[LITERATURA] Boas razões para ler Eduardo Spohr

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Às vésperas do lançamento do terceiro livro da trilogia “Filhos do Éden“, e após constatarmos o estrondoso e meteórico sucesso desse brilhante autor carioca, logo em sua primeira publicação – A Batalha do Apocalipse – decidimos listar algumas ótimas razões para você (sim, você que está lendo este post) tornar-se leitor assíduo desse Paladino moderno, criador de mundos fantásticos.

1- A magia da imersão:

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Como mestre de RPG e nerd de carteirinha, Spohr não nega em suas linhas as características de um imaginativo criador de ambientes. É impossível navegar por suas páginas sem sentir os cheiros, vibrar com as emoções e os golpes, fixar-se a cada ato como se todos os acontecimentos estivessem fluindo diante de seus olhos.

Dono de uma capacidade descritiva inacreditável, Spohr nos faz sentir mesmo como se estivéssemos nos cenários por ele descritos, acompanhando cada estratégia, escutando cada diálogo e testemunhando cada delito e cada ato honroso… Como se fôssemos também celestes a acompanhar tudo silenciosamente.

2- Passeando entre mundos:

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Todo livro proporciona ao leitor uma espécie de transporte, uma sensação de desprendimento da realidade, e um estado mental de envolvimento com o lugar onde as cenas se passam. Não por acaso, é comum ouvirmos que os livros fazem você viajar.

Com Spohr, contudo, a viagem vai além de uma localidade, um país.

Tanto em A Batalha do Apocalipse, como nos dois volumes publicados de “Filhos do Éden“, o autor nos transporta a diversos locais do Brasil e do mundo, em épocas diversas, fazendo com que experimentemos novas culturas, conheçamos de suas curiosidades, saibamos detalhes que jamais poderíamos imaginar…

E não bastasse a maravilhosa viagem pelos recantos terrestres com descrições detalhadas de culturas vivas ou submersas no tempo, Spohr nos carrega para universos paralelos, para muito além das fronteiras do tecido da realidade, fazendo-nos conhecer castas angelicais e os planos em que vivem. Dos mais sórdidos lugares, às paisagens mais sublimes, somos docemente guiados pelas palavras mágicas do Paladino.

3- Cenas de ação de tirar o fôlego:

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Baseado em conflitos políticos entre os celestes, jogos de interesses e mesmo rancores pessoais, temos nos escritos de Spohr uma fartura de conflitos físicos de primeira qualidade.

A cada cena de ação, onde impera a adrenalina nos combatentes, também cá, em nossos corações de leitores apaixonados, o sangue ferve. Cada golpe desferido tem o peso capaz de quebrar os limites da ficção…

As cenas de ação são tão perfeitamente descritas em seus movimentos, nas reações de cada personagem, nos resultados de cada pequena ou grande agressão, que é fácil imaginar as pelejas como perfeitas cenas de filme.

Quer saber como são as cenas mais fortes de Spohr?

Pense em Cavaleiros do Zodíaco, só que em uma qualidade ultra superior…

Agora imagine…

4- Personas e personalidades:

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A criação de um personagem não é uma tarefa fácil. É necessário que o escritor monte um caráter e, a partir dessa base, consiga prever que tipo de reações esse ser de vida ficcional teria. Uma vez criado o personagem e consolidadas as características de seu temperamento, o escritor não pode voltar atrás: deve seguir as regras que ele mesmo criou. Do contrário, perde-se o propósito da persona construída e sua profundidade.

Eduardo Spohr consegue, ao modelar os “vilões e mocinhos”, estender suas respectivas personalidades para além de padrões básicos. Cada personagem encanta ou gera fúria por excelentes razões, por exalar soberba, generosidade, sarcasmo ou sabedoria… Tudo isso com tal profundidade que é difícil não se envolver com os celestes durante a leitura.

5- De tudo um pouco:

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Tanto A Batalha do Apocalipse como os dois volumes de “Filhos do Éden” são livros que se enquadram no gênero de fantasia, dada a presença de seres mitológicos, assuntos metafísicos, campos de domínio espiritual, etc.

Mas mesmo seguindo fielmente a fantasia, Spohr soube temperar seus romances com excelentes doses de humor, muita ação, fortíssimos momentos onde há densa atmosfera de mistério (quase um mistério policial), além de algumas pitadas de drama e mesmo uma boa carga de tensão sexual entre os protagonistas.

A receita não tinha como dar errado. A experiência de leitura faz-se completa, sob a pena de Spohr.

6- Sem essa de maniqueísmos:

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A cultura ocidental adestrou seus filhos a aceitarem e exigirem de todas as histórias (literárias ou cinematográficas) um enredo com dois núcleos bem definidos; o bem absoluto e incorruptível, jamais maculado pela iniquidade e o mal, sórdido e cruel, negro em toda a sua essência, e perdido de qualquer salvação.

Não sem surpresa, não encontramos essa separação maniqueísta nos livros de Eduardo Spohr. Os anjos que habitam a Terra, ou atravessam livremente as muitas dimensões movidos por razões próprias ou alheias, são muito próximos do ser humano no que diz respeito ao equilíbrio moral.

O anjo “bom” segue com retidão suas missões, mas negocia com figuras decrépitas, e mostra-se endurecido pela causa, despindo-se de nossa idealização de ser celestial.

O anjo “mau” busca seus objetivos custe o que custar, mas guarda em si uma ideologia que julga legítima… Ou é simples vítima de um sistema no qual não há lugar para inocentes.

