[LIVRO] A Sombra do Abutre, de Robert E. Howard (resenha)

No dia 4 de novembro saiu a notícia de que a Millennium Media vai produzir um novo longa sobre Red Sonja, a guerreira de cabelos cor de fogo e biquíni de metal criada por Roy Thomas e Barry Windsor-Smith

A inspiração para sua criação foi Red Sonya de Rogatino ou Sonya Rubra, uma gata selvagem com colhões criada por Robert E. Howard, e que fez sua única aparição escrita no livro A Sombra do Abutre.

Em A Sombra do Abutre, Howard mistura personagens históricos e fictícios para contar a história de dois importantes episódios do século 16, a Batalha de Mohács e o Cerco de Viena, descrevendo exércitos e culturas com uma vivacidade inigualada. Segundo o escritor Stephen King, a prosa de Howard está “tão carregada de energia que quase solta faíscas”. A obra é um grande exemplo da literatura pulp que floresceu nos Estados Unidos nos anos 1930 e 1940, publicada em revistas de papel barato e com histórias de grande apelo popular.

O livro narra à história de Gottfried von Kalmbach, guerreiro germano que tem sua cabeça posta a prêmio pelo sultão Suleiman, após esse descobrir (tardiamente) que o franco havia quase dado cabo de sua vida na batalha de Mohács. Gottfried, então, é caçado por Mikhal Oglu:

O conto se ambienta no período de domínio do Império Otomano, mesclando personagens reais e fictícios. Tendo como principal cenário a batalha ocorrida perante aos muros da cidade de Viena, a última defesa da Europa frente ao poderio militar e dominante do sultão Suleiman, que pretendia por as muralhas abaixo, e estender seu domínio turco por toda Europa.

A personagem que mais chama atenção ao longo da narrativa é a bela guerreira de cabelos rubros, Sonya de Rogatino, descrita no livro como uma gata selvagem, que luta e marcha feito um homem. A moça de presença forte afana todas as atenções nas poucas vezes que aparece no conto e, parafraseando o escritor Cesar Alcázar, “Sonya, com seus flamejantes cabelos vermelhos, temperamento forte e sensualidade, pode ser considerada a epítome da mulher guerreira literária”.

Trazido ao Brasil pela editora Arte & Letra, com tradução de Gabriel Olivia Brum, e prefácio do excelente Cesar Alcázar, a edição é um primor, em capa dura. Uma pena o livro ser pequeno demais: somente 87 páginas. Como um fã de Howard, recomendo muito a leitura desse fantástico conto. E para você que ainda não conhece esse escritor que inspirou desde Tolkien a George Martin, eis um bom lugar para começar a se apaixonar pela escrita desse texano, criador de bárbaros e guerreiras ferozes.


Arte & Letra

Capa dura

19,8 x 12,6 x 1,4 cm

88 páginas

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