[QUADRINHOS] Marvel NOW! – Parte 3: FF #1, Uncanny Avengers #2, All-New X-Men #2 e Thor – God of Thunder #2

Nesta última semana de novembro a única novidade apresentada pela Marvel NOW! foi FF #1, da dupla Matt Fraction e Michael Allred, os outros lançamentos foram as segundas edições de Uncanny Avengers, All-New X-Men e Thor, God of Thunder, das quais falarei nesta 3ª parte de minha série de análises.

O que já dá pra dizer depois desse mês e meio de Marvel NOW! é que a editora até aqui acertou muito bem nas escolhas de suas equipes criativas. Mesmo autores de quem eu não esperava tanto estão se saindo melhor do que eu imaginava. Rick Remender, por exemplo, tem me surpreendido com seus trabalhos com o Capitão América e em Uncanny Avengers. Enquanto Matt Fraction, que já fez um bom trabalho em sua estréia no título do Quarteto Fantástico, também não decepcionou como substituto de Jonathan Hickman em FF. Já Jason Aaron e Brian Michael Bendis mantém a ótima qualidade apresentada nas primeiras edições de Thor, God of Thunder e All-New X-Men, respectivamente. Mais detalhes nos reviews a seguir.

FF_1_TheGroup_001FF (Future Foundation) #1

Roteiros de Matt Fraction

Desenhos de Michael Allred

Primeiro uma breve recapitulação sobre a origem da Fundação Futuro. Reed Richards, como um dos cientistas mais respeitados do mundo, participava de convenções anuais onde se reunia com as mentes mais brilhantes de todos os ramos da ciência do planeta para discutir idéias visionárias para resolver os problemas do mundo. Até o dia em que ele cansou de ver que seus colegas cientistas não ousavam o suficiente para realmente fazer a diferença em grandes obstáculos para o avanço da humanidade. Daí surgiu a idéia de criar sua própria fundação de mentes brilhantes, onde reuniria jovens superdotados, e com imaginação e entusiasmo o bastante para mudar o mundo para melhor.

A idéia de Reed era dar suporte e orientação para estas crianças prodígio, começando por sua filha, Valéria Richards, uma garotinha de 3 anos que é mais articulada que a maioria dos adultos que conhecemos, e com um Q.I. que ultrapassa o de alguns dos maiores gênios da espécie humana (suspeita-se até que ela seja mais inteligente que seu pai), e por Franklin Richards, que não é tão inteligente quanto a irmã mas tem muita imaginação e um dormente poder mutante que o torna capaz de, literalmente, alterar a realidade.

Durante toda a fase de histórias escritas por Jonathan Hickman, pouco antes da criação da Fundação Futuro, o Quarteto Fantástico ofereceu abrigo a várias crianças superdotadas de outras espécies humanóides inteligentes da Terram com as quais tiveram contato durante missões em que a equipe resolveu diferentes crises ocorridas nas cidades onde os pequenos viviam.

A Fundação começou com Mik, Korr, Turg e Tong quatro crianças molóides evoluídas, cuja raça humanóide subterrânea serviu por muitos anos como escravos de um dos vilões mais antigos do Quarteto, o Toupeira; Vil e Wu duas crianças da raça dos atlantis originais (seres submarinos meio peixes meio homens, bem diferentes dos atlantis atuais, com aparência mais humana, pele azul e guelras, de quem o Namor é um descendente mestiço); Bentley 23, o 23º clone criança do Mago, outro vilão antigo do Quarteto; Alex Power, um ex-integrante do Quarteto Futuro, que há alguns anos atrás era um grupo de crianças com superpoderes; o Homem-Dragão, um andróide monstruoso que até pouco tempo atrás era um vilão que vivia dando trabalho para vários heróis da Marvel, até recentemente ser reprogramado por Valeria Richards para bloquear seus instintos primários destrutivos e explorar todo o seu intelecto; Artie, um mutante com o poder de projetar seus pensamentos sob a forma de hologramas; e Sanguessuga, mutante capaz de anular os poderes de outros mutantes ao seu redor.

