[JOGO] Silent Hill 4 – Tomate cru é vitamina…

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PRODUTORA: Konami
DISTRIBUIDORA: Konami (PC, XBOX e PS2)
JOGADORES: 1
ANO: 2004

Então feliz natal! Feliz navidadis! Muito chester feito no microondas, ruas abarrotadas de gente e CD da Simone tocando no repeat o dia inteiro dizendo que um ano termina e outro nasce amanhã! Ah, uma época de magia, amor ao próximo e shouryukens soltados quando voce queria mesmo era dar só um hadouken.

Normalmente esta coluna trata de jogos atuais para que você tenha a honra, não o privilégio (só eu que acho que no filme Coração de Cavaleiro só o bardo já vale o filme?) de ter minha opiniões pessoais de jogos do nosso cotidiano. Ok, isso é verdade, mas estamos numa época de festa, alegria e bonecos de neve.

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Só que não.

Então, dizia eu que a aritimética… digo, como estamos no espirito natalino e de saco cheio da música do Roberto Carlos, excepcionalmente esta semana não vou falar de um jogo atual e sim um clássico da geração passada.

Mas não um jogo qualquer, não. Oh não. Um verdadeio clássico que faria M. Night Shallaçamaya, Uwe Boll e Latino chorarem de inveja. Um jogo que não é apenas um jogo, é um paragon de tudo de errado com o ser humano, uma abominação horrivel da humanidade,  um jogo tão ruim, mas tão ruim, mas tão ruim que eu preferiria ter que beijar o Willem Dafoe do que jogar denovo

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 Medo pacaraío e tal.

Um jogo tão ruim, mas tão ruim e eu odeio tanto que me faria usar UM CHAPÉU DE PÃO NA CABEÇA.

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Mas que jogo lazarento é esse? Ora, é Silent Hill 4. Tá escrito lá em cima, você é retardado ou alguma coisa assim?

Então, véi, na boa. Eu odeio esse jogo. Muito. Mas chega disso, vamos destrinchar esse PERU DE BANHA pra vocês entenderem como NÃO se faz um jogo.

Pra quem não sabe, Silent Hill é uma série que surgiu no Playstation 1 propondo uma experiencia parecida com Resident Evil, mas mais focada no terror do que em tentar ser um “jogo de filme trash B”. E com grandes graus de sucesso, já que jogar Silent Hill 1 e 2 são ENCAGANTES. Mais assustador que cagar no escuro, true story.

E grande parte desse clima de terror vem do seu arsenal limitado, sua visão limitada (normalmente voce esta no escuro ou na neblina e qualquer coisa pode saltar sobre voce RAITI NAU), mas principalmente sua história bem elaborada.

Normalmente Silent Hill é sobre uma cidadezinha pacifica e tranquila (chamada silent hill, ta-da!) que esconde um segredo horrivel e perturbador. Até o segundo jogo da série foi tudo muito bom e tudo muito bem, me fizeram cagar tijolos de PLUTONIO ENRIQUECIDO de medo e tal. Aí a Konami decidiu que era uma boa hora de transformar a série numa franquia e lançar um jogo por ano, e foi aí que cagaram na bota sete léguas.

Tendo que fazer jogos por atacado, Silent Hill 3 é um jogo de ação qualquer nota e Silent Hill 4 é essa bomba catinguenta ofensiva a nação tricolor.

A história, como é a premissa da série, deve partir de um ponto interessante. É assim: HENRICÃO MANDACIDADE (sério, que diabo de nome) acorda um dia e descobre que está aprisionado em seu apartamento. A porta está acorrentada e as janelas presas, e apesar dele poder ver através delas e do olho mágico, ninguém do lado de fora consegue escutá-lo. Após alguns dias de prisão, surge um BURACO no banheiro. Como não tem outra saída, ele decide ver onde vai dar o tal buraco.

Ok, até aí está misterioso e intrigante, sobretudo porque Henricão tá preso dentro de casa e não pode mais desempacotar o negresco sem ficar olhando pro buraco que leva pra dimensão da putaquepariulandia, o que é muito tenso. Até aí tava de boa, TUDO BEM, magrão.

O problema mesmo é que os produtores acharam que a parte intrigante da história podia parar no ponto de partida. O resto tudo é enrolação com um ou dois detalhes pra tentar encaixar tudo na mitologia de Silent Hill, com direito até a forçar e reescrever o passado pra incluir o Walter Sullivan citado no Silent Hill 2.

