[LIVROS] Neil Patrick Harris – A autobiografia interativa [resenha]

Humanos e Cylons!

Eis que hoje falaremos de um homem charmoso talvez, ousado provavelmente, o ator que interpretou o Barney Stinson em How I met your mother e o Dr. Horrible em Dr. Horrible’s sing along blog, apresentador de Tony’s, Oscar’s e outras coisas mais. Li a autobiografia interativa de Neil Patrick Harris e venho vos falar dela. Pegue suas panquecas, seu look “evangelizando na terça de manhã” e vem comigo!

Autobiografia interativa – o quê?

Neil Patrick Harris

Certo. Este é um elemento muito bacana do livro. Seu formato é no estilo da série “Choose your own adventure”, ou seja, você, amado e sexy leitor, escolhe os caminhos a percorrer, o autor te dá as opções “se quiser ir para a sala da esquerda, vá para a página 35” ou “se quiser ir para a sala da direita, continue na próxima página” e dependendo do que escolher pode se dar bem ou mal. Basicamente isso.

“Escolha corretamente e encontrará fama, dinheiro e amor verdadeiro. Opte errado e o resultado será miséria, sofrimento e uma morte horrível por mordidas de piranhas.” [infelizmente, os caminhos que escolhi não levaram a morte por piranhas].

Primeiro livro que leio desse tipo [aliás, foi uma das principais motivações para escolhê-lo] e devo dizê-lo que achei bem interessante. Arruinei a vida do Neil logo nos primeiros 15 minutos de leitura, mas isso são só detalhes.

Muito bem, já que o estilo é esse “você decide…” a narração coloca o leitor na pele mesmo do nosso Neil:

“Desde seus quinze anos, toda vez que você liga para ele e outra pessoa atende, ele pega o aparelho sussurando: “Não, eu não quero falar com ele, eu não quero… Ei, oi, Neil! COMO VAI?”. Toda vez. E você faz o mesmo quando ele te liga. Toda vez. Então vocês dois se vangloriam de como são hilários. Toda vez.” [p. 2-3].

Então, ao contrário do que se poderia imaginar, a autobiografia de Neil Patrick Harris versa sobre sua vida tanto profissional quanto pessoal: acampamento para jovens atores, testes para séries e filmes, brigas com atores de Hollywood, filhos gêmeos, casamento, apresentações do Tony, do Oscar… 

Dependendo dos caminhos escolhidos, você não “viverá” certas coisas, mas obviamente sempre é possível ao terminar voltar e ver como seria se tivesse optado diferente [no meio disso tem histórias falsas também, uma das melhores é a da infância miserável do Neil trabalhando numa mina de carvão. Ele cantando na abertura do Oscar de 2009 que é gay também é muito boa]. E no meio de tudo isso, ainda temos truques de mágica, receitas de drinks, fotos, cartas de atores/músicos… [tem uma carta do Barney para o Neil] e uma música para o grand finale. A leitura dessa autobiografia vale tanto pela forma como foi escrita quanto pelo Neil, o cara é interessante e tem um senso de humor razoável.

nota-3

Até a próxima!

Neil Patrick Harris – A autobiografia interativa

Organizado de modo que faça sentido por David Javerbaum

Tradução: Juliana Cunha e Guilherme Miranda

308 páginas

Disponível nas seguintes livrarias: