[LIVRO] 1977 Enfield- Relatos Sobrenaturais (resenha)

Eu não costumo me assustar fácil. Junto com os livros que a DarkSide Books me manda recebo todo tipo de “mimo” (ainda espero um unboxing) que acabam me deixando ainda mais curiosa para começar a leitura.

Recentemente, porém, os “agrados” que vieram junto com 1977 Enfield me deixaram um pouco cismada. Se você viu o vídeo que gravei (se não viu, veja abaixo), gostaria de dizer que a hóstia não me deu dor de barriga, e o terço e a água benta estão montando guarda em cima da minha coleção de livros da DarkSide.

Agora, sobre o livro, passada minha cisma inicial, as noites mal dormidas foram bem proveitosas, como a própria editora diz em seu slogan “Estranhamente o medo cativa.”

Como treinar o seu dragão. Não, pera..!

Comecei a leitura esperando (com muita vontade) o pior, e não me decepcionei. O caso Enfield é real. Como tudo o que é retratado no livro, o autor da obra, Guy Lyon Playrfair, conta em detalhes como foi sua experiência de dois anos com o também pesquisador paranormal Maurice Grosse dentro da casa e da vida de uma típica família londrina que, literalmente da noite para o dia, se tornou o centro das atenções de forças ocultas.

Movidos por suas razões pessoais, Playflair e Grosse tentaram ao longo de intermináveis dois anos se comunicar e talvez até ajudar o poltergeist que atormentou a família Harper de todas as maneiras que conseguiu, desde objetos voando a estranhas vozes e machucados pelo corpo das crianças da casa, especialmente as meninas, a quem a criatura parecia ter um apego especial.

Mas vamos pelo começo. Como o próprio autor diz no livro, talvez alguns dos episódios relatados pareçam maçantes e até repetitivos, isso mesmo, até cadeiras sendo arremessadas e coisas pegando fogo do nada se tornam tediosas depois de um tempo, em se tratando de vida real e do que se tornou cotidiano para a família Harper.

Tudo começou de forma sutil: um móvel se mexendo, portas se fechando, objetos sumindo e reaparecendo, e então os investigadores entraram no caso, quando nem a polícia soube o que fazer diante do que presenciou. O alvo principal do poltergeist durante todo o período foi a filha mais jovem da família, Janet Harper. Como profissionais, claro, Maurice e Guy testaram inúmeras vezes as crianças da casa, para se certificar que não pregavam peças e que se tratava de um caso real. Alguns dos acontecidos eram brincadeiras bobas, coisa de criança impressionada, mas praticamente tudo o que viveram foi inexplicável e impossível de ser uma travessura.

1977 é uma excelente leitura para quem tem curiosidade sobre o desconhecido, e quer aprender um pouco sobre poltergeists e tudo o que nos rodeia sem nosso conhecimento. Os relatos foram tão precisos em seus detalhes que, por alguns momentos, precisei parar e respirar um pouco, a fim de diminuir a atmosfera tensa que se formou à minha volta. Sem medo de ler, mas com certo cuidado. O que é real é sempre mais assustador.


 

DarkSide Books

Capa dura

23 x 15,4 x 2,2 cm

272 páginas

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Cultura