E é isso pessoal, o roteiro é mais cagado e mal amarrado que episódio de Lost e fica por isso mesmo. Coma quanto porco com melancia nesse ano novo quanto quiser, voce jamais vai conseguir cagar mais do que a Konami estava cagando pra história nesse Silent Hill, que devia se chamar A LATROSA.

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Bom, se a história é briocosa então pelo menos o gameplay do jogo pode ser divertido, né? Só que não. Há, pegadinha da Konami, pra que fazer um jogo razoavelmente decente se voce vai comprar só por causa do nome, né?

Sério, me deu vontade de ir até a encruzilhada mais próxima só pra fazer um pacto com o tranca-rua pra virar um negão de 35cm de bilau só pra dar um pirocotapa na cara dos safados que desenharam esse jogo. Porque ele fede. Taqueopareio Atreio! Ele fede mais que baguete no suvaco de frances!

Os puzzles e a sequencia dos eventos são mal planejados, colocados onde estão descaradamente apenas como mecanismos para te fazer ficar dando voltas pelo cenário atrás de objetos sem sentido, coisa que não é mais usada desde os primeiros RPGs do TURBOGAME, VÃO TOMAR NO CU PRA SEMPRE!

Como exemplo cito talvez o mais clássico puzzle-forçado de todos os tempos: chega uma hora que tem um magrão aleatório que te diz sem mais nem menos que tá com muita sede e adora chocolate, e que tem um objeto muito interessante. Aí tu tem que ir até o outro lado do mundo buscar chocolate pra ele te dar uma pá que convenientemente vai servir para cavar um outro objeto com o qual o personagem não tem nada a ver. Este tipo de puzzle amador e sem sentido se repete a exaustão. Extremamente mal planejado e enganador.

E o cumulo do amadorismo vem na forma como a maior parte da historia é contada: tu vai achando cartas e diarios de um magrao que desvendou toda a história antes de ti. Paginas e paginas de texto nivel fanfic pra ler. Chato pra caralho. Nem pra fazer cenas de CG mais eles se prestam. Assim até a mãe do badanha faz jogo, porra.

Deixa eu te dar a barbada de mais algumas forçações que nem o mais amador dos fazedores de jogos caseiros admitiria: uma hora tu precisa usar um CORDÃO UMBILICAL de um cara que nasceu há uns 30 anos. Como achar o cordão? Óbvio. O ZELADOR DO PRÉDIO em que o cara nasceu teve um PRESSENTIMENTO de que um dia, daqui a 30 anos, o, puta que pariu, o CORDÃO UMBILICAL do cara poderia ser util, e resolveu guardar o mesmo numa CAIXINHA. É MOLE? TOMATE CRU É VITAMINA, COMO TU E TUA PRIMA!


VAI A MERDA ARCE!

Já vou falar da diliça que é jogar o jogo, mas antes disso deixa eu te contar do tal do apartamento. Voce está na festa do apê o jogo entra em modo de primeira pessoa, o que é a principio parece interessante. Tu pode ver as coisas acontecendo pela janela, tem umas paradas aleatórias bizarras, dá pra ver pelo olho mágico na porta e também pelo BURACO DE TARADO na parede que dá na casa da vizinha (que é algo tipico na vida de todo oriental comum punheteiro). Na primeira meia hora é legal, mas esse cenário é restrito a quatro salas e não tem muita coisa acontecendo do lado de fora, e logo tudo fica muito enjoado e tu acaba voltando ao apartamento só pra salvar o jogo.

E é aí que os genios da felicidade da casa própria da Konami brilharam em sua pilantrice amarelica! Como aumentar a duração do jogo em 25 horas COM ESFORÇO ZERO? É fácil mameluco: só te afondachar lindamente com essa porra desse quarto imbecil.

Lá é o único lugar onde tu pode salvar, e o teu inventário é limitado, te obrigando a descarregar itens no quarto pra pegar de volta quando forem necessários, mesmo que pra isso tenhas que percorrer grandes distâncias longas pra o cara do alho. Outros elementos que certamente pareceram brilhantes a esses AMADORES que nunca jogaram um adventure de texto nos anos 80 é forçar o cara a usar itens no apartamento por nada só pra dar mais voltinha: opa, encontrei uma mensagem ESCRITA NUMA CAMISA, MAS TÁ MUITO SUJA. O apartamento tem uma torneira! ENCONTREI UMA TOCHA! Então deixa eu te ATOCHAR: no apartamento tem oleo pra acender ela, é só voltar até lá pela milésima vez!

