[MANGÁ] Os 10 melhores Seinen já publicados no Brasil – Parte I

O mercado brasileiro de mangás, atualmente conta com uma grande quantidade títulos dos mais variados gêneros. É algo que a cada ano vem crescendo e alcançando um público maior.  Porém, o alvo ainda é, em geral, o jovem na faixa dos 17-20 anos. Sendo assim, os títulos shounen(voltados para o público masculino jovem) são preferência nas editoras, fazendo que mangás com temática seinen(voltada paro público adulto) tenham menor destaque. Apesar disso, alguns excelentes títulos já foram publicados por aqui, alguns cancelados, outros em andamento ou finalizados. Listamos alguns que valem a pena dar uma conferida:

 Death Note

Death Note

A história foca em Light Yagami, um estudante do ensino médio que descobre um caderno sobrenatural chamado “Death Note”, no qual pode matar pessoas se os nomes forem escritos nele enquanto o portador visualizar mentalmente o rosto de alguém que quer assassinar. A partir daí Light tenta eliminar todos os criminosos e criar um mundo onde não exista o mal, mas seus planos são contrariados por L, um famoso detetive particular.

Roteiro: Tsugumi Ohba

Arte: Takeshi Obata

Publicação:

A Editora JBC lançou os 12 volumes de Death Note de 2006 a 2007. Também foi lançado um “volume 13” contendo informações especiais sobre a série e os personagens, entrevistas com os criadores, além do One-Shot que deu origem ao mangá e ainda um Spin-Off do personagem L: “Death Note Another Note – o Caso Dos Assassinatos Em Los Angeles”, servindo como prelúdio da história original.

Foi também, publicada uma Edição de Luxo, a Black Edition, compilando todos os capítulos em 6 edições, lançadas em 2013.

Curiosidades:

Baseados na série foram produzidos ainda: o animê, contando com 37 episódios e 3 filmes live action , Death Note (2006) | Death Note – The Last Name (2006) e L: Change the World (2008).

 Vagabond

Vagabond

Baseado no livro “Musashi”, de Eiji Yoshikawa, Vagabond é um retrato da vida de Miyamoto Musashi, um ronin que vagava pelo Japão à procura de grandes adversários para desafiar, aprimorando-se no caminho da espada. A mescla de lutas espetaculares, com a filosofia oriental, além de uma pitada de romance e comédia. Por fim, não poderíamos deixar de ressaltar o grande “ponto forte” de Vagabond: a arte absolutamente impecável de Takehiko Inoue, que é considerado um dos melhores do mundo no que faz.

Roteiro e arte: Takehiko Inoue

Publicação: A editora Conrad começou a publicação em 2002, lançando o mangá no formato de meio tanko (metade do volume original no Japão), até o volume 44(equivalente a 22 volumes) até 2006. Em 2005, a Conrad também começou a publicar uma “edição definitiva” de Vagabond, com uma qualidade de publicação maior, páginas maiores e no formato completo e 14 volumes foram publicados até 2007. As duas versões do mangá acabaram sendo canceladas por causa de complicações pelas quais a editora passou nos últimos anos, mas recentemente a publicação dessa edição de luxo foi retomada pela editora Nova Sampa a partir do volume 15. Porém as edições meio tanko ainda estão estagnadas. Atualmente o mangá está em andamento no Japão e conta com 37 volumes.

 Curiosidades:

Takehiko Inoue também é o mangaká criador do famoso Slam Dunk, que vendeu mais de 100 milhões de cópias somente no Japão.

 Lobo Solitário

 Lobo Solitário

Essa é fantástica obra, com referencias históricas e culturais riquíssimas, foi uma das maiores e mais influentes do universo dos mangás.

A história de Lobo Solitário se passa no Período Edo(1603-1868) da história do Japão. Os personagens principais são Itto Ogami, ex-executor do xogúm e seu filho Daigoro. Vítimas de traição do clã Yagyu, – rivais que cobiçavam a posição da família Ogami como executores – pai e filho passam a viver como andarilhos, cruzando o Japão em busca de vingança. Itto é considerado um dos maiores espadachins de seu tempo, e se torna um assassino de aluguel, sendo contratado geralmente para matar alvos difíceis e pessoas influentes enquanto coleta o dinheiro necessário pra colocar em ação seu plano de vingança, passando a ser conhecido como Lobo Solitário. Além de suas habilidades no manejo da espada, possui grande conhecimento de estratégia militar e cenário político do Japão, criando táticas formidáveis pra derrotar os inimigos que cruzam seu caminho.

Roteiro: Kazuo Koike

Arte: Goseki Kojima

Publicação:

Publicada originalmente de 1970 a 1976 no Japão a saga de Itto Ogami só começou a ser publicada no Brasil em 1988, um ano depois do lançamento nos Estados Unidos, trazida pela editora Cedibra, em nove edições. Em 1990, a editora Sampa começou a publicar o título, porém em 1993, a publicação foi interrompida. Em 2005 a publicação foi retomada, desta vez pela Editora Panini, sendo completada com 28 volumes.

Curiosidades:

Lobo Solitário inspirou ainda seis longas-metragens nos anos 70 e uma série de TV.

Um dos maiores fãs da série é ninguém menos que a lenda dos quadrinhos Frank Miller, que desenhou as capas para a edição norte-americana (e brasileira).

Em 2007, foi lançada no Japão uma sequência de Lobo Solitário, New Lone Wolf & Cub agora desenhada pelo artista Hideki Mori (Kojima morreu em 2000), contando com 11 volumes. Nos EUA a série foi licenciada pela Dark Horse, porém ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

Além de Lobo Solitário, Kazuo Koike e Goseki Kojima criaram os mangás Kubikiri Asa (Samurai Executor), em 10 Volumes (1972-1976), e Hanzo no Mon (O Caminho do Assassino), em 15 Volumes (1978-1984), sendo que o primeiro foi publicado por aqui pela Panini, e o segundo ainda é inédito no Brasil. Ambos são igualmente inspirados nos samurais do Período Edo.

  Blade02

Blade – A Lâmina do Imortal

No Japão feudal, durante a metade do período Xogunato Tokugawa, um ronin chamado Manji é contratado para matar aqueles que negam a pagar os impostos. Ao perceber que estava matando inocentes, se rebela contra seu contratante e acaba matando ele e todos os seus 99 guarda-costas. Bastante ferido, Manji recebe os cuidados de uma monja, que ao lhe dar o “chá de vermes” acaba lhe concedendo também a imortalidade. Sentindo-se culpado e não podendo morrer, Manji propõe a monja que, se ele matar 1000 criminosos poderia se livrar da imortalidade. Do outro lado de Edo, estava uma jovem chamada Rin, que, ao ter seus pais assassinados por um dojo rival, vaga pela cidade atrás de um mercenário que possa vingá-los, e acaba conhecendo Manji.

Roteiro e arte: Hiroaki Samura

Publicação:

Publicada de 1993 a 2012 no Japão, a série foi finalizada com 30 volumes. No Brasil, o mangá começou a ser publicado pela Conrad Editora em 2004, mas teve o mesmo problema da Vagabond, tendo interrompida sua publicação de meio tanko no volume 38(equivalente ao 19) e ainda não existe previsão de retomada da publicação, porém, para salvação dos fãs, existem alguns scanlators fazendo traduções independentes que podem ser encontradas na internet.

 Curiosidades:

Blade também gerou um animê em 2008 que teve 13 episódios, mas que contou apenas parte do enredo original do mangá.

 Basilisk

 Basilisk

No anos de 1614, no auge do Japão Feudal, para resolver a disputa pela sucessão do Xogunato, Ieyasu Tokugawa quebra um acordo de paz feito entre os clãs rivais de Tsuba Iga e de Kouga Mangi, que era mantido há muitos anos, apesar de ainda haver ódio entre os clãs. A quebra do acordo inicia um grande derramamento de sangue entre os dois lados, que decidem resolver com base na força os anos de ódio reprimido. A guerra ninja começa no momento em que estava para acontecer um casamento entre os futuros jovens líderes dos dois lados (Gennosuke de Kouga e Oboro de Iga) o qual firmaria a paz entre os clãs. Por esse motivo os dois enamorados são tragados por traições, armadilhas, dilemas, ódios seculares e amores reprimidos; a dualidade entre cumprir o dever para com o clã ou ignorar a guerra para viver o amor. A história é repleta de batalhas entre os dez ninjas de cada lado, cada um com uma técnica sobre-humana.

Roteiro: Futaro Yamada

Arte: Masaki Segawa

Publicação:

Originalmente lançado em 5 volumes, entre 2003 e 2004,  foi publicado no Brasil pela Editora Panini, no mesmo formato em 2011.

 Curiosidades:

Basilisk também teve sua adaptação para animê em 2005 contando com 25 episódios, além de um filme live action, chamado – Shinobi: A Batalha.

Confira a parte II aqui

2 thoughts on “[MANGÁ] Os 10 melhores Seinen já publicados no Brasil – Parte I

    • Death note é um Seinen publicado na Shounen Jump,só porque é shounen jump n quer dizer que se limita a Shounens “Mainstreams”
      No começo foi julgado assim msm como um seinen na shounen
      Hj um dos melhores “Cult” de tds os tempos… flw

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