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Aqui a formação anterior da Fundação Futuro, que ainda incluía o Homem-Aranha, Nathaniel Richards, pai de Reed, e (pasmem!) o Doutor Destino.

Com essa equipe eclética de super-gênios, Reed Richards começou a desenvolver formas de resolver grandes problemas da ciência, começando com uma busca pela cura da condição de Ben Grimm, o Coisa (algo que conseguiram em parte, pois a tal “cura” é capaz de revertê-lo para a forma humana por apenas um dia por ano).

Depois disto eles passaram por muitas aventuras, chegando ao ponto de ajudar o Quarteto a enfrentar um grupo de Celestiais Loucos de outro universo que tinha poder o bastante para destruir o universo, história que culminou numa das cenas mais antológicas de toda a história do Quarteto Fantástico (sim, estou novamente citando “To me… MY GALACTUS!”, porque ela sempre merecerá uma menção quando couber).

Resumindo, a Fundação Futuro foi um conceitos mais bacanas criados por Jonathan Hickman, e um dos melhores grupos de personagens da Marvel reunidos nos últimos anos, e agora é a vez de Matt Fraction se divertir com o brinquedo que seu colega deixou pra trás.

A história de FF#1 é tão bem bolada que toda esta minha introdução acima soa um tanto inútil, isto porque Fraction encontrou uma forma de reapresentar o conceito e os personagens para possíveis novos leitores sem que estes sintam a necessidade de ler as histórias anteriores. Não temos nenhuma cena de ação neste primeiro capítulo, ele inteiro é sobre cada integrante do Quarteto Fantástico indo atrás dos quatro candidatos que selecionaram para substituí-los durante sua ausência (anunciada em Fantastic Four #1, da qual falei na primeira parte desta série de reviews), e concentra-se em conversas “triviais” entre eles e seus substitutos, mas, claro, levando em conta as idiossincrasias do universo ficcional da Marvel.

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É preciso falar rapidamente da nova formação do Quarteto, que é uma das mais inusitadas desde aquela composta por Motoqueiro Fantasma, Homem-Aranha, Wolverine e Hulk (sim, isto aconteceu). A atual terá como líder o Homem-Formiga II, Scott Lang, que recentemente perdeu sua filha Cassie, a Estatura do grupo Novos Vingadores;  Medusa, esposa do Raio Negro, rei dos Inumanos; Mulher-Hulk, prima de Bruce Banner com poderes semelhantes aos dele, mas capaz de preservar sua personalidade quando assume a forma musculosa, superpoderosa (e gostosa, devo acrescentar); e, talvez a escolha mais inesperada de todas, Darla Deering, codinome Sra. Coisa, uma personagem nova, criada por Matt Fraction e Mike Allred especialmente para estrear neste título, onde, por enquanto, ela aparece apenas como a socialite namorada de Johnny Storm, o Tocha Humana, mas que na capa desta edição já aparece usando sua “Armadura de Coisa”, que lhe dará superforça e poderes parecidos com os do Coisa (esta informação não é revelada na edição, mas sim no especial Marvel NOW! Point One, que não li ainda).

Fraction escreve a história como uma sitcom de ficção científica e super-heróis, algo que casa perfeitamente com os desenhos do Mike Allred, cujo traço possui um senso de humor e um toque de estranheza e excentricidade naturais, construindo um visual único para a história, e tornando-a ainda mais divertida do que seria se ficasse por conta de um desenhista mais “tradicional”.

Além dos “recrutamentos”, nesta primeira edição também vemos pequenas entrevistas de uma página para apresentam cada uma das crianças da Fundação Futuro, outra ótima jogada do roteirista, que dá aos leitores novatos o essencial para entenderem a premissa da série e conhecer seus personagens, tudo escrito e desenhado de maneira leve e descontraída. Ainda há outra boa sacada no final da história, quando descobrimos em que ponto do tempo todos os depoimentos das crianças se encaixam.

