[LIVRO] Neuromancer – 30 anos (resenha)

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Já se foram três décadas desde que o mundo da ficção científica recebeu Neuromancer das mãos de William Gibson, seu romance de estreia que mudou o panorama do gênero, e estabeleceu os alicerces para a construção de todo um subgênero literário, o cyberpunk.

Quem também comemora 30 anos de existência é a Editora Aleph, que resolveu aproveitar a data para lançar esta edição especial da mais aclamada obra de Gibson, com direito a um projeto gráfico totalmente novo, e um formato diferenciado, tamanho maior que a edição anterior, e uma slipcase com a belíssima arte de Pedro Inoue, que faz as vezes de capa, já que a encadernação das páginas não vem envolta em nenhuma.

Antes de falar da trama em si, é preciso falar deste formato diferenciado. Li algumas pessoas nas redes sociais temerosas de comprar a nova versão por conta dessa encadernação “crua”. Desde já garanto que ela é de altíssima qualidade, muito bem costurada e colada, e não tive problemas ao manuseá-la durante a leitura. Além disto, o papel em que o livro foi impresso tem uma gramatura maior, ou seja, é mais grosso e resistente.

Dito isto, devo elogiar todo o trabalho de diagramação, com códigos de máquina e gráficos simulando projeções 3D de ondas cerebrais, que convidam o leitor, a cada transição de capítulo, a manter-se imerso no universo apresentado e explorado por William Gibson, algo que já acontece nas primeiras páginas, antes da introdução escrita pelo autor.

A Trama:

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Essencialmente, Neuromancer é uma versão cyberpunk de um “filme de assalto“, tendo como diferencial o uso de tecnologias, como realidade virtual, implantes cibernéticos, ligações neurais entre personagens, que se unem para roubar artefatos tecnológicos e informações para fins misteriosos. Dá pra dizer que a obra é uma precursora de Inception neste sentido.

Esta seria a “primeira camada” de Neuromancer, que mais adiante fica mais complexo, quando descobrimos que há uma conspiração maior por trás das ações da dupla Case e Molly, que envolve conexões governamentais, uma grande corporação, e uma disputa entre inteligências artificiais, que assemelha-se ao conflito armado para a 4ª temporada da série Person of Interest, tornando Neuromancer mais misterioso e imprevisível.

O Elenco:

molly_millions_by_peterman2070-d4za7fpUm dos atrativos do início de Neuromancer são os tipos exóticos e cheios de personalidade criados por Gibson. Do bartender com prótese que range, ao hedonista assexuado de 135 anos (ao ler sua descrição, imediatamente o imaginei como David Bowie), o autor soube causar no leitor uma forte impressão ao fazer Case, seu protagonista relativamente mundano (para os padrões da sociedade futura que imaginou), interagir com eles. Aliás, este aspecto pouco notável de Case ajuda o leitor a identificar-se com ele, pois, do elenco da obra, ele é o que tem a aparência mais ordinária.

Além de Case, quem mais se destaca em Neuromancer é Molly, a “ciber-ninja”, cuja descrição deixa muito clara que ela foi a inspiração para a personagem Trinity da trilogia Matrix, especialmente no que diz respeito à sua função na trama. As principais diferenças entre Molly e Trinity são as lentes espelhadas implantadas sobre os olhos, e as lâminas retráteis nos dedos das mãos, que também fazem dela uma possível inspiração para a Lady Letal, ninja com implantes cibernéticos inimiga do Wolverine.

A Sociedade do Futuro:

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Gibson é exemplar nas primeiras páginas de Neuromancer, ao estabelecer a atmosfera ao mesmo tempo decadente e tecnológica do futuro que imaginou, assim como o principal drama de Case, um exilado da matrix, que teve sua mente por tanto tempo em contato íntimo com o ciberespaço que continua sonhando com ele, sofrendo de uma espécie de crise de abstinência. Aliás, é emblemático o detalhe de Case viver num “hotel-caixão” no Japão, sugerindo que alguém desconectado da matrix é correspondente a um morto na sociedade futura. Podemos encontrar hoje um paralelo com isto, pois é a cada dia mais raro conhecer uma pessoa que não tenha uma “vida social virtual”, e um contato diário com a internet, seja através de computadores, celulares ou tablets.

