[LIVRO] Esquadrão Rogue: Quando Star Wars se encontra com Top Gun (Resenha).

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O Esquadrão Rogue (também conhecido como Esquadrão Desordeiro, em algumas traduções) é um esquadrão de elite da Aliança Rebelde que foi fundado por Wedge Antilles, Arhul Narra e Luke Skywalker após a Batalha de Yavin, a partir da formação que compunha o Esquadrão Vermelho. Star Wars: Série X-Wing: Esquadrão Rogue trata sobre esse grupo de pilotos, agora com uma nova formação e em um período três anos após a Batalha de Endor. Vale ressaltar que esse livro, assim como as suas sequências, agora pertence ao selo Legends.

A série X-Wing, que conta com 10 livros no total, chega às livrarias pela Aleph, começando pelo livro 1, Esquadrão Rogue. A editora mantém o alto nível de suas publicações, trazendo o livro impresso em papel Pólen Bold e capa em Cartão Supremo com textura fosca e acabamento das letras em verniz, além da linda imagem inteiriça que abrange a capa, contra capa e orelhas do livro.

Sendo desenvolvido justamente a partir da frase “Star Wars encontra Top Gun”, Esquadrão Rogue, escrito por Michael A. Stackpole, narra a missão de Wedge Antilles, o comandante do grupo, para formar o novo esquadrão, que tem como objetivo não só juntar uma elite de combatentes da Aliança, mas também fazer uma espécie de pacto político entre os povos que compõe a Nova República, juntando os melhores pilotos de cada planeta-chave no grupo. Esse elemento político na trama dá uma dinâmica interessante para a história, já que Antilles tem de treinar pilotos que não foram sua primeira opção para comporem seu esquadrão, mas que foram impostos a ele de forma a massagear o ego de alguns aliados da Aliança Rebelde, e que precisam ser moldados para serem extremamente efetivos em suas missões.

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Sempre que vejo esse letreiro nos livros da Aleph, a música tema de Star Wars toca em minha cabeça.

O livro conta uma história fechada, mostrando o treinamento dos novos pilotos e o começo de sua campanha em direção ao planeta-capital da galáxia, mas deixa algumas pontas para um embate maior entre a Nova República e o Império pelo controle de Coruscant, trama que continua a ser explorada nos próximos três livros da série X-Wing.

– Todos vocês sabem a história deste esquadrão. Mesmo antes de sermos formalmente criados, nos foi dada a tarefa de destruir a primeira Estrela da Morte. Nós fizemos isso, e perdemos vários bons pilotos no processo. Todos eles foram e são heróis da Rebelião. Nos anos que virão, serão tão famosos quanto alguns dos antigos Cavaleiros Jedi. […] Depois de sete anos de luta sem pausa, a liderança da Nova República decidiu reconstruir a revitalizar esta unidade. Foi uma escolha sábia, porque todos nós, aqueles que sobreviveram, vimos vários pilotos entrarem para o Esquadrão Rogue e serem mortos nos Esquadrão Rogue. […] Todos os veteranos queriam ver o Esquadrão Rogue prosseguir, mas também queriam ver os seus pilotos receberem o treinamento necessário para sobreviverem.

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Olha essa imagem!

O livro, desde seu primeiro capítulo, já mostra qual a sua pegada: ação explosiva e desenfreada com dogfights entre X-Wings e TIE Fighters, sempre deixando o leitor curioso para saber o que ocorrerá a seguir, criando uma leitura dinâmica e extremamente visual, já que o tipo de narração de Stockpole faz com que as imagens grandiosas dos combates espaciais sejam facilmente formadas mentalmente, de forma que pode-se dizer que esse é um “livro cinematográfico”. Além da linda ação que o escritor consegue criar, ele ainda desenvolve muito bem seus personagens e cria relacionamentos interessantes entre os pilotos do esquadrão, que vão desde amizades e namoros, a até algumas inimizades. Os personagens, tanto os protagonistas quanto os antagonistas, demonstram certa ambiguidade moral, que nem sempre se vê na franquia Star Wars, trazendo para a batalha da Nova República contra o Império novas camadas de dilemas, deixando os dois lados mais borrados do que aquelas delimitações morais bem explícitas vistas nos filmes da saga. Talvez, o que mais se aproxime do que é representado nesse livro seja o spin off Rogue One – Uma História Star Wars. Inclusive, se você gostou de Rogue One, esse livro é para você.

Um esquadrão sendo forjado, intrigas políticas intervindo em decisões militares, personagens sendo trabalhados, mistérios envolvendo um informante infiltrado, e muitos outros elementos, culminam em uma narrativa excelente e que expande demais o universo de Star Wars, fugindo do embate entre os Jedi e Sith e se focando naqueles heróis que não têm uma ligação com a Força, mas que são tão valorosos quanto Luke Skywalker e Obi-Wan Kenobi. No geral, Esquadrão Rogue não é só um bom livro de Star Wars, mas também é ótimo como um livro de sci-fi repleto de ação.

nota-5


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Brochura

22,8 x 15,4 x 2,2 cm

352 páginas

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