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Alguns podem até não gostar do início “desacelerado” de Fraction tanto aqui como no título do Quarteto, mas vejo isto como um grande acerto do autor, que aqui se sai até melhor do que lá, pois temos um contato maior com os personagens, e é com eles que devemos nos importar antes de partir pro meio da ação. Conseguiu me conquistar.

Uncanny Avengers-Men-Zone-000Uncanny Avengers #2

Roteiros de Rick Remender

Desenhos de John Cassaday

Se você ainda não leu a primeira edição de Uncanny Avengers, sinto muito mas a capa ao lado revela uma das surpresas do final da edição anterior. Sim, o Caveira Vermelha está de volta pra atormentar a vida de todo mundo, agora com um plano que envolve a participação de uma das mutantes mais poderosas do planeta e, literalmente, o cérebro do maior telepata mutante que já existiu.

Antes de falar da história, devo comentar logo sobre um detalhe que me incomodou um pouco nesta edição: achei os desenhos do Cassaday em algumas páginas um tanto desleixados, embora não tenham prejudicado a qualidade da narrativa. Ficou a impressão de que ele deu uma corrida na hora de desenhar algumas delas. Talvez isto seja por causa do prazo que a editora está dando a seus artistas para fecharem cada edição nesta primeira leva de lançamentos da Marvel NOW!, em que alguns títulos estão saindo quinzenalmente, como é o caso de Uncanny Avengers. Particularmente acho um tiro no pé da editora cobrar isto do Cassaday, um desenhista que é conhecido por ser mais caprichoso e detalhista. Felizmente a qualidade melhora nas páginas finais, quando ele desenha uma ótima sequência de ação com a Vampira, executando uma das idéias mais bacanas desta edição.

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Outra boa idéia de Remender foi criar um paralelo entre os critérios de escolha usados pelo Capitão América para optar por Alex Summers, o Destrutor, como a líder da equipe e figura pública representante dos mutantes nesta equipe dos Vingadores, e a estratégia do Caveira para manipular a opinião pública através de figuras visualmente mais “palatáveis”, servindo como suas marionetes para transmitir versões “amenizadas” de sua filosofia de intolerância a membros de raças “impuras”.

E semelhante ao que ele fez em sua edição de estréia no título solo do Capitão América, Remender aqui também tomou a liberdade de acrescentar novas informações ao passado do vilão nazista. A começar pela revelação que o Caveira faz ao dizer que Hitler era não apenas desequilibrado mas um viciado em metanfetamina (o que pode ou não ser apenas uma forma dissimulada do vilão desmerecer seu antigo líder, e provar-se mais competente que ele para dar início a um 3º Reich). A outra é de que o vilão, na época da 2ª Guerra, planejava eliminar a ameaça representada por certo mutante adolescente que, décadas depois, tornou-se o Mestre do Magnetismo. Pequenas inserções que tornam mais significativa a conversa do vilão com a Feiticeira Escarlate, que ele tenta controlar mentalmente.

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Aliás, é neste mesmo diálogo, a melhor parte da história, que Remender usa o vilão para verbalizar outro paralelo que ele enxerga entre os Estados Unidos da última década e a Alemanha nazista, apontando como uma das causas do preconceito contra os mutantes o medo dos americanos diante de um mundo que se mostra cada vez mais inseguro e imprevisível, e a tendência humana a buscar culpados por seus maiores problemas, algo parecido com a forma como os alemães foram levados a pensar a respeito dos judeus. Neste mesmo trecho, apesar de não deixar explícito, Remender parece sugerir uma atualização da história do vilão, reposicionando seu despertar em nossa era alguns anos depois, se não for no mesmo ano, dos atentados de 11 de setembro de 2001 (só lembrando que o vilão, semelhante ao Capitão América, também “hibernou” por décadas até ser despertado no “presente”, um dos fatos que o tornam o nêmesis perfeito do herói). Acho válidos esses pequenos retoques que não alteram drasticamente o que antigos leitores já sabem sobre o personagem, ao mesmo que acrescentam novas camadas a ele, dando mais substância a suas posturas extremistas e megalomaníacas.

