[LITERATURA] Contos Malditos: O Patinho Feio

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O conto maldito de que falaremos hoje é o famosíssimo “O Patinho Feio“, que embalou a infância de todos nós em diferentes gerações, e tornou-se tão conhecido que, é claro, mereceu versões animadas diversas (como esta da Disney). A historia tem origem dinamarquesa, e foi escrita por Hans Christian Andersen, no ano de 1843, com o título original de Den grimme ælling.De acordo com o escrito original, um filhote de cisne é chocado no ninho de uma pata. Por ser diferente dos demais filhotes, o pobre é perseguido, ofendido e maltratado por todos os patos e outras aves.

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Um dia, cansado de tanta humilhação, foge do ninho. Durante a sua jornada, ele pára em vários lugares, mas é mal recebido em todos. Por fim, uma família de camponeses encontra o “patinho” feio e ajuda-o a superar o inverno.

Quando finalmente chega a primavera, a família devolve-o para o lago, onde ele abre as suas asas e se une a um majestoso bando de cisnes, sendo então reconhecido como o mais belo de todos. E todos teria, sido felizes para sempre, não fosse um pequeno porém.

Toda historinha, tem, obviamente uma “moral da história”. Só que a moral da história de “O Patinho Feio“, de acordo com alguns estudiosos da literatura infantil e folclórica européia, postulam que o conto não trata da superação do Patinho, frente aos dessabores da vida, etc, e que havendo evoluído, retorna para mostrar àqueles que dele zombaram a sua superioridade. O conto pode ser despido de sua decoração original para talvez ficar mais, digamos… Interessante. Ficou curioso? Siga adiante!

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Tudo começou em 1843, quando o conhecido escritor dinamarquês Hans Christian Andersen (que não era nada bonito, como você pode ver acima) fez a bela história de uma Mamãe Pata que teve vários patinhos lindos e muito fofinhos… Exceto um! Pois é… Um dos patinhos, curiosamente, nasceu mais feio do que tombo com as mãos no bolso. E como a Mamãe Pata não pôde afogar o moleque para se livrar dele (afinal, afogar um pato deve ser tarefa difícil), a Pata Mãe não teve outro jeito além de criar o guri. O tempo passou lentamente, e a cada dia os patinhos ficavam mais lindos, ao passo que o pequeno bastardo piorava progressivamente em sua feiura. Não há descrições detalhadas do patinho enjeitado em nenhuma das versões escritas a partir do original publicado por Andersen, mas podemos imaginar algo assim:

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Ok… Talvez não tão ruim… Talvez assim baste:

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Desta forma, dono de uma feiura capaz de dar desgosto em um pastor pentecostal, mais hediondo do que tapa na cara da mãe, e com uma cara tão assustadora que seria capaz de fazer medo ao Stephen King, o pobre Patinho Feio passou pela pré-adolescência e adolescência sofrendo todos os tipos de bullying. Você, como nerd, deve saber bem o que é ser sacaneado no colégio, mas nada se compara ao que passou este pobre Pato. A zueira (never ends) foi tão poderosa com ele, que o coitado reuniu seus pertences (4 folhas de alface, uma boia em formato humano e um estranho e duvidoso acessório repleto de paetês) e foi pra Las Vegas. O tempo passa, o tempo voa (♪ “e a poupança Bamerindus…” ♫), e alguns anos depois, o Patinho Feio retorna ao lar que o negou, agora não mais como um pato, mas transformado em Cisne, gracioso, belo, esguio, elegante e de gestos nobres.

As Inimiga morrerão de EVÉJA!

As Inimiga morrerão de EVÉJA!

Enquanto seus irmãos continuavam sendo patos, e desajeitados e esganiçados como os patos devem ser, o Patinho Feio, que agora era Cisne, e atendia pelo nome de Thifanni, estava lá, glamourosa, vitaminada e chiquérrima, sapateando na cara dazinimigatudo. E foi assim que a Cisne linda e lira Thifanny foi feliz pra sempre, ao descobrir o caminho de sua felicidade.

Pois é… O que alguns estudiosos propõem até hoje é que a história “O Patinho Feio” tem a ver com a descoberta da sexualidade, e não apenas com a ideia de superação.

Até o próximo conto maldito. Enquanto o próximo não vem, releia os anteriores:

Plumas e paetês para vocês, nerds!

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