Case by Miles-JohnstonTambém é digno de nota o contraste irônico estabelecido por Gibson entre a realidade luminosa da matrix e o mundo real sombrio e sucateado. Há uma relação quase religiosa entre alguns seres humanos e o ciberespaço, e apesar de não ser mencionadas na obra, não seria absurda a existência de religiões derivadas dessa nova realidade virtual. Talvez um “ciber-budismo”, se levarmos em conta a relação “mente-matrix”, na qual muitos menosprezam a função do corpo e valorizam a liberdade que a mente conquista na matrix, sendo este um problema que atormenta Case no início de Neuromancer.

No que diz respeito ao estado da raça humana, fica subentendido que muitas pessoas usam “peças sobressalentes”, órgãos traficados num mercado negro, ou cultivados artificialmente (clonados talvez), seja por motivos estéticos, ou porque a humanidade está tão ferrada que muitos têm que substituir constantemente seus órgãos e membros para sobreviverem. Além disto, parte da população usa implantes e próteses cibernéticas, a fim de substituir algum membro perdido, ou para extrapolar os limites humanos. Isto fez surgir também um mercado negro de tecnologias não-testadas, transformando o submundo num imenso laboratório clandestino de testes.

Welcome to Freeside! by to-toAcompanhando o ritmo acelerado do tráfego de informações, os conflitos armados também são frenéticos e rapidamente resolvidos no futuro segundo Gibson. Por exemplo, há menção a uma guerra entre os Estados Unidos e a Rússia que durou 3 semanas – claro reflexo da Guerra Fria que amedrontava o mundo na década em que o livro foi escrito.

Além disto tudo, pequenos detalhes, como os cavalos estarem extintos após uma pandemia no mundo de Neuromancer – ao ponto de o corpo embalsamado de um deles causar espanto em Riviera – torna o mundo apresentado na obra bem peculiar, além de funcionar como um breve comentário sobre as consequências das ações do ser humano sobre a configuração da Vida (num mundo em que o humanidade brinca de Deus todos os dias, substituindo seus próprios órgãos, não é nada difícil deduzir que a tal pandemia foi provocada por alguma dessas “brincadeiras”).

A Tecnologia:

The ICE by BrunoSilva

“Ciberespaço. Uma alucinação consensual vivenciada diariamente por bilhões de operadores autorizados […] uma representação gráfica de dados abstraídos dos bancos de todos os computadores do sistema humano.” – página 83

Pelo número da página de onde foi retirada a citação acima, dá pra concluir que Gibson não é o tipo de escritor que se preocupa em entregar tudo “mastigadinho” aos seus leitores, e este é um dos grandes problemas de Neuromancer, que exige um bocado de nossa paciência e persistência para compreender alguns de seus conceitos.

Além de demorar para esclarecer o funcionamento do ciberespaço, Gibson também não tem pressa para explicar outros dois conceitos importantes para entender as ações de Case e Molly durante suas missões: as tecnologias simstim e ICE. Ambos foram conceitos introduzidos no conto Queimando Cromo, um dos extras no final do livro, que recomendo ler antes de Neuromancer. Gibson confia demais em nossa capacidade de atenção e dedução para compreendê-los, o que demora um tempo pra ocorrer.

Mas feito isto, é bem dinâmica a forma como Gibson narra a operação do casal na sede da Sense/Net, com Case usando o simstim para alternar entre o “sensório” de Molly e sua manobra de invasão do ICE – correspondente a um firewall – da empresa.

Independente da forma como Gibson descreve o funcionamento das tecnologias usadas por seus personagens, não dá pra acusá-lo de economizar ideias. Mais adiante em Neuromancer ainda entra a Tessier-Ashpool S.A., corporação regida por duas famílias que se isolaram do resto do mundo numa estação orbital, de onde comandam seus negócios, e preservam sua linhagem usando criogenia e clonagem. A T.A. ainda possui um ninja criado em laboratório, que fica congelado quando não está em serviço (semelhante ao Soldado Invernal de Capitão América 2). Disto dá pra concluirmos que viagens espaciais também estão inclusas na lista de tecnologias presentes na trama, pois no mundo de Neuromancer voos espaciais ocorrem diariamente.