Como deve ter ficado claro até aqui, é uma edição mais “lenta” que a anterior, mas que serviu ao propósito de desenvolver um pouco mais alguns dos personagens e conflitos vindouros. Ainda assim, o autor tem domínio o suficiente sobre a narrativa para criar alguma tensão, e equilibrá-la com um surto de ação que empolga quando ocorre. Um momento de respiro para o que promete ser uma 3ª edição mais movimentada.

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Roteiros de Brian Michael Bendis

Desenhos de Stuart Immonen

Bendis apresentou uma ótima edição de estréia, com doses equilibradas de ação, drama e comédia. Nesta ele parece usar uma tática semelhante à usada por Remender em Uncanny Avengers #2: desacelera a narrativa, e concentra-se na interação e reação dos personagens, o que nas mãos de um autor como ele, que sabe escrever ótimos diálogos e compôr  caracterizações verossímeis, funciona muito bem.

O grande barato desta segunda história foi descobrir como os X-Men originais reagiram à chegada de uma versão futura de um deles, e às revelações que ela trouxe consigo sobre o destino de alguns deles e da raça mutante. Alguns exemplos: Ciclope indignado por descobrir que ele matará o homem que ele considera seu pai adotivo; Jean Grey, a Garota Marvel, surpresa em saber que no futuro ela manifestará telepatia (na época da primeira formação da equipe ela tinha apenas telecinésia); e o Homem de Gelo duvidando muito que o membro mais careta e certinho dos X-Men se tornará um ditador homicida com complexo de deus (e é dele uma das melhores falas da edição: “Somos todos azuis e felpudos no futuro?”).

Mas não é só de momentos engraçados que esta edição está cheia. Há também a breve mas comovente reação de Hank quando se dá conta de que está novamente diante de uma de suas amigas mais queridas, morta há alguns anos atrás, tão jovem e bela como na primeira vez que se viram. Aliás, por esta e outras cenas mais dramáticas desta edição Stuart Immonen novamente merece todos os elogios possíveis, pois seu trabalho nas expressões faciais e corporais é impecável. Dá pra sentir toda a dor, tristeza e o peso de anos de experiências diversas do Fera quando olha para Jean Grey.

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A outra metade da história é reservada à vinda dos X-Men do passado para o presente, o que gera outra boa sequência de situações divertidas, como o Anjo achando que estava no Paraíso quando dá de cara com o visual futurista do atual Instituto Jean Grey para Estudos Avançados, e a Garota Marvel não entendendo porque a escola foi rebatizada com o seu nome. Mas nenhuma bate o momento em que os cinco se assustam com o ataque repentino de Wolverine, que ao sentir o cheiro de Ciclope entra no modo selvagem, e já pula pra cima dele, achando que é sua versão atual, levando os demais a reagirem instintivamente num ataque coordenado que o tira de ação em segundos. São de pequenos bons momentos como este que a história faz valer a leitura.

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Há uma dose de nostalgia, é claro, pois estamos vendo versões clássicas de personagens que passaram por muitas mudanças ao longo de suas décadas de existência nos quadrinhos interagindo com suas versões mais atuais (e vale a pena lembrar que em 2013 o grupo completa 50 anos, o que torna significativa a premissa deste novo título da equipe), algumas delas irreconhecíveis, tamanhas foram as alterações físicas e comportamentais que sofreram. Neste quesito outra das minhas cenas preferidas, somente possível graças ao artifício da viagem no tempo, é ver o Fera do passado tentando salvar a vida de sua versão no presente. E por falar nela, é curiosa a coincidência entre a situação de Hank McCoy e a de Reed Richards, que atualmente, no título do Quarteto Fantástico, também está sofrendo uma deterioração física relacionada à natureza seus poderes (rapidamente mencionada na parte 1 desta série de reviews).

