[LIVRO] Fraude Legítima, de E. Lockhart (Resenha)

Uma história que se inicia pelo fim, com uma personagem misteriosa e uma trama extasiante são os principais elementos que compõem Fraude Legítima.

No primeiro capítulo somos apresentados a Jule West Williams que, usando o nome de Imogen, se hospeda em um hotel no México. Sempre se recusa a aproximar-se de quem quer que seja e passa os dias divagando sobre o que é e quem são as pessoas. Só que essa não é uma trama comum. Sendo assim, nada mais justo do que ter uma linha temporal incomum. Como já mencionei, a história se inicia por parte do desfecho – o primeiro capitulo é o penúltimo.

Ao longo do livro começamos a voltar no tempo gradativamente, cada capítulo seguinte narra acontecimentos anteriores aos que já lemos. Esse modo não-linear da narrativa exige muita atenção ao que nos é apresentado, pois, além do retrocesso, as cenas são narradas como se o leitor já soubesse o que aconteceu, como se tivéssemos presenciado, mas é óbvio que não. Personagens, conversas e brigas são informações-chave para entendermos a situação real.

Outro fator que incita significativamente a curiosidade de quem lê é a própria personagem Jule, que sempre atribui à história um ar de delírio, principalmente por ela mesma se contradizer em vários momentos. Não é como se ela contasse o que está acontecendo de maneiras diferentes, mas é o quanto ela deixa pistas de que nem tudo que é contado é a verdade.

As personagens são muito bem construídas, e a maneira delas de lidar com as pessoas ao seu redor, e com as situações nos deixam atônitos, principalmente pelas surpresas que a trama nos reserva.

Com uma narrativa peculiar, misteriosa e fluida, você pode – com toda a certeza – esperar uma experiência incrível com a leitura.


Companhia das letras

Brochura

14 cm x 21cm

280 paginas

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Submarino