[LIVRO] Fortaleza Impossível, de Jason Rekulak (Resenha)

Sabe aquele tipo de livro que não tem nada demais? Aquela história que pode ou já aconteceu com você, salvo alguns detalhes? Algo tão encantadoramente simples, mas que você não consegue parar de ler até saber o final, porque a vida dos personagens é tão comum e com situações inesperadas que poderia ser a sua? Aí o fim do livro chega, e você solta baixinho um “que f.o.d.a.”, e fica pensando naquilo por horas a fio. Foi o que me aconteceu ao ler Fortaleza Impossívelcom foda e tudo.

Quando Billy Marvin (Amo de forma especial esse nome) e seus amigos descobrem que sua apresentadora de TV favorita resolveu abrir mais que um sorriso nas páginas da Playboy, os garotos começam a elaborar um plano infalível (à la Cebolinha) para conseguir a pornô. É a década de 80 e os meninos só tem 14 anos, e no meio do caminho, Billy acaba por se interessar mais num concurso de programação de computadores, que tem como prêmio o computador mais moderno da época, e em uma garota mais nerd do que ele, do que nas peitolas na revista de Vanna White, a apresentadora.

A nerd girl em questão é a filha do dono da loja de onde os meninos pretendem surrupiar a revista. Mas o sonho individual de Billy vencer o concurso de programação, conhecer seu ídolo desse universo tão novo e expansivo à época, que era o dos computadores, e ele próprio se tornar um desenvolvedor de jogos eletrônicos, se sobressai.

Dividido entre ajudar os amigos e vencer o concurso, Billy começa a agir como uma espécie de agente duplo, trabalhando para desenvolver seu jogo com Mary Zelinsky, a filha do dono, ao mesmo tempo que tenta ganhar sua confiança para conseguir a revista para os amigos. Com o passar dos dias, e o despertar de sentimentos inesperados, mas não mal vindos, as prioridades do garoto vão mudando. Ele precisava de Mary para vencer, e também gostava da garota de verdade, e não queria magoá-la. Seus amigos precisavam dele, mas era só uma revista idiota e sem importância, não era? Juntando o contexto em que vivia na fase hormonal, já é de se esperar que algo não saiu muito bem.

Fazia um tempo que não lia um livro tão leve, sem um enredo floreado, mas que me prendeu completamente. E com o bônus de o personagem principal ser extremamente familiar.

Entre fantasias eróticas, planos mirabolantes, humor e uma dose temperada de nerdice e drama adolescente, Fortaleza Impossível foi uma leitura gostosa que fiz no espaço de uma tarde se sol, estilo Sessão da Tarde mesmo.

Ah, você pode jogar de verdade o game que o Billy e Mary desenvolveram. Me conta sua pontuação depois?

JOGUE O JOGO 


CONCORRA A UM ATARI


Arqueiro

Tradução: Roberto Gray

Brochura

22,8 x 15,4 x 2,2 cm

272 páginas

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