[LIVRO] Tronos & Ossos – O Enigma do Chifre (resenha)

Tronos & Ossos – O Enigma do Chifre é a continuação direta de Tronos e Ossos – Jornada no Gelo, que eu já resenhei. O segundo livro continua a história de Karn e Thianna, além de introduzir uma nova personagem que age como antagonista, a elfa negra Desstra (esse é o nome dela, não tem nada a ver com a mão preferencial).

A história começa com Desstra fazendo o exame de admissão para entrar pra Ardil, uma organização de elite da cidade das Sombras Profundas, que tem por objetivo proteger a cidade e seus interesses. Ela e sua equipe vencem a prova de admissão e todos são aprovados, exceto ela. Os lideres de Ardil viram que a garota tinha algo que julgam uma fraqueza, compaixão. A sociedade dos elfos negros despreza compaixão, e acreditam ser a raça superior. O lema deles é “forte como a rocha de nosso lar”. A garota ganha uma nova chance: ela deveria acompanhar um esquadrão da Ardil em uma missão e, se o líder da missão a aprovasse, ao final ela entraria para a Ardil.

Quanto a Karn Korlundsson, na primeira resenha comparei ele e Thianna com imãs, porque mesmo eles sendo diferentes, acabaram se unindo e se tornando aliados/amigos. E dessa vez posso novamente comparar ambos com imãs, mas por outro motivo.

Após derrotar seu tio na Batalha do Baile dos Dragões, nos eventos finais de Jornada no Gelo, Karn decide ficar em Norrongard e se preparar para assumir no futuro o posto de hauld de seu pai; e Thianna parte em uma jornada em busca do passado de sua mãe e de seu povo. Mas, devido aos seus feitos, o rapaz acabou se tornando uma celebridade em sua terra, e isso atrai algumas coisas, assim como os imãs. Um imã atrai moedas, e a fama de Karn ajudou o rapaz em algumas negociações. Isso seria bom, mas um imã também atrai pregos, metais pontiagudos e nocivos, e com o jovem de Norrongard isso não foi diferente. Um belo dia, pouco depois de vencer uma partida de Tronos e Ossos de um pescador, Karn foi raptado por uma wyvern, um tipo de dragão bípede que não cospe fogo e é menor que um dragão normal. Ele é levado até Orm, um dragão lendário que ele havia encontrado em sua jornada anterior.

Orm conta a Karn que existe outra corneta mágica, e que Thianna, que estava procurando pela corneta, desapareceu. O dragão convence obriga/ameaça Karn a ir atrás da corneta, mas, sabendo que a amiga estava em perigo, o jovem não hesitou em ir atrás dela. Mas sua viagem teve que ser antecipada, quando um grupo de elfos negros chegou na cidade atrás dele. Sua pista, um misterioso enigma, o leva até a cidade de Castelurze, um jogo de tabuleiro chamado Aurigas, uma sociedade secreta e algumas lutas deveras complicadas.

Diferente do primeiro livro, O Enigma do Chifre traz uma narrativa que trata o leitor como cúmplice, já que ele é informado de fatos dos dois lados, dos elfos negros, antagonistas, e de Karn e Thianna, os protagonistas. Ao leitor só resta esperar que os fatos aconteçam e observar as suas consequências. O livro pode ser lido independente do leitor ter ou não lido o primeiro livro, já que ele relembra rapidamente os eventos ocorridos em Jornada no Gelo sem se prender demais nele.

Lou Anders também retratou muito bem um dilema juvenil através da personagem Desstra, que é o quanto nos modificamos em busca da aceitação da sociedade em que vivemos. A personagem não é aceito pela sociedade fascista dos elfos negros, e em diversas ocasiões toma atitudes com as qualis não concorda.

E assim podemos chegar às seguintes conclusões: seja o protagonista da própria vida; não viva em função dos outros; amigos de verdade se cumprimentam com ofensas; e saliva de dragão te torna poliglota (vai entender, né?).

Boa leitura e até a próxima.


Editora Jangada

Tradução: Jacqueline Damásio Valpassos

Brochura

20,8 x 13,8 x 2 cm

376 páginas

Disponível nas livrarias:

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Cultura

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