[MANGÁ] Lúcifer e o Martelo: Recomendação

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Saudações plutonianas (afinal, Plutão era a melhor Sailor). Para vossas entidades que não me conhecem, sou Adler, o Adler. Uma espécie de Donald Trump, sou o chefe e proprietário misterioso de muitas coisas, como o blog Why Not (Agora, parceiro do NGF) e os intrépidos Marchezini e Januário (Neste caso, proprietário). Como sabem, durante a SDCC’14, rolou uma cobertura linda das notícias aqui pelo NGF, que contou com a nossa colaboração através dos meus queridos meninos. Eu não consegui, na época, ter tempo livre para ajudar, mas estou agora pagando minhas dívidas ao postar aqui algumas coisas que eu acho que os senhores poderiam conhecer melhor. Por que não, não é mesmo?

E para dar início a essa jornada, escolhi um mangá que, além de ser um dos melhores que já li, está em sua terceira edição aqui no Brasil, o que significa que vossas almas podem começar a acompanhar (leia-se “serem escravizadas”) esta obra fantástica. Enfim, falemos então de LÚCIFER E O MARTELO.

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A obra, que no original se chama Hoshi no Samidare, é escrita e desenhada por Satoshi Mizukami. Lançada originalmente, em 2005, na revista Young King Ours da editora Shonen Gahosha, o mangá teve 10 volumes. Explicando brevemente, mangás lá pelo Japão tem dois tipos de publicação: uma semanal, com um capítulo inserido em uma revista que reúne diversos mangás e autores diferentes (como a Shonen Jump); e uma mensal (na maioria das vezes), no formato clássico de “gibi”, com diversos capítulos reunidos naquele volume.

A revista também publicou Hellsing, então isso deve te motivar.

A revista também publicou Hellsing, então isso deve te motivar.

E afinal, qual é a da história? A princípio, pode não parecer que um mangá com uma arte tão “infantil” tenha uma enorme mensagem por trás dele, mas no caso de Hoshi no Samidare, as coisas são diferentes. Não apenas esconde uma mensagem muito adulta por trás, como também desconstrói, em alguns momentos da trama, o gênero do shounen, que são os mangás feitos para meninos e adolescentes.

O enredo nos apresenta Yuuhi Amamiya, um garoto apático e bem simples que vive seu cotidiano japonês (ver por baixo da saia de professoras, comidas instantâneas, assistir animes babacas). Até que o garoto acorda um belo dia com um lagarto do seu lado. Mais interessante do que lembrar que não se fala “largato” (e, consequentemente, do que pensar “será que o largato mama?”) é que o réptil fala. E suas primeiras palavras são um aviso: “O mundo está em perigo, você é o Guerreiro Lagarto e precisa proteger a princesa“. Diferente de todos os protagonista de mangás shounen que você conseguir lembrar, Yuuhi acredita em seu novo animal companheiro, mas decide que prefere ficar de lado e deixar esse lance de “guerreiro” pra lá. Isso depois dele abrir a janela de seu quarto e arremessar o mensageiro quadrúpede longe o suficiente para o PETA bater em sua casa com um mandado de prisão.

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“Deixa eu voltar pro meu LOL”

Acho que essa breve introdução já dá uma bela dica de como as coisas se seguirão na obra. Yuuhi não quer ser herói, guerreiro, valente, corajoso. Ele sequer se importa se isso significa que o planeta Terra deixará de existir. Para si, o importante é continuar vivendo o quanto e como der. O que já rende capítulos de desenvolvimento que levarão esse garoto boçal a descobrir seus medos, seus limites e como irá superá-los.

Vale a pena falar que logo mais para frente nós descobrimos que o “mal” citado por Noi (o lagarto anônimo até agora) são golems toscos e de aparência inofensiva, mas que são fatais ao mínimo toque. Tanto que demora menos de um capítulo para o “herói” quase perder a vida, o que não aconteceu por causa da outra protagonista desta história, Samidare Asahina, a tal “princesa” que Noi citou. Além de salvar sua pele, a garota, que não por acaso é sua vizinha, avisa que o que destruirá a Terra é um enorme martelo que fica flutuando no espaço na órbita do planeta, mas que só quem sabe que ele existe o enxerga. Poderíamos ficar felizes com a dedicação da princesa em impedir o martelo, até descobrirmos que ela só quer salvar a Terra deste instrumento gigante espacial para ela própria destruir seu planeta. Assim, conhecemos “Lúcifer” (a princesa) e o “Martelo“.

E essa é toda a sinopse que darei da trama. Afinal, estou recomendando que leiam e comprem o mangá que está em publicação no Brasil, sendo que nas bancas ainda estamos na terceira edição. O que não quer dizer que não posso falar dos pontos positivos da obra.

O que eu mais destacaria de Hoshi no Samidare é a sua capacidade de fazer um mangá que agrada TODO MUNDO. Quer dizer, não importa seu gênero e idade (aspectos importantes para mangás), essa história tem algum elemento que vai te cativar e te segurar até o fim. Sejam as lutas e os poderes dos guerreiroS animais, seja o aspecto “slice of life” (calma, já explico) ou até mesmo os debates filosóficos envolvendo as motivações de Yuuhi, as motivações do vilão, os problemas psicológicos de todos os personagens. E o mais incrível é que você não estranha o mangá te mostrar o protagonista comendo lámen em sua casa páginas antes dele estar em uma floresta destruindo criaturas enormes. Hoshi no Samidare liga todos esses “núcleos” e gêneros em uma história que faz todo o sentido para você, tenha ela seus momentos de embates ou de conversas.

Esqueci de mencionar os corriqueiros "panty shots"

Esqueci de mencionar os corriqueiros “panty shots”

Explicando, “slice of life” é um gênero comum em mangás que fala sobre a vida cotidiana. Alunos indo para a escola, problemas da vida real, o dia-a-dia de uma criança em sua casa. Tipo uma novela mesmo, só que sem TANTOS exageros dramáticos (na maioria das vezes). Sim, nem todo mangá tem raios laser ou pedofilia diluída.

E se você ainda tem alguma dúvida sobre comprar ou não esta delícia de mangá, confira um review meu um pouco mais detalhado lá no Why Not.

Assim, encerro meu primeiro post por aqui desejando uma boa leitura para os curiosos que consegui convencer. 🙂

E até.

lu

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