Fraco.

FRACO e amador.

Amador e FRACO e amador mesmo.

Outra SUPER INOVAÇÃO NUNCA DANTES VISTA: pra carregar a entergia tem que… voltar pro APARTAMENTO!!!!!!!!!!!!!!!!1! pra ficar descansando lá dentro.

Tá. Chega de encher o saco com esse modo punheta de primeira pessoa e de ficar dando voltas. O modo de terceira pessoa, o jogo em si, que é igual aos jogos anteriores, acontece sempre que tu sai do apartamento por um dos buracos e vai parar num dos mundos psicóticos totalmente aleatórios. Eis que nesse modo contamos com essas NOVIDADES ABSOLUTAS QUE EXIGIRAM ANOS DE APERFEIÇOAMENTO E MILHÕES DE DÓLARES EM PLANEJAMENTO CAPAZES DE FAZER EMPALIDECER OS PROJETISTAS DA SÉRIE FIFA SOCCER: tu pode CARREGAR a força da porrada que vai dar, basta ficar segurando o botão até encher uma barrinha de força!!!!!!!11111!1!2!!! E em vez do movimento de bloqueio, agora temos a ESQUIVA! E DEU MAGRÃO! Acabou as novidades! O resto é tudo igual e a camera é tão horrenda ou pior que a da parte 3, fodendo as cartas até o fim. Pra que se esforçar mais?

Os gráficos são um pouco piores que os do 3 e o cenário é repetitivo e não surpreende mais, além de que o numero de detalhes e referencias foi extremamente reduzido. Não tem nada que não se tenha visto PIOR nos outros jogos. Temos de novo um metrô, uma prisão outra vez, mais um edificio e um hospital de sempre e era isso. Nem pela rua tu anda mais. A única novidade é uma fase brevissima numa floresta. Claro que isso faria o jogo muito menor que os outros e para resolver esse problema, mais uma vez, nossos ESPERTOS konamistas que não queriam ter muito trabalho usaram o mais batido dos EXPEDIENTES dos anos 80: tens que passar duas vezes por cada mundo! E o que é pior, dessa vez não se nota quase nenhuma alteração pelas passagens, não tem NADA do lado negro dominar o cenário, é exatamente a mesma coisa. Safadeza pura. Sem-vergonhice. Malandragem. Desgraça. Maldição. Gato preto. Coisa de moleque. Filhos da puta.


Sério que só fazer isso com a porcaria do japa que fez esse jogo me faria sorrir novamente

Os inimigos repetem a mesma merda de sempre: cachorros pela milésima vez, enfermeiras, puta que os pariu, chega de enfermeiras, e morceguinhos. Que imaginação ASSOMBROSA, heim? HEIM? Que tal acrescentar uns zumbis nazistas?

A única novidade são os fantasmas! Eles vão REDEFINIR o gênero com essa inclusão! Os fantasmas podem atravessar o cenário e apenas por ficar perto deles tu és afetado por uma AURA DE MALDADE que faz tua energia diminuir. Claro que tu podes dar cacete neles, mas isso só vai derrubá-los e eles logo estarão te perseguindo de novo. Para detê-los permanentemente deves EMPALÁ-LOS com uma espada especial muito mal desenhada e encontrada aleatoriamente no cenário. Como não poderia deixar de ser, pra ganhar PRESTIGIO com os OTAKUS PUNHETEIROS, os fantasmas são visualmente inspirados nos dos filmes O CHAMADO e O GRITO, com incrusive um monte de cabelo na frente da cara e aquele ruído erótico de dentes batendo dos fantasmas do GRITO. Arte pura, heim? HEIM? Vão se fuder. Vão tomar no cu. Palhaços. Bananas. BANANAS.

Mas se perder vida pro fantasmoso relaxe, é só VOLTAR PRA PORRA DO QUARTO PELA MILHONÉSIMA VEZ. Vai tomar no cu com piche!

