[MANGÁ] Coin Laundry Lady – Apenas algo maior que a vida, eu acho.

Na minha tradicional ida semanal à banca da minha cidade, me deparei com Coin Laundry Lady, que havia saído pela JBC. Por ser uma história de volume único decidi compra-la, e então nada mas fez ou voltaria a fazer sentido. Coin Laundry Lady é um mangá praticamente indescritível. A melhor descrição da obra que eu consegui pensar foi:

David Lynch e a Samara tiveram uma filha que mora em uma lavanderia e gosta de trolar as pessoas. Ela fez uma amiga que é uma stalker, que é perseguida por outro stalker, que se veste de príncipe, e é filho de um vendedor de peixe masoquista.

A obra bizarra é de autoria de Hiro Kiyohara, o mangaká de Another, e é protagonizada por Maoko, uma misteriosa garota que vive na lavanderia, que é frequentada por Haru Tanaka, uma jovem universitária. São vários capítulos curtos de 8 páginas, cada um contando os acontecimentos estranhos, que são rotina na lavanderia, mas não são tramas avulsas (algumas são, mas não todas), elas têm continuidade. Quando você começa a ler a primeira página, um clima macabro surge no ar. Você acha que, do nada, algo ruim vai acontecer, vai aparecer um monstro, um fantasma, e no fim o capitulo termina com uma garota fazendo piada do tamanho do busto da outra. E eu fiquei tipo:

Mas eu paguei por esse mangá e vou terminar de lê-lo. E assim, eu bravamente continuei a ler aquela obra de caráter duvidoso. Um lado meu estava adorando aquelas bizarrices, e o outro tentando entender o que estava acontecendo. Tipo Twin Peaks. Havia algo errado ali, mas eu não sabia o que era. Tudo ali era muito bizarro – parecia até um dia no Acre – mas não era ruim. E quando eu cheguei ao capitulo final, tinha dois capítulos extras de outra historia sobre três garotas que ficam contando casos de garotos com 14 anos de idade, que elas chamavam de Suzuki, e aquilo fazia menos sentido ainda.

O mangaká também brinca muito com as expressões faciais dos personagens. Aquelas expressões exageradas que deixam a impressão de que eles estão levando tudo a sério, o tempo todo.

Esse tipo de expressão:

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A aleatoriedade dos eventos liga seus sensores de WTF, e você começa a questionar coisas que deveriam ser senso comum, tipo “por não fazer uma sopa com óculos?”, “ou me fantasiar de urso e machucar as pessoas?”. E se você, leitor, chegou até aqui, deve estar querendo saber se Coin Laundry Lady é bom ou ruim. Sinceramente, não sei se é bom ou se é ruim. É simplesmente algo maior que a vida, eu acho.