[JOGO] – RESISTANCE: FALL OF MAN – Os homê caiu tudo…

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PRODUTORA: Insomniac Games
DISTRIBUIDORA: Sony (exclusivo PS3)
JOGADORES: 1 (2 jogadores no multiplayer local)
ANO: 2006
GENERO: FPS (tiro em primeira pessoa)

Embora não seja minha area, nem de longe, vou insistir em dar uns pitacos sobre tecnolocia o que certmente fará com que o nosso colega Vinicius Ribeiro considere seriamente a possibilidade de atirar tomates verdes fritos na minha cabeça. E possivelmente o Rodrigo por citar um classico do cinema tão levianamente. Ciente disso, falarei mesmo assim: do modo que eu vejo o mundo, a Apple tem duas enormes contribuições para o mundo. A primeira foi ensinar ao mundo o que é um tablet. E por ensinar entendam “é assim que se faz” e houve muita decencia e felicidade depois disso, leiam o post do Vinicius sobre o assunto. Palmas para o seu Presunto Jobs.

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A outra grande contribuição da Apple para o mundo foi a lição de que as pessoas querem novidades, não inovação. Por isso se voce lançar o Ipad 4.78 com unico diferencial de ter meia polegada a mais de tela, as pessoas farão fila para comprar. Mais do que isso, elas defenderão a meia polegada como a inovação do século com fulgor (sempre quis usar essa palavra) palpitante de um ator porno estreiante. Muito disso se viu nas recepções positivas ao desinteressante anuncio do PS4.

Eu, no entanto, assim como o Bruce Willis em todos os filmes recentes dele sou um dinossauro velho tentando me acostumar a um admiravel mundo novo. Eu sou do tempo em que os homens eram homens de verdade, as mulheres eram mulheres de verdade e as drag queens tinham nomes como Jorjão da Borracharia e pareciam o Wesley Snipes, não o Hitmon Lee. Sou de uma epoca de aço, couro e mandioca em que para anunciar um novo produto, bem, voce tinha que ter um novo produto para anunciar.

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Sou de uma época, a dez anos atrás, em que as coisas eram loucas.

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Ok, talvez não tão loucas…

E ficaram mais loucas ainda quando a Microsoft anunciou que iria entrar no mercado dos videogames, o que gerou 4.15 milhões de infartos devido a crises de riso agudas. Outros três morreram engasgados com um sanduiche de presunto tentando imitar o Chaves e um conseguiu virar uma máquina de refrigerante sobre si mesmo. Alias sabia que as maquinas de refrigerantes matam por ano mais gente esmagada que os ataques de tubarão? E que a única chance que voce tem contra um tubarão branco embaixo dagua é justamente acertar o focinho dele, onde fica todo centro de orientação da criatura? E porque eu estou falando essas coisas? Sei lá, acho que estou carente. Acho que vou pegar uma plaquinha e ir pra um evento de anime e escrever “ultraviolencia grátis”. Isso me animaria. Mas bem, onde eu estava? Ah sim, claro, Bill Gates. Billoco para os intimos (eu acabei de inventar isso).

A Microsoft que era motivo de piada por todos os defeitos do Windows iria querer entrar no complicado ramo dos consoles de videogames? Imagine o numero inenarravel de piadas que surgiu em cima disso. Multiplique por 3.1415 o numero de piadas com a tela azul do Windows, agora no conforto da sua sala de estar!

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Basicamente o que as pessoas esperavam de um console da Microsoft

E de fato, o XBOX era uma sonora e catinguenta merda. O controle parecia ter sido desenhado para um primata com elefantiase e sindrome de parker, o negocio esquentava tanto que dava pra secar roupa na parte de tras dele e pra piorar o monstrengo (o animal era enorme e pesado) vibrava mais que uma maquina antiga de lavar com o vibrador da sua mãe ligado, O XBOX era um fiasco, motivo de riso mesmo, ao que a Microsoft apenas respondeu: “EU SOU RICA! RICA! RICAAAAAAAAAA!” e que o XBOX não precisava dar retorno (como de fato não deu), eles só precisavam saber onde erraram para entrar chutando bundas e anotando nomes.