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E tirando os fantasmas pokerface of fucking doom, voce poderia pelo menos esperar ter a porra de um PAU DE FOGO pra sentar o sarrafo nesses safados mutagenicos do caralho, mas se voce espera isso é porque não entendeu qual a mamateza desse jogaço velho amigo: além das MESMAS ARMAS DE SEMPRE (pistola, cano e taco), resolveram APELAR DE VEZ. Agora podes usar TACOS DE GOLFE espalhados aleatoriamente pelo cenário, que dão uma porrada mais forte mas quebram em seguida e ficam ATOLANDO o teu inventário, tendo que ser liberados no apartamento, porque não podes soltar objetos, nem os inúteis, em qualquer lugar que não seja o apartamento, por questões de FODANCHABILIDADE. Não me perguntem o que tacos de golfe tem a ver com a história, mas os filhos da puta decidiram que seria legal incluir 30 tacos de golfe diferentes, com seus respectivos nomes em cenários totalmente aleatórios, como hospitais e metrôs. Maconheiros de merda.

Pra complicar um pouco mais, durante a segunda parte do jogo tu tem que conduzir outro personagem através do cenário, protegendo ele. Claro que este personagem consegue ser mais mongo que qualquer coisa que já tenhas visto e vai se ENTREGAR de propósito pros monstros e ficar te atrapalhando o caminho só pra fuder as cartas.

Não tem cabimento um negócio desses. Sério, eu fico triste com um negócio desses. TRISTE.

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Tá, mas aí tu me pergunta: porra gentileza, não tem nada de bom nesse joguim?
Ao que eu te responderei prontaumente: tem sim véi. A trilha sonora é bem bacanim e talz, massa mesmo. O CD da trilha sonora é bala mesmo.

Só tem um pequeno problema: ELAS NÃO ESTAÕ NO JOGO. Sério, a trilha sonora oficial do jogo não está no jogo. Eles esqueceram ou não se deram o trabalho ou fodancharam com açucar a sua vida, seja como for é uma picaretagem nunca vista antes nessa industria vital, haja coração amigo!

Parece que AKIRA YAMAOKA, o diretor safado, decidiu transmitir a sensação de FALTA DE VONTADE neste novo INSTALAMENTO da série. No inicio do planejamento do joguete ele deve ter se SENTADO em sua poltrona reclinável, pego seu NOTEPAD e escrito FALTA DE VONTADE, pra em seguida ficar contemplando a frase e tentando encontrar novos meios de expandir o significado. Garanto que os filhos da puta passaram metade do tempo de produção gastando dinheiro em COMER MULHERES e nos ultimos dias soltaram um joguinho meia boca, porque a essa altura a série já é consagrada e qualquer esforço extra não vai produzir aumento no nível de vendas.

Pra que se preocupar? Acabou virando aquela DEGENERAÇÃO e DECADÊNCIA que vemos com as demais séries da konami: castlevania, contra, etc. que só sabem reaproveitar engine e seguir formula. Muito em breve os jogos estarão se fazendo sozinhos, por editores controlador por inteligência artificial que criará um ou outro elemento aleatório para largar no meio de uma formula. Tá pior que os RPGs de Super NES que eram feitos no RPG Maker (e se voce disser que os RPGs de SNES eram bons, citando os mesmos três de sempre, vai tomar no cu ardentemente)

PARECER FINAL:

Tá loco. Se lazarentice matasse eu caia mais duro que bolo velho.
Chega dessa fodelagem, feliz ano novo e a gente se vê denovo em 2013.

Ou não, sei lá, fiquei puto em lembrar desse jogo, vão se foderem e não me encham os pacova.

2 thoughts on “[JOGO] Silent Hill 4 – Tomate cru é vitamina…

  1. hahahahahaha pelo texto dá pra ver que você ficou bem puto. Os pontos que você cita sobre o jogo são verdade e eu também ficava me perguntando porque diabos tem tacos de golfe pelos cenários. Eu joguei algumas vezes e jogaria de novo. Mesmo que tenham todos esses erros, que eu realmente acho lamentável, eu sempre gosto de chegar no final de tudo e os acontecimentos do jogo me envolvem de uma certa forma. Como eu amo Silent Hill, gostei das abordagens gerais do 3 e do 4, mesmo percebendo vários erros. O pior de todos é o Downpour hahahahaa

    Quero ver você falar de Downpour, esse sim é o pior de todos 🙂

    • Ja tinha ouvido falar que o Downpour era o pior de todos. Um dia jogarei pra fazer uma resenha, puro amor pelos leitores hahaha

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