[JOGO] – DISHONORED: Caminhando contra o vento, sem honra e sem documento

5a

PRODUTORA: Arkane Studios
DISTRIBUIDORA: Bethesda (PC, XBOX 360 e PS3)
JOGADORES: 1
ANO: 2012

Dishonored, vencedor do VGA de melhor jogo de ação de 2012, será efetivamente o melhor jogo da próxima geração. Anotem aí o que estou falando. Sério porra, anota essa bagaça ae. Com canetinha marca-texto. Não, não a rosa porra, toma jeito de home seu porqueira. Ok, ae , isso ae.

Para os leigos no assunto, chama-se de geração cada leva de novos videogames (atualmente estamos na 7a geração) o que significa que Desonrado será o melhor jogo de XBOX 720 e Playstation 4. Ou Formiga Atômica e Peido N’água, ou quaisquer nomes imbecis que quiserem dar pros videogames. (sim Wii U, estou olhando pra você)

E se você quer saber porque Desonorado será o best game EVAH de 2017 e não de 2012, onde estamos agora, pegue a pipoca e sente que lá vem a história…

Vou contar-lhes um edificante e másculo conto de minha experiencia pessoal vivida vitalica. Era uma vez uma festa de formatura e a ela atendia um jovem porem elegante e esbelto rapaz a quem, para preservar sua identidade, chamaremos de Cimon. O sempre garboso Cimon estava na boa, assim, susse que nem mousse vivendo sua vida loca quando uma garrafa selvagem apareceu. Nesta garrafa continha o singelo rótulo de “José Cuervo”, e com ela o belo e inocente Cimon aprendeu o sabor questionável de um mocotó, e se você está comendo algo tão nojento quanto esta iguaria nordestina é porque seu julgamento foi pro espaço e esta rebaixado pra segunda divisão junto com Plutão. Mas mais importante que isso, neste dia de muita sabedoria Cimon aprendeu uma lição que mudou sua vida para sempre, doravante, e esta lição foi: ninguém fode com José Corvo.

 5b

Ninguém. Ouviu bem lagartixa? Ninguém! Ouviu bem Pança Louca? Ninguém!

Não por acaso o protagonista de Dishonored se chama Corvo (assim em português mesmo), com o qual ninguém fode e ele é o guarda costas mary-sue fodãincrívelel poderoso da Imperatriz da cidade-estado de Dunwall. Estou com preguiça de lembrar o nome da imperatriz, então a chamarei de Emilinha Borba. Até aqui TUDO BEM, magrão.

Emilinha Borba não é só a imperatriz de Dunwall, acontece de ser A PIOR imperatriz que essa lazarentice de cidade já teve a infelicidade de ter em toda sua PORCALHOSA história. Sério. Tirando a vontade alucinada que ela tem de dar para o protagonista, o senhor Corvo, essa mulher não faz a menor ideia do que esta fazendo afrente da cidade. Ela tem ARTRITE MENTAL, só pode um negócio desses.

Mas vejo que estou me adiantando, antes é necessário explicar que Dunwall é uma cidade vitoriana-steampunk baseada na economia do mágico óleo de baleia. Sério, óleo de baleia é a base de tudo nessa cidade, desde motores a pasta de dente.

 
Comerciais bizarros pra caraio e talz

É um liquido mágico (que ninguém sabe como funciona, oh!) que faz todos os seus problemas irem embora, tipo Coca-Cola só que de uma cor azul radioativo. Sei lá como eles tem raios da morte que desmilinguam pessoas mas não entendem como bilis radioativo de baleira funciona, mas ok. E como toda grande cidade, Dunwall tem grandes problemas: atualmente uma peste NEGRA E BULBONICA       transmitida por ratos esta assolando e dizimando a população da cidade e é ai que vemos toda a MALEMOLENCIA e INCOPETENCIA de Emilinha Borba.

Dunwall é uma cidade imunda, com lixo pra todo lado e todo canto, onde cadáveres são despejados em qualquer lugar onde eles consigam cair, o que só faz proliferar os ratos e a peste. Literalmente, Dunwall está morrendo de pura porquice. E neste cenário o que a nossa epopeica imperatriz retardada faz? O QUE? O QUEEEEEEE?

a) Investe pesadamente em saneamento básico e limpeza das áreas publicas
b) Solicita organizar a próxima