E se voce considerar que o grande rival do XBOX era ninguem menos que o supraamado PS2 (sim, eu nem considero o Gamecube porque nessa epoca a Nintendo ja havia entrado na sua fase autista da vida) a lavada que o console da Microsoft levou foi mais rara que uma mulher achar graça do Monthy Pithon

Mas houve um instante, no entanto, em que ninguem riu do XBOX. NA verdade foi um momento de triunfo tão grande que mesmo a Sony, então dona do poderoso PS2 disse “espera, o que?”. Esse momento foi o jogo lançado pela Bungie com exclusividade para XBOX e Pcs com windows: Halo – Combat Evolved.

Apesar do subtitulo criado pelos subtituladores brasileiros (sério, Kill Bill precisava do subtitulo “o som vibrante da vingança” no Brasil?), o jogo impressionou o mundo e ninguem riu da Microsoft e sua exclusividade naquele dia.

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Teen Wolf, o garoto do futuro…

Ao contrário do que era moda na época (não vou dizer que foi o primeiro, mas vou dizer que foi o principal), Halo lançou muitas tendencias. Ao invés de ser um jogo de tiro em primeira pessoa cinzento e querendo se levar a sério demais, Halo era sobre combates improvaveis em cenários paradisiacos. O proprio conceito do “Halo” – um mundo com oceanos, montanhas e etc, criado dentro de um anel artificial era de explodir mentes. Adicione a isso uma história e um universo expandido que fariam Star Wars babar de inveja, um sistema de combate leve e inteligente,alem de coerente (voce é um soldado megafoda dentro de uma guerra, não um cara sozinho contra o mundo como costumava acontecer nos FPS), alem de um multiplayer online que todo jogador pediu ao senhor satanico demoniaco que controla a vida dos gamers. Todo mundo adorou, com exceção da Sony que pela primeira vez desde o PS1 via uma farpa de verdade no seu reinado (com exceção de uma meia duzia de jogos para o Nintendo 64 que eram bons pra caralho também).

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Quando o fantastico Halo 2 saiu, exclusivo para XBOX e PC, a Sony literalmente chorou lagrimas de sangue e jurou que jamais passaria fome novamente, e que teria o seu Halo custe o que custasse.

Claro que isso foi em sentido literal, já que só a divisão de games da Microsoft comprava brincando toda a Sony com estudios e tudo, de modo que a Sony jamais roubaria a franquia Halo para si. O unico modo era criar o seu proprio Halo e é AQUI que Resistencia, tombo dos homê entra na história.

Quando então em 2005 a Microsoft anunciou o XBOX 360 para competir com o futuro PS3 e ninguem mais riu da Microsoft ao anunciar que o videogame seria acompanhado de Halo 3 e do embasbacante Gears of War (para a época) o alerta vermelho soou de vez na Sony. Estava na hora de começar a criar suas exclusividades de peso (apesar de eles contarem até então com um bom arsenal como Metal Gear 4, Final Fantasy 13 – exclusivo até então – e God of War 3) ou eles seriam estraçalhados pelo trem da história como a Nintendo acabou sendo.

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E foi justamente todo o peso de ter que ser o “Halo War of Duty” da Sony que acabou afundando Resistance, que de outra forma seria um excelente jogo. Mas vamos a isso, então.

Eu só posso supor que a Sony prometeu 48 virgens, dois camelos e um dromedário manco e dois anões pirofagicos alem da Wilma do comercial dos Flintstones para quem lhe entregasse o calice sagrado, porque Resistance: Fall of Men não é nem de perto o perfil de jogo que a Insomniac Games faz. Pra quem não sabe, a Insomniac se tornou famosa por jogos de plataforma 3D engraçadinhos como a série Spyro: The Dragon e a série Ratched & Klank. Jogos leves e divertidos, nada parecidos com o cinzento Resistance.

