[LIVRO] Fahrenheit 451 – Burn, baby, burn! (Uma distopia mais próxima do que você imagina)

Conheci tardiamente esse romance que, com certeza, deveria ser uma leitura recomendada ainda nas séries iniciais do ensino médio. Só fui ter conhecimento da obra já na UFF, durante as aulas de Ficção Científica (Sim, nós tínhamos uma eletiva disso. Sim, era muito legal).
O primeiro elemento de peso em Fahrenheit é o quão perto estamos dessa sociedade ficcional criada por Ray Bradbury em uma simples e empoeirada máquina de escrever, no ano de 1963.

Se naquela época tudo isso parecia muito distante, hoje, todo o panorama apresentado nas poucas páginas do livreto, que arrebata os leitores mais apaixonados, parece fazer mais sentido do que qualquer profecia bíblica ou de Nostradamus.

Fahrenheit 451 é uma distopia que se passa numa realidade que parece ser um futuro alternativo claramente distópico, embora essa seja uma distopia muito relativa.

Talvez todas as distopias sejam muito relativas, não é mesmo?

No Universo desse romance tão peculiar, o protagonista é um orgulhoso bombeiro chamado Guy Montag, cujo trabalho, de forma muito contraditória, é incinerar completamente livros e casas que contenham quaisquer formas de leituras. É isso que os bombeiros fazem na realidade vigente, e para Montag essa é a vida normal e feliz.

Aliás, essa é mesmo a vida normal da sociedade em que Montag e todos os personagens estão inseridos: os livros, e qualquer tipo de cultura escrita, é terminantemente proibida. A leitura como forma de higiene mental, diversão ou forma de buscar conhecimento era crime e, caso não fosse sanado com a entrega do material do delito (os volumes em questão para incineração), poderia ocasionar até mesmo a pena de incineração da casa da pessoa acusada do crime hediondo de querer saber demais.

Mas vamos por partes, como sempre.

A obliteração do pensamento crítico.

À primeira vista, pode parecer que esse livro trata apenas de um mundo em que a leitura é proibida (o que, aliás, nos faz lembrar muito de 1984).

É claro que o foco principal são os livros. Afinal de contas, o nome do livro faz remissão direta à temperatura exata para a queima dos papéis utilizados na gramatura de livros.
Mas, Fahrenheit 451 vai além disso.

Se por um lado temos o impedimento imperioso da leitura, temos de outro lado (em segundo plano, eu diria) uma implantação de formas diversas de entretenimento. Os jovens da geração vigente são retratados como violentos e criadores de problemas. As diversões são variadas entre corridas perigosas de carro e bebidas.

Não há o direito ou o acesso a qualquer forma de cultura, e um comportamento diferente daquele que todos têm pode gerar desconfianças.

Como o capitão Beatty chega a explicar a Montag, a ideia é simples: a cultura é suprimida ao máximo para manter a ordem na sociedade. Os livros são a maior ameaça; as TVs as melhores formas de controle de massa.

Assim, conforme a explicação do veterano bombeiro, um livro agradável a um grupo de pessoas poderá causar revoltas em outro grupo. A solução é queimá-lo.

Se um autor qualquer expressa pensamentos que podem causar divergências de pensamentos entre esta ou aquela classe social ou grupo étnico, a solução é queimar suas obras.

Se um autor de política ou religião diz coisas que contrariam o senso comum, ou mesmo esta ou aquela pequena parcela da população que pensa de forma diversa, bem… a solução é queimar seus livros.

Ainda não chegamos, ao menos aqui no Brasil, ao ponto de queimar livros. Só chegamos a abandoná-los mesmo. (De verdade…)
Mas dificilmente não lembramos dos Nazistas, da Inquisição Católica, e até mesmo de uma pequena referência à queima de livros como ato de selvageria feito no primeiro arco de Os Invisíveis, de Grant Morrison, por parte de um professor de história.

Muitos dos universos paralelos podem parecer muito distantes, mas, no fim das contas, têm mais relação com a vida real do que se pensa.

Quando fomos humanos.

Logo no início do romance, Montag está retornando de mais um dia de trabalho. Já é tarde, e toda a casa está apagada. Tudo o que ele consegue fazer ao entrar em seu quarto, onde dormem ele e sua esposa, é despir-se em uma total escuridão.

É só quando seus pés, apoiados no chão gelado, esbarram num vidrinho de remédios jogado no meio do quarto, que Montag dá-se conta do que ocorrera a sua esposa.

Quer saber o que aconteceu com ela sem ler o livro?

Millie, por razões jamais explicadas em todo o romance, ou talvez explicadas em detalhes em cada uma das páginas, tenta suicídio ao ingerir uma dose fatal de calmantes. O suicídio não se concretiza, mas é interessante – talvez essencial – que se ressalte que foi este o único momento em que Montag realmente reconheceu na mulher com quem se casou um ser humano de verdade. Pode parecer muito estranho. E é óbvio que não era da vontade de Guy que sua mulher viesse a falecer. Mas a ponto de toque dos dois só se deu aí: a sensação de angústia, tão bem encoberta por uma vida de aparências, gritava alto no peito, dilacerando-lhes a humanidade.

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Uma passagem bem forte do livro, e que dá muitas certezas de que, no fundo, tudo o que falta a esse mundo de pessoas vazias é um pouco de sangue quente, sentimentos, ilusões e desilusões, que talvez só a literatura seja capaz de trazer, é o momento em que uma mulher é condenada por ter uma casa repleta de livros de todas as sortes. As leis são claras: não é permitido que se tenha, compre, escreva, guarde, obtenha nenhum tomo, livreto, manuscrito, manual, etc. Uma biblioteca enorme, capaz de ocupar toda uma casa, deveria ser motivo para condenar não só à senhora “delinquente” mas todas as suas gerações.
Sua punição era bem “simples”: os bombeiros apenas queimariam TODA a casa da anônima leitora. Pois bem. Assim foi feito. O que talvez ninguém esperasse fosse que a dona da vultosa quantia de livros decidiria ficar e queimar junto com os livros.

Flores nas paredes.

Clarisse surge do mais absoluto nada, no meio do caminho de nosso herói às avessas. A jovem adolescente, suave como uma flor, com seus vestidos delicados e seu jeito muito diferente do de todas as outras pessoas; Diferente de tal modo que precisa ser acompanhada por um psiquiatra, pelos seus modos nada comuns.

Ao tornar-se amiga de Montag, causa-lhe admiração pela peculiaridade de seus pensamentos: Clarisse não consegue ver graça nas diversões dos jovens de sua idade. Prefere, antes, estar atenta ao que seu tio conta sobre o mundo como era antes, quando ler livros não era um crime hediondo, e viver significava mais do que interagir ou se deixar levar pelo interminável matraquear das paredes familiares.

Clarisse some da mesma forma repentina como aparece: morre atropelada, porque vive nos tempos em que correr de carro é uma forma de distração comum.

Também do mais absoluto nada surge a mulher anônima, que anonimamente é denunciada por ter uma casa tão cheia de livros que precisa e merece ser completamente destruída. Anônima que é, morre sozinha, entre os amores pelos quais viveu. Sua escolha de morrer entre as cinzas das palavras que sorveu pelo olhar assusta e choca Montag, fazendo-o pensar talvez no mesmo tipo de coisa que pensam aqueles que assistem, admirados, as manifestações dos monges tibetanos que ateiam fogo ao próprio corpo em nome de uma causa, sem deixar seu nome marcado na história.Também do nada, como que puxado de uma gaveta de memória de escritor oportunista de Bradbury, surge o velho Faber (creia-me quando digo que todo escritor é um oportunista, e isso não é ofensa). Faber é o velho intelectual da área da sociedade que vive recluso, e arrasta seus dias como se fossem todos eles feitos de pó de madeira… Ao ler sobre Faber, acabei pensando em Black Mirror.
O episódio Nose Diving (Queda livre) mostra, em dado momento, uma velha mulher dirigindo um caminhão, cujos modos são um tanto despojados e despreocupados demais para um grupo social extremamente rígido e congelado, feito de sorrisos falsos em busca de “likes” (e eu nem estou falando de nós mesmos, hein). Sua pontuação era tão baixa que, ao chegar no limiar mais baixo de pontos, ela simplesmente desistiu de tentar ter bons pontos.

Parece que o mesmo aconteceu com Faber, embora o velho gênio fosse sensivelmente mais assustado, mais arisco.

No fim das contas, embora os três “amigos” do protagonista fossem bem diversos, eles foram utilizados como flores nas paredes luminosas e matraqueadoras espalhadas pela casa de Montag. Enquanto as 3 paredes falavam sem dar trégua em um volume absurdo, e Millie esperava que seu marido endividado comprasse uma 4ª parede, Faber, a anônima e Clarisse são as três flores a despertar a atenção de um coração desesperançado.

Todos nós e as paredes.

Toda forma de sociedade (não importa qual, ou em que lugar do globo habite) necessita de alguma forma de distração. Nenhum ser humano, em lugar algum do globo, está preparado para viver apenas do trabalho e do pão. O circo é necessário também, por mais contraditório que seja dizer isso em uma resenha que defende a instrução e a cultura.
Somos seres sedentos: queremos saber, aprender, ver coisas novas, coisas estranhas, estúpidas, bizarras e até mesmo assustadoras. Mas precisamos daquilo que é novo e que faz nosso cérebro trabalhar de uma forma diferente, com um novo modus operandi, com novas cores, sob um novo olhar.

Embora não tenhamos a exata dimensão da sociedade da qual Fahrenheit 451 trata, podemos supor que, ao menos, toda a Grã-Bretanha foi tomada gradativamente por uma vontade coletiva de abandonar o hábito da leitura: Aos poucos os cidadãos foram trocando os livros por algo muito mais fácil; Algo que não os fizesse pensar, como a TV. Daí, o governo abraçou a brilhante ideia e fomentou o cataclismo intelectual, institucionalizando um corpo de leis capaz de proibir a aquisição de informação por meio de leitura, a proibição de compra e/ou manutenção de livros e, claro, um órgão de execução para quem tivesse a ousadia de desrespeitar as leis, que foram criadas para uma sociedade que, tão fervorosamente, pediu por aquela situação de plena ignorância. O corpo de bombeiros, até então destinado a promover a segurança dos civis apagando incêndios, passa a promovê-los deliberadamente, geração após geração, até que não haja mais livros que contem as histórias dos bombeiros que apagavam chamas.

Para que não deixe de haver circo, claro, conforme a escolha popular, as TVs deixaram de ser simples aparelhos de Teletransmissão, que poderiam ocupar um canto em um cômodo qualquer (normalmente uma sala de estar). As casas passam a ser equipadas com Paredes inteiras prontas para abrigar (se esse termo faz jus ao conceito colocado no livro) programas inúteis, monólogos e diálogos com membros familiares (de outras famílias, claro), como em uma espécie de vídeo-conferência via Skype ou Hangout.

Não, isso não é uma teletela. E, apesar do bigode, este cara não é o grande irmão.

Sempre defendi a ideia de que ler é receber fragmentos de ideias de pensadores; É como beber da fonte de pessoas que pensaram mais e melhor que eu. Creio que todos os leitores pensem assim.

Mas, se você pode parar de pensar a respeito do que lê (afinal, NÃO ESTÁ LENDO), e apenas ver alguém matraqueando em um vídeo numa tela colorida, o que ocorre com sua mente?

Bom… talvez, se você fica na frente do Facebook, Instagram ou Twitter o dia inteiro, você já saiba bem.

Quando o fogo aquece, mas não queima.

Como já dito, Montag inicia a história como um seguro e orgulhoso bombeiro que, em lugar de apagar incêndios, ateia fogo em livros a partir de denúncias anônimas. O fogo muda e se faz elemento de transição.

O despertar da consciência deve ser a mais dura fase de uma jornada. Desmentir para si mesmo tudo aquilo que, até então, fora verdade absoluta e parâmetro para todas as diretrizes de vida, é um tipo de desconstrução que nem todas as psiquês são capazes de suportar.
É bem isso o que ocorre com Montag quando Clarisse lhe aponta as contradições da vida que a população defende e abraça, e quando o próprio bombeiro, intrigado, vai atrás de Faber, após presenciar, chocado, o sacrifício da mulher queimada junto com seus amados livros.

O primeiro choque de Montag é representado por uma febre. O fogo luminoso que a tudo consome dá lugar a uma febre, que parece agora querer consumir-lhe o espírito, numa espécie de purificação / redenção.

Quando, ao final da trama, Montag se faz novo homem, com novas convicções a partir do que agora acredita, encontra-se vagando pela floresta, perdido após perigosa fuga. Guy Montag já não está ao lado do governo e dos mandatários do poder, que transforma tudo em cinzas. Também não é mais o homem dividido entre o que crê e o que não consegue ver com clareza (pois tudo o que se apresenta como novo parece nublado demais aos olhos do espectador). Montag sabe o que quer, embora dê a entender que não tem rumo. E ao não ter rumo certo como corpo que anda, come e tem necessidades fisiológicas, o ex-bombeiro é encontrado por outros que, como ele, tornaram-se a resistência. No frio da madrugada mais extensa da vida de Guy, eles acendem uma fogueira que, em vez de queimar, aquece o corpo já enfraquecido de tanto fugir, correr, enervar-se, lutar contra si mesmo.

O fogo faz a transição do concreto ao mais abstrato, e novamente ao concreto, modificando sua função e conotação. Temos o fogo que destrói, o fogo que castiga e purifica e, finalmente, o fogo que conforta.

Da mesma forma, temos Montag, o destruidor. Em seguida, um homem desprovido de sua fé na vida, e vendo suas convicções se desfazerem nas cinzas de seus próprios atos. Por fim, temos um homem com um propósito novo.

Como o fogo, Montag se refaz em significado e importância. Assim também a história da(quela) humanidade.

“The Book of Eli”

Embora isso possa não ser tão claro a uma primeira vista, Fahrenheit 451 pode ter sido o pai (talvez um avô esquecido) do filme O Livro de Eli.

Eu sei que, embora ambos sejam distopias, Fahrenheit 451 possa parecer ter uma realidade extremamente distante daquela apresentada em Book of Eli, já que, neste segundo, houve o que parece ter sido uma guerra nuclear sem precedentes, que deixou o mundo carente de recursos de todas as ordens.

O que realmente faz com que as duas obras sejam, de certa forma, similares é o fato de que, no fim das contas, Guy acaba se tornando uma cópia ambulante do Livro bíblico de Eclesiastes. Ele não pode conter o livro fisicamente, sob o risco de ser cego e morto ou preso, mas o tem em sua mente.

Qual a semelhança com O Livro de Eli?  

Sério... Você não viu The Book of Eli?

Basicamente, ao terminar o filme, temos a revelação de que Eli (uma referência clara a um dos nomes de Deus) é cego em razão de uma detonação de uma bomba nuclear. Assim, a única forma de manter segura a Bíblia é tê-la completamente memorizada. Desde a Gênese ao Apocalipse.

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Inevitavelmente, traçamos paralelos entre uma e outra obra. Afinal de contas, como não pensar que O livro de Eli não tenha bebido ao menos uma ou duas gotas de um dos pais das obras distópicas?

Você é o que você lê.

Essa premissa de que “Você é o que você lê” acompanha todo bom leitor por toda a vida. Somos, de fato, aquilo que o que lemos, assim como somos o que experimentamos, vivemos, absorvemos; Somos tudo aquilo pelo que lutamos, pelo que trabalhamos e pelo que damos nossas horas; Nossas personalidades são invariavelmente traçadas por nossas preferências, nossas escolhas, e tudo aquilo que fazemos ou deixamos de fazer.