Nesta “salada mista tecnológica” ainda há Riviera, um membro da equipe de Case e Molly capaz de projetar criações de sua mente em forma de hologramas, responsável por algumas das passagens mais psicodélicas (e confusas) da obra;  e duas inteligêncais artificiais que estão por trás das ações do casal principal e de seus “inimigos.”

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Gibson também usa a teoria da memória holográfica para explicar as recriações do mundo real e onírico feitas por Wintermute para comunicar-se, via interface gráfica, com Case; e a simbiose entre humanos e inteligências artificiais para criar um correspondente tecnológico dos vampiros. Os Tessie-Ashpool nada mais são do que “vampiros biotecnológicos”, que vivem num imenso sarcófago espacial em forma de ninho de vespas, enterrados em si mesmos, sob o peso de seus próprios egos e do caótico acúmulo de bens reunidos por gerações.

Isto tudo faz de Neuromancer uma ficção científica densa, que não subestima a inteligência de seus leitores, e não economiza no uso de inúmeros conceitos do gênero para construir um universo ficcional rico.

A Escrita de Gibson:holo gladiators

Um dos aspectos positivos do estilo de William Gibson é sua capacidade de conectar, de forma muito visceral e frenética, as impressões ambientes às percepções dos personagens, dando a Neuromancer uma textura caleidoscópica que transmite muito bem ao leitor o caos sensorial presente no universo do livro. Um ótimo exemplo disto é o atentado contra a vida de Case na arena de gladiadores holográficos, onde o confronto dos gigantes de luz funciona como rima visual para o que acontece com o protagonista nos bastidores do duelo.

Outro momento inspirado de Gibson ocorre quando ele descreve o primeiro encontro de Case e Linda Lee, associando a paixão do protagonista às luzes quentes dos jogos eletrônicos em torno do casal. Recurso semelhante é usado na sequência em que Case e Molly transam pela primeira vez, e o autor sobrepõe o gozo do casal ao frenesi sensorial que Case experimenta ao regressar à matrix, fundindo o orgasmo ao prazer de acessar o ciberespaço. molly_millions_by_gustarzinger-d5aguba

Conforme dito anteriormente, a tecnologia simstim pode até não ser bem explicada no início de Neuromancer, mas quando seu funcionamento fica mais claro ao leitor, ela funciona como um ótimo recurso narrativo. Ela assemelha-se ao conceito central do filme “Quero Ser John Malkovich“, em que uma pessoa é capaz de sentir-se no corpo de outra ao entrar por uma porta, mas sem a capacidade de controlá-la. Gibson faz bom uso do conceito, dando dinamismo à trama nos pontos em que Case e Molly conectam-se através desta tecnologia.

Infelizmente alguns pontos do livro passam a sensação de que Gibson os escreveu correndo, e sem muita noção do que queria transmitir para o leitor. Talvez o caso mais grave disto seja a sequência de eventos que ocorrem entre a captura de Case pelos agentes da Turing, sua fuga e o início da Missão Straylight, que são descritos de maneira muito confusa e atropelada, o que prejudica um pouco a fluidez da leitura, e a compreensão do que está acontecendo.

E o mesmo pode ser dito da conclusão do conflito principal de Neuromancer, que além de ser anticlimático e confuso, é insatisfatório como desfecho. Gibson foi incapaz de passar ao leitor o quanto estava em jogo nos momentos finais.

As influências de Neuromancer na cultura pop:Freeside (Neuromancer)

Apesar de suas imperfeições, os conceitos reunidos por Gibson em Neuromancer influenciaram inúmeras obras de ficção na literatura, cinema, TV e games. Uma dessas influências é bem óbvia: a trilogia Matrix. Além das semelhanças entre alguns personagens, o filme também usou a ideia de “plugues cranianos”, que é rapidamente mencionada no livro como uma das formas iniciais dos usuários se conectarem à matrix imaginada por Gibson.

Uma das homenagens feitas pelos irmãos Wachowski a Neuromancer pode se encontrada no nome da última cidade humana do universo de Matrix: Zion, que no livro é o nome de uma colônia espacial que abriga Case e Molly durante sua missão contra a Tessier-Ashpool.

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Na TV tivemos em 2009 a série Dollhouse, criada por Joss Whedon, cuja premissa se assemelhava muito à forma como ocorre a prostituição em Neuromancer: as mulheres emprestam seus corpos a “casas de bonecas”, e ganham uma quantia em dinheiro pelo serviço, acompanhada de uma lavagem cerebral que elimina quaisquer memórias relacionadas aos “favores sexuais” prestados nos prostíbulos. Na série de TV, o uso das “bonecas” era mais variado, e incluía espionagem e implantes de personalidade.

Há ainda conexões entre NeuromancerAndroides Sonham Com Ovelhas Elétricas?, quando Gibson revela o que exatamente é o Neuromancer. E também é possível estabelecer ligações entre o livro e o anime Serial Experiments Lain, mas dizer mais do que isto acarretaria spoilers. Deixo por conta de vocês encontrá-las, pois tanto o livro de Philip K. Dick – também lançado pela Aleph (e já resenhado por nós) – quanto o anime são obras que merecem a atenção de fãs de ficção científica.

CONTOS:

Além de apresentar a primeira aparição de Molly e do Finlandês, os contos presentes nesta edição comemorativa introduzem e explicam melhor conceitos como a matrix, o ICE, e o simstim (incluindo a única explicação sobre o significado de ambas as siglas presente no livro). Por isto, recomendo a leitura de Johnny Mnemônico e Queimando Cromo ANTES de começar Neuromancer, pois são importantes para que você não fique tão perdido no início do romance.

Johnny Mnemônico:

johnny-mnemonicO conto que inspirou o filme de 1995 estrelado por Keanu Reeves é sobre um rapaz que aluga seu cérebro para armazenar informações sigilosas, acessíveis somente ao dono das mesmas através de uma senha vocal. 

Reflexo da década em que foi escrito, Johnny Mnemônico mostra quão obcecada por cirurgias estégicas já era a sociedade norte-americana dos anos 80. Gibson extrapolou esta tendência imaginando um futuro onde encontraríamos boutiques cirúrgicas em qualquer canto da cidade, e cirurgias para enxergar músculos, transplantar órgãos e mudar o rosto seriam mais acessíveis para a marginalidade. 

Além de mostrar a primeira aparição de Molly, o conto ainda conta com a presença de um golfinho ciborgue que ajuda Johnny a desbloquear algumas informações armazenadas em seu cérebro, que me fez lembrar do parceiro de Leeward na HQ The Wake (que será publicada este mês pela Panini Comics como O Despertar – e foi resenhada por mim aqui).

Infelizmente, por ser anterior a Neuromancer, o conto apresenta problemas ainda maiores no que diz respeito à descrição de ações dos personagens e cenários, que tornam a narrativa muito confusa, especialmente no combate final entre Molly e um assassino que persegue Johnny.

Queimando Cromo:

É o melhor, mais compreensível e mais simpático dos contos, que além de introduzir Flatline, que desempenha um papel importante em Neuromancer, também é o que melhor define o que é e como funciona a matrix, um ICE breaker, e a tecnologia simstim. Outro que recomendo ler antes de Neuromancer.

Hotel New Rose:

É um cyberpunk noir, incluindo uma femme fatale no estilo clássico. Poderia ser uma ótima transição entre um gênero e outro, mas todo o palavrório sobre o funcionamento das “engrenagens” da espionagem corporativa torna a leitura entediante. Além disto, ele não é essencial para a compreensão do universo de Neuromancer, e está bem longe de ser um conto memorável.

Entrevista com William Gibson:

“Minha ficção amplifica e distorce as impressões que tenho do mundo, por mais estranho que esse mundo possa ser.” – William Gibson

Alguns pontos da entrevista, cuja tradução é inédita no Brasil, merecem menção. Primeiro, quando Gibson fala do quanto foi influenciado pelas obras de Alfred Bester, Raymond Chancler, Tomas Pynchon, Samuel Delany e William Burroughs, entre outros, assim como pela TV, música e cinema, e quando deixa claro que não separa a literatura de outras artes, desmontrando sua visão holística da história e da cultura humana.

Também é notável o momento em que Gibson admite que Neuromancer pode não ser muito compreensível no que diz respeito a situar o leitor a respeito do local em que algumas ações transcorrem, algo que já comentei anteriormente.

Outro ponto que chama atenção é quando o autor confessa que não tinha ideia de como os computadores funcionavam quando escreveu Neuromancer, e que os usou em seus livros como metáforas para a memória humana, a fim de explorar seu funcionamento, a maneira como ela nos define e quão sujeita a revisões ela está. E também quando Gibson expõe seu ponto de vista a respeito de outras formas de armazenamento de informações usadas pela espécie humana, como neste trecho:

“Se você olhar qualquer um dos templos antigos, resultantes do aprendizado de pessoas que tinham de trabalhar a pedra com a tecnologia que lhes era disponível, o que irá encontrar são máquinas projetadas para trazer imortalidade àquelas pessoas.”

Por fim, vale citar que, apesar do que muitos dizem, Gibson vê sua posição como “pai” do cyberpunk como puramente marketeira e injusta, tanto por tentar encaixar sua obra dentro de um só gênero, como por impôr limites a obras posteriores influenciadas pela sua.

Veredito:

O maior feito de William Gibson com Neuromancer foi introduzir diversos conceitos tecnológicos e desenvolver outros já correntes num cenário que os fizesse conviver juntos e coerentes. Não chega a ser uma obra-prima do gênero, pois a forma subjetiva demais como escreveu vários trechos do livro muitas vezes impede o leitor de envolver-se com os personagens, sentir-se na pele deles, e compreender o que se passa. Isto acabou me afastando daquele universo em diversos pontos da narrativa, quando me senti apenas um leitor de boas ideias executadas de maneira confusa. Neuromancer exige muito da capacidade de abstração e dedução, e em algumas passagens nem elas são o bastante para tornar a leitura agradável e proveitosa.

Mas, apesar de tudo, é uma leitura que recomendo, pela importância de Neuromancer sobre as obras posteriores a ela. E esta edição comemorativa de seus 30 anos vale cada centavo gasto, pois é um belo item de colecionador criado pela equipe da editora Aleph, que novamente está de parabéns.

neuromancer-edicao-especial-30-anos-william-gibson-editora-alephNeuromancer – 30 Anos

Autor: William Gibson
Editora: Aleph
Ano de publicação: 2014
Tradução de: Fábio Fernandes (Neuromancer) e Ludmila Hashimoto (contos)
Capa e projeto gráfico: Pedro Inoue
Número de páginas: 424

Disponível nas seguintes livrarias:

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4 thoughts on “[LIVRO] Neuromancer – 30 anos (resenha)

  1. Pingback: Tentando entender Neuromancer | Monolito Nimbus

  2. Os conceitos são “mal-explicados” de propósito, o Gibson lança um caralhaço de informações por página que para nós são novas, mas para os personagens do livro e ambientação são normais. Nenhum personagem precisa explicar o que é Simstim ou como funciona um ICE, assim como nenhum autor que escreva um livro ambientado no nosso “mundo real” precisa colocar na boca de um personagem a explicação do que é uma TV ou um iPhone.

    Claro que isso realmente torna a leitura densa e mais complexa que o normal, mas não deixa de ser até um pró: ter de ler 2-3 vezes para entender bem o livro é uma jornada pra lá de prazerosa.

  3. Otima resenha. Terminei de ler o livro e tive a mesma impressão, uma obra fundamental para quem gosta do gênero, universo bem complexo, mas com uma leitura densa que nos pontos mais confusos pode nos afastar um pouco.

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