[CINE MONIQUE] Meu nome é Khan – Síndrome de Asperger e 11/09

my name is khan meu nome é khanPara os que, assim como eu, são meio esquecidos, ontem (11 de setembro de 2015) completou exatos 14 anos desde a tragédia do ataque às Torres Gêmeas, e justamente por isso recebi uma maravilhosa dica de filme do Luiz Alexandre Andrade.

Existem diversos filmes e documentários sobre o tema, mas esse foi o primeiro que vi abordar de uma perspectiva diferente: a dos muçulmanos e hindus que nada tinha a ver com os atentados terroristas.

Meu nome é Khan (My name is Khan) foi dirigido por Karan Johar em 2010 e, com 165 minutos, tornou-se um dos filmes mais bonitos que eu já vi.my name is khan meu nome é khan (5)

O filme já começa com Rizwan Khan (Tanay Chheda/Shahrukh Khan) – um mulçumano com Síndrome de Asperger – sofrendo com preconceito num aeroporto. Os seguranças do local o convidam para uma sala, onde Khan e todos os seus bens são revistados, isso sem nenhum motivo (a não ser pelo fato dele ser mulçumano).

No final da revista, Rizwan diz que perdeu seu voo para Washington, e que teria que pegar um ônibus por falta de dinheiro e de tempo. Quando é questionado pelos seguranças sobre o motivo de sua ida para a capital, ele diz que precisa falar com o presidente. O que ele precisa falar para o presidente com tanta urgência? “Meu nome é Khan, e eu não sou um terrorista.”

A partir de então vamos assistindo a jornada de Khan até o presidente, enquanto nos deparamos com diversos flashbacks da infância dele, e dos motivos que o levaram querer falar aquilo para o presidente.my name is khan meu nome é khan (4)

Embora seja um filme com temática dramática, durante o longa vemos vários alívios cômicos, devido ao jeito e a personalidade otimista de Khan.

Principalmente quando se apaixona por Mandira (Kajol), uma cabeleireira hindu, com quem se casa, mesmo com as dificuldades em se relacionar devido à síndrome.

Até agora eu não consigo decidir o que mais me cativou nesse filme: a fotografia, as atuações, o enredo ou as mensagens passadas.

A trama fala sobre as características da Síndrome de Asperger, sobre extremismo religioso, nacionalismo exacerbado, preconceito étnico, generalizações preconceituosas, violência, e principalmente sobre a luta na superação de um luto – que pode ser levada tanto por amor como por ódio.my name is khan meu nome é khan (2)

Além de tudo disso ainda passa uma importante lição de que, não importa qual a cor, credo, crença ou cultura de uma pessoa. Não são esses fatores que vão defini-la como indivíduo. Não são por esses fatores que elas deverão ser julgadas.

Existem dois tipos de pessoas neste mundo: as pessoas boas que fazem coisas boas, e as pessoas ruins que fazem coisas ruins. Essa é a única diferença nos seres humanos. E não tem outra diferença.

Recomendo para todos! Realmente acredito que esse é um daqueles filmes que não dá para não gostar – a não ser que você seja desalmado (a) sem coração.


nota-5