Seja como for, vamos então ao primeiro passo: o cenário. Aqui a Insomniac teve a estranha idéia de misturar o primeiro Gears of War com um jogo de tiro na segunda guerra mundial. Ao invés de atirar em nazistas, o inimigo são mutantes conhecidos como Quimera. Como bem se sabe, nazistas, gordos, alieniginas (desde que não sejam demasiadamente humanoides) e mutantes asquerosos genericamente masculinos não são pessoas, então não existe nenhum impedimento moral em atirar neles. Neste mundo um virus se espalhou na Russia nos anos 40 e por 10 anos os Quimera se esconderam do mundo, preparando uma ofensiva que tomou toda a Europa de assalto. Aqui vemos inumeras semelhanças com Gears of War, por exemplo.

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Se você acha que ja foi discriminado por causa da sua cor, é porque voce nunca foi um mutante cinza em um jogo de tiro…

Um inimigo que voce não sabe exatamente o que é ou da onde vem (embora seja dito que os Quimera sejam mutantes, o jogo flerta com a possibilidade de serem aliens, ira dividina ou terem vindo do cu do olho de Thundera), nem qual seu real objetivo na guerra, e que são macilentos e genéricos. Até aqui tudo igualzinho as Engrenagens da Guerra.

O fato curioso, no entanto, é que a Insomniac acertou em cheio no grau de macilentice dos mutantes de modo que é extremamente gostoso encher os safados de pipoco. Matar mutantes (os cinco ou seis tipos dele que voce encontra a exaustão), como já pregava o senador Kelly, é divertido.

Coberta a parte Gears of War do jogo, chegou a hora da Insomniac “Halolizar” o seu jogo e aqui é que as coisas ficam um pouco tensas. Em Halo, estratégia é uma parte fundamental do jogo. Existem pelo menos meia duzia de tipos de inimigo e cada arma é efetiva contra um tipo deles, e a grande pegadinha é que voce só pode carregar dois tipos de armas então voce nunca vai estar preparado adequadamente para tudo. Em Resistance esse elemento foi desconsiderado e embora mantida a verdade que cada tipo de inimigo é mais sucetivel a um tipo especifico de pipocador atomico, voce carrega 52 tipos de armas ao mesmo tempo então sempre está preparado para tudo e todos, o que diminui em muito a tensão que o jogo tenta criar.

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Basicamente, le você

Em defesa da Insomniac há de ser dito que cada arma tem uma função especial bastante divertida, como a arma que planta um localizador no inimigo que atrai as balas permitindo que voce atire atras de cobertura, ou a arma que atravessa paredes e fica mais forte quanto mais paredes atravessar o disparo.

Há de se notar, nessa parte, que o design das fases é muito estranho, tipico de quem não tem experiencia com o assunto. Entre tecnologia alienigina claramente chupinhada do Halo, e fases de dirigir veiculos mais chupinhada ainda do Halo e fases de cidades em ruina estilo Call of Duty, o sistema de salvamento do jogo é um dos mais estranhos que eu já vi. Em algumas fases se morrer voce volta ao começo da fase, mesmo que a fase dure dois discursos do Hugo Chaves. Em outras o jogo salva após matar um unico inimigo. Os controles são nervosos e estranhos, demora um buttsec até voce se sentir realmente no controle do personagem. Meu palpite é que a Insomniac não tinha muita idéia do que estava fazendo.

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O que eles com certeza não tinham idéia do que estavam fazendo era na hora de contar a história do jogo. O jogo começa quando a Inglaterra esta tomada pelos Quimera e os US and A resolvem entrar na guerra. Voce controla o sargento americano Gerrard Neric (ok, talvez o nome não seja bem esse, mas foda-se quiabos quentes). G. Neric é um soldado ordinario até que uma bomba viral dos Quimera detona e todo seu pelotão é infectado e morre, ou tem sua mente transformada em participante do BBB ou algo assim. Mas ao contrário das 4.5 bilhões de casualidades na guerra, em G. Neric não vira um usuario de Mac e sim a infecção lhe confere um super poder! Sim, agora ele pode regenerar suas barrinhas de vida (que são mais curtas que bloco de episodio de seriado que passa na Warner entre os comerciais) caso elas não sejam totalmente esgotadas!

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UAU, cuidado pra não ganhar a guerra rapido demais heim tiozão?