O equilíbrio entre o bem o mau não só nos aproxima das causas e das reações celestes, gerando uma grande identificação com eles, como nos dá uma sensação de realidade, mesmo sendo o livro repleto de elementos fantasiosos.

7- Diálogos:

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Os diálogos tecidos nas escrituras do Nerd Paladino são um ponto a se considerar no que tange à qualidade do livro.

Montados sobre uma estrutura de planejamentos e estratégias políticas, costurados por detalhes que muitas vezes deixamos passar e repletos de referências, cada fala, cada conversa parece trazer um mundo de informações.

E o mais incrível é que o autor carioca consiga fazer isso tudo de forma diastrática, ou seja, adequando com acuracidade o discurso de cada personagem à situação e ao lugar, tornando ainda maior a ideia de realidade e proximidade do leitor.

8- Costurando um enredo prismático:

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Embora seja grande e complexo o enredo de que tratam os livros de Eduardo, o autor consegue amarrar bem cada argumento, dando prosseguimento a ideias que nós mesmos esquecemos diante de tantas manobras políticas e acontecimentos nos vários núcleos que correm paralelos uns aos outros.

Um fio solto no início de um capítulo pode se tornar o fio que dará o nó final em toda a trama (temos um exemplo disso em A Batalha do Apocalipse).

Parece que nada foge aos olhos atentos do Paladino, que constrói uma cama de gato e a desarma com toda a destreza.

 9- Um universo inteiro numa casca de noz:

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Eduardo Spohr faz caber em seu fantástico enredo (com o perdão do trocadilho) uma enorme multiplicidade de culturas (conforme já dito), mitologias reais e criadas, cultos, entidades e dimensões.

E mesmo ao confrontar experiências metafísicas que deveriam ser paradoxais (como a ideia de um Deus Yavé confrontada com a ideia de vários deuses), Spohr consegue conciliar o assunto de tal forma que todas as questões espirituais parecem encaixar-se perfeitamente nas respostas dadas pelo sagaz escritor.

10- Impressões sonoras e marcas:

A leitura parece gerar no ser humano marcas específicas, ou uma memória poética, como diria Milan Kundera. Mas poucos são os autores capazes de tornar tão palpáveis as marcas que nos farão lembrar com saudade de capítulos já lidos. Pego como exemplo a música “Can’t take my eyes of you“, tema que costurou todo enredo do primeiro livro da trilogia “Filhos do Éden“. Não apenas tornou-se tarefa impossível escutar essa múscia sem lembrar-se das aventuras vividas por Kaira e Denyel. A música embalou momentos românticos e tensos do livro, como uma velha canção que toca ao longe quando de momentos importantes de nossas vidas. As marcas ficam… E trazem lembranças maravilhosas dessa incrível experiência que é adentrar o mundo de Eduardo Spohr.

razoes-para-ler-spohr-herdeiros-de-atlantida-e-anjos-da-morteE se depois de tantos motivos você ainda não se convenceu de que vale muito a pena conhecer a obra do escritor carioca, dê uma lida na nossa resenha sobre Herdeiros de Atlântida ou acesse o Blog do Spohr. Garanto que ele irá abalar o tecido da tua realidade.

Nota da autora deste post: devo aos livros de Spohr não só a admiração pela incrível qualidade literária, mas porque graças ao primeiro livro da trilogia “Filhos do Éden” acabei por me livrar de uma crise fortíssima de depressão.

Insisto que na vida há heróis de verdade. Cada um deles agindo como pode.

O super-poder de Spohr é curar pela escrita.

Um sincero obrigada ao autor.

Eduardo Spohr e esta que vos escreve.

Eduardo Spohr e esta que vos escreve.


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2 thoughts on “[LITERATURA] Boas razões para ler Eduardo Spohr

  1. Por muito tempo tive um complexo de onde eu me encontrava neste mundo , porque de minhas atitudes e sentimentos de equilíbrio sempre me deixavam em um dilema. Um amigo me apresentou “A batalha do Apocalipse” e eu continuei me viciando aos livros do Spohr o que me prenderam por muito tempo (perdendo aos e afins para terminar minha leitura) Filhos do Éden mais especificamente. Acabei por me identificar com Denyel , minha figura personalizada em um livro. fui desmitificando meu complexo de bem ou mal e o seu equilíbrio em minha pessoa. “Somos anjos, nāo santos” como disse Denyel, eu não estava errado este tempo todo , apenas eu confundia a mim mesmo afim de não reprovar minhas próprias atitudes por medo do ser irrefreável que eu me tornaria, posso ser livre sem me preocupar com o que eu sou o que posso ser. eu sou o que sou e isso me faz feliz, assim eu aprendi a seguir meu próprio caminho. Não sou tão mal quanto qualquer um apenas sigo o que eu acho correto apesar de isso passar por cima de muitas autoridades de vez em quando. Hoje sou livre para tomar minhas decisões sem me achar bom ou mal. Sou apenas mais um campeão do dia a dia por estar vivendo e agradeço de coração ao Spohr , pois mesmo sem a intensão ele salvou minha vida.

  2. Caro Eduardo Spohr , eu simplesmente amo seus livros amo os detalhes e a forma como descreve tudo em cada capitulo. As historias que entram uma na outra, e eu as vejo como se estivesse dentro dela, como um filme em minha cabeça . Espero que seu trabalho nunca termine sou uma eterna fã do seu trabalho imagino como foi difícil sua pesquisa, e eu agradeço por cada letra escrita neste livro; A batalha do Apocalipse.

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