[LIVRO] Conan o Bárbaro, de Robert E. Howard – Edição da Pipoca & Nanquim (resenha)

No ano em que a Amazon anunciou a produção de uma série de Conan, o Bárbaro, onde pretende retomar as origens literárias do bárbaro da Ciméria, obtive em mãos o novo lançamento da Editora Pipoca & Nanquim, Conan o Bárbaro, uma compilação de contos escritos pelo mestre da Espada e Feitiçaria, Robert E. Howard.

“— Vinho! — Resfolegou o rei do sofá onde o haviam deitado. Puseram um cálice em seus lábios ensanguentados e ele bebeu como um homem meio morto de sede. — Bom — ele grunhiu e se recostou —, matar é um trabalho maldito e que dá sede.”

SINOPSE

“O Pipoca & Nanquim tem o orgulho de apresentar a volta de uma das maiores sagas épicas de toda a história da literatura. Conan, o Bárbaro, é a obra máxima do escritor Robert E. Howard, um dos mais celebrados novelistas de sua geração, criador do gênero Espada & Feitiçaria, e principal inspiração para autores de renome indiscutível, como J. R. Tolkien, George Martin e Michael Moorcock. Dividida em três volumes, a saga apresentará na íntegra todas as aventuras de Conan seguindo a ordem em que foram publicadas originalmente na emblemática revista Weird Tales, terá acabamento de luxo com sobrecapa de acetato, ilustrações de artistas como Mark Schultz e Gary Gianni, diversos extras e, pela primeira vez no Brasil, as capas originais de Frank Frazetta.”

Na coletânea somos apresentados a algumas fases da vida do Cimério, onde presenciamos um Conan ladrão, mercenário, pirata, rei. Vemos como a escrita de Robert E. Howard é viciante, sedutora e visceral. O texano te induz a devorar cada página das aventuras do bárbaro. Ele te transporta para dentro de cada cena descrita.

“— Essas não são as tradições do meu povo — Conan rugiu —, e nem do de Natala. Os hiborianos não sacrificam ninguém para seu deus, Mitra, e quanto ao meu povo… Por Crom, gostaria de ver um sacerdote arrastar um Cimério até o altar! Haveria sangue derramado, mas não como o sacerdote gostaria.”

Conan é inteligente, bárbaro (não me diga, sério?), sagaz, beberrão, mas uma das melhores facetas deste guerreiro de qualidade lupina e olhos cor de fogo azul é o seu humor negro. Além da habilidade para decepar cabeças e planejar estratégias perante um exercito inimigo, Conan possui um sarcasmo que faz dele um personagem fascinante.

“Abrindo as cortinas, ela apontou dramaticamente para o Cimério. Talvez não tenha sido o momento mais fortuito para revela-lo. Conan estava esparramado na cadeira, com os pés apoiados sobre a mesa de ébano, ocupado em devorar um naco de carne que segurava com ambas as mãos. Lançou um olhar casual para os nobres espantados, sorriu levemente para Amalric e continuou mastigando sem disfarçar o prazer.”

São seis contos no total, onde Conan enfrenta feiticeiros, demônios, monstros, espíritos malignos, guerreiros tribais. Mas o pessoal do Pipoca & Nanquim não parou por ai, eles foram além do tradicional, trouxeram extras, que incluem um poema apolíneo sobre a Ciméria, anais sobre a Era Hiboriana, uma pequena biografia sobre o autor, e um conto extra, O Deus na Urna, que foi uma das primeiras aventuras de Conan narradas por Howard.

A introdução e tradução ficaram a cargo do excelentíssimo Alexandre Callari, um apaixonado (assim como eu) pela escrita do texano. A edição do livro ficou tremendamente fascinante, digna de ser almejada pelos maiores reis e magos da era hiboriana.

“— Você compreende o que ele falou? —O inquisidor perguntou. — O que tem a dizer?

— Que qualquer homem que me tocar irá rapidamente conhecer seus ancestrais no Inferno — o Cimério respondeu entredentes, os olhos lançando flamas rápidas de fúria perigosa.”

Por fim, ouso dizer que, se você é um apaixonado por fantasia, duelos ferrenhos, espadas sendo transpassadas em cabeças, magos perversos e um protagonista feroz, sagaz e sarcástico (nível FullFodaMotherfucker), esse livro é obrigatório para você, meu caro nerd.

Se entregue nos braços do texano Robert E.Howard, e se delicie no mundo da Espada e Feitiçaria.


Editora Pipoca & Nanquim

Capa dura

Tradução: Alexandre Callari

24,6 x 16,2 x 2,6 cm

304 páginas

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