanas | Saraiva | Submarino

Rodrigo – Como na Quinta Série (Quadrinho)

como na quinta serie dw ribatski balao editorial

Não há uma regra definindo que uma história de terror deva apresentar elementos fantásticos ou sobrenaturais. O verdadeiro terror é aquele que parte de medos muito reais e plausíveis, e instiga nossa imaginação para além do que é explicitado. Isto posto, uma narrativa pode ser aterrorizante partindo de situações passíveis de ocorrer em nosso mundo. Como na quinta série, publicada pela Balão Editorial, é esse tipo de história. Escrita e desenhada por D.W. Ribatski, em 40 páginas sua trama estabelece um conflito entre um menino e um policial, com tensão e suspense palpáveis e consequências possivelmente drásticas e fatais. O terror advém do contexto social e psicológico estabelecido por Ribatski, ao apresentar flashbacks do policial que tornam a situação mais urgente e sua resolução mais temível. Em suma, apesar de ser uma HQ rápida de ler, o efeito dela sobre o leitor é como o de machadas secas. Cheguei ao fim da leitura sem fôlego, e com a certeza de que o relato ali presente, apesar de ficcional, não está longe de nossa realidade.

Onde comprar: Livraria Cultura | Livraria da TravessaSaraiva

Yuri Gil – Uziga Waita (Mangaká)

gore puro

Fugindo um pouco da ideia da coluna de simplesmente recomendar um filme ou um livro, hoje eu irei recomendar um escritor, na verdade, um mangaká: Uziga Waita. Waita se tornou famoso (e de certo modo polemico) ao tornar famoso o guro (”gore”, mas em versão de mangá). Normalmente as pessoas têm uma tendência a achar que só por simplesmente se tratar de uma ”historia em quadrinhos japonesa”, você não terá repulsa ou nojo, mas Waita mistura seu estilo único de traçado com o exagero de sangue, sexo e larvas para tudo quanto é lado. Definitivamente não é um estilo para os fracos de estomago, esteja avisado e leia por sua conta e risco.