Sério, alem do tema mais batido que a cara da Rihana do supersoldado vencendo a guerra, o que o cara tem de super é só um poderzinho de regeneração bem chumbrega que levanta mais perguntas do que respostas. Se os Quimera tem esse tipo de missil viralizador a mão, porque eles não simplesmente largam no front de batalha?

Tipo eles tomam um pau na praia da Normandia genérica – a primeira fase do jogo – com a chegada das tropas estadounidenses (sério como eu odeio quem fala assim), não era só soltar uma bomba de baratuchas desmilinguadoras?

E tem mais, ao longo do caminho voce encontra documentos da inteligencia britanica dizendo que os Quimerda tem o metabolismo 12 vezes mais rapido e por isso eles se regeneram – embora precisem de um sistema de resfriamento para não explodir. Ok, legal, bacana, mas isso não quer dizer que eles tambem não vão morrer de fome 12 vezes mais rapido? Pelo que o jogo te dá a entender tudo que a resistencia tinha que fazer era sentar e esperar o inimigo somalizar e talvez ser adotado pela Angelina Jolie. Ou não.

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Guerra resolvida. Próximo.

Mas como essa pequena questão foi ignorada, continuemos a guerra. E a narrativa da guerra segue de forma que ao final de cada frase quatro linhas de texto (em média, eu contei de verdade) são lidas contando como a guerra é desesperada, como a esperança é pouca, como apenas G. Neric pode fazer a diferença entre um hotpocket Sadia esquentado no microondas ou congelado. Enfim, a narrativa entre as fases é de uma melancolia que voce só pode concluir que a mulherzinha que ta narrando o jogo esvaziou oito caixas de prozac com vodca e acabou de descobrir que seu amante jardineiro Pablo é na verdade gay e só estava a usando para extrair sua fortuna. Eu não sei de onde essa ultima parte veio, por favor desconsiderem. Dizia eu que a narrativa é arrastada como o Renato Russo choramingando que uma menina de 14 anos não tem razão para viver e se corta e ninguem lhe entender e cornice cornice cornice.

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Renato era chato

E… onde eu estava? Ah sim, na narrativa mexico-dramatica de como a guerra esta perdida, de como eles não sabem nada sobre os planos das Quimeras e sobre como G. Neric encontrou um sistema de auto-destruição em cadeia que convenientemente vai matar todos os Quimera da Grã-Bretanha se ativado. Espera, o que?!?

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Sim, do nada, assim, plif plof still de repente as Quimera tem um botão de auto-destruição em cadeia que vai acabar com essa parte da guerra magicamente. Sério cara, eu já vi Deus Ex Machinas e já vi roteiros preguiçosos, e já Deus Ex Machina preguiçosos mas esse me pegou como uma bicicletinha do Liu Kang nos ovos.

Sério Insomniac que precisa apenas um unico soldado com o overpower inenarravel poder de regenerar uma barra de vida tão grande quanto o salario minimo na Bolivia apertar um botão e o bem vence o mal e espanta o temporal? Sério sério sério?

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Ah cara, nas celebres palavras do grande pensador Raiden: ALIBABANOSOVOSDOAYATOLAKOMEINIIIII!!!!!

Puta que o pariu magrão azedo! Não me fode as galinha e depois vem pedir ovo! Preguiçoso! Preguisoso amador e forasteiro! VÃO TOMAR NO CU COM AZEITE DE DENDE! VÃO TOMAR NO CU PRA SEMPRE AAAAAAAAAAIHNVIKHNDFJHNJKLN BJVN BWEIÇF JKWEN FJK!!!!11111!!!!!

Calma… respira… inspira… expira…. isso…. calma, calma, passou…

Resumindo o final do jogo

Bom, em resumo é isso: Resistencia: Tombo dos Homê é um jogo de tiro razoavel que acaba marcado e afundado pela tentativa de ser varias coisas ao mesmo tempo, nenhuma das quais o estudio tinha a menor experiencia, e por falhar miseravel e abominavelmente em construir um cenário coerente onde voce pode pelo menos tentar se importar o minimo com o futuro da guerra e o destino de G. Neric enquanto com seu super poder tenta salvar o mundo.