Isso tudo parece muito óbvio. Mas você já realmente parou para pensar nisso?

Se essa ideia te atingiu, é possível que você seja um cinéfilo quase religioso e/ ou um leitor fanático.

Se jamais chegou a considerar esse aspecto, pode ser que seja hora de parar e contemplar o mundo à sua volta: O que você é? O que rodeia você em cada minuto da sua existência?

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O que é que você lê e armazena em sua memória, de modo que sua mente tenha, em palavras e relações de cognição, as respostas para desafios filosóficos ou duvidas tolas de motivos simples da existência? O que você leu ao longo de sua vida e que poderia citar agora, mesmo que não de forma fiel, para um filho, um sobrinho, um primo mais novo, como um rapsodo faria para os discípulos e ouvintes? O que você poderia acrescentar a uma sociedade que já não tem o hábito da leitura num futuro como o que descreveu Ray Bradbury, ou em uma sociedade sem a tecnologia da escrita literária, como nos tempos antes de Homero?
Assim como a Odisseia e a Ilíada foram passados de boca a boca, como em uma brincadeira de telefone sem fio, até que as mãos trêmulas do cego Homero pudessem reunir as míticas histórias em dois tomos de milhares de versos (será que O Livro de Eli roubou suas ideias daí também?); Assim como toda a mitologia Hindu, e a maior parte das histórias das formações de civilizações ainda existentes, e outras há muito extintas, foram repassadas adiante no formato de livros mentalizados; Assim como um dia, possivelmente, nosso povo não terá mais interesse em ler (porque não estamos assim tão longe desse momento), e alguns subversivos e criminosos, como eu e você, que leu até aqui, teremos que copiar livros mentalmente, Guy Montag, e o grupo de rebeldes que ele encontrou, acharam sua resistência em sua memória: cada um deles tornara-se um livro, e cada novo membro da equipe que surgisse seria um livro a mais, de modo que, ao fim, teriam uma grande biblioteca orgânica, dotada de muitos corações, mentes, olhos, temores, deterioração temporal mais veloz que a do papel, pele, transpiração… alma.
Mas os livros existiriam de todo modo.

Sei que a cultura pode ser absorvida de todo modo: o teatro, o cinema, o estudo das ciências puras, os métodos científicos, o empirismo, as artes plásticas, a linguística, a matemática. Mas, partindo do princípio de que todas essas matérias, EM TESE, necessitam, em alguma instância, de um livro qualquer que as norteie, ou, ao menos, de pensar nos livros como modelo único de cultura da vida que propusemos aqui, nesta realidade que se nega a criar seres pensantes ou críticos, você, caro leitor, consegue enxergar o quão dolorosa e crítica é a situação do universo de Fahrenheit?

O clichê, talvez até um pouco cretino, que diz que “você é o que você lê”, empurrado goela baixo por alguns dos nossos mais chatos e persistentes professores (professores como eu), e por nossos pais (pais como os meus), talvez seja um aviso muito importante e simplificado com um significado muito maior: “Se você é aquilo o que você lê, e se você não lê coisa alguma, sinto muito, meu caro: Você está reduzido ao nada”.


Biblioteca Azul

Tradução: Cid Knipel

Brochura

20,8 x 13,6 x 1,2 cm

215 páginas

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2 thoughts on “[LIVRO] Fahrenheit 451 – Burn, baby, burn! (Uma distopia mais próxima do que você imagina)

  1. Já tinha lido o livro, então não estragou nada para mim, mas é muito ruim colocar um texto que praticamente descreve todo o enredo do livro sem avisar ao leitor incauto que há spoilers, na falta de palavra melhor! Bola fora do autor.

    • Olá. Autora, no caso.
      Eu tive o cuidado de colocar alertas de Spoiler no texto, como você deve ter notado.
      Não daria spoiler, mesmo porque não faria sentido estragar uma experiência literária que eu estou tentando estimular. 🙂

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