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A Garota Marvel e seu “nocaute telepático” no Wolverine.

Novamente All-New X-Men mostrou-se uma leitura compensadora, que passa mais rápido do que desejamos, o que é um ótimo sinal. Bendis voltou a merecer a aclamação associada ao seu nome.

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Roteiros de Jason Aaron

Desenhos de Esad Ribic

Semelhante ao que ocorreu na edição 2 de Uncanny Avengers, também notei uma leve queda na qualidade dos desenhos do Esad Ribic neste número de Thor. Aqui ele me pareceu mais direto nas cenas que desenhou, sem focar tanto nos detalhes. Porém interpretei como intencional neste caso, pois este segundo capítulo tem uma dose maior de ação. Além disto a maior parte dele concentra-se na versão mais jovem de Thor, que é menos experiente e mais impulsivo. Por isto, a falta de capricho parece ser o recurso usado por Ribic para refletir na arte este Thor em formação, e suas características mais rústicas (ou eu posso estar sendo muito bonzinho com ele, porque a história me agradou muito).

Também notei uma sutil diferença no uso das cores, que foram menos “atmosféricas” que as usadas na edição anterior, em parte porque não foi Dean White o responsável por elas neste número, mas Ive Svorcina, cujo trabalho ainda não conhecia. Ainda assim, é uma colorização bem feita, que ajudou a construir o clima tenso do momento em que o jovem Thor vai investigar o sumiço dos deuses do exército rival de seus adoradores nórdicos.

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Neblina e silhuetas fantasmagóricas no meio do mar. A combinação perfeita pra deixar até vikings cagando de medo.

Novamente Jason Aaron foi impecável ao escrever uma sequência que começa cheia de suspense e inquietação, e que aos poucos vai jogando elementos para o protagonista e o leitor irem descobrindo o que está acontecendo. É difícil falar sobre ela sem soltar spoilers, portanto vou citar apenas alguns fragmentos: o garanhão alado de um deus morto, uma chuva de sangue, e um corpo decapitado voando pelo céu. Tudo isto participando em algum momento da luta que se segue entre Thor e o God Butcher (Carniceiro de Deuses, em tradução livre), que aqui aparece pela primeira vez.

Nesta história o autor também foi mais fundo em outras questões que ele pretende abordar em seu trabalho com o personagem: O que se passa na mente de um deus em um confronto em que sua vida está em jogo? Quais reminiscências a proximidade da morte trás à tona em diferentes etapas de sua longa existência? O que ele sente quando se vê totalmente só e desamparado como o único representante de um reino que já foi habitado por muitos deuses?

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Thor cara a cara pela primeira vez com o Carniceiro de Deuses.

Ao final da edição temos breves takes que mostram o que o Thor do presente e o do futuro estão fazendo, apenas para nos lembrar que serão eles os protagonistas das próximas edições. É uma estrutura narrativa que me agrada muito, e demonstra a inteligência da abordagem de Aaron, que na carta ao leitor no final desta edição explica o por quê de ter optado por escrever histórias do Deus do Trovão das quais os coadjuvantes de suas histórias clássicas não participam.

Estamos diante do retrato mais intimista e ao mesmo tempo mais amplo de um dos maiores heróis da Marvel. Até aqui pressinto um clássico em gestação.

Semana que vem: as estréias de Avengers de Jonathan Hickman e Jerome Opeña, e Thunderbolts de Daniel Way e Steve Dillon, e as edições nº 3 de Iron ManAll-New X-Men #3 (sim, já teremos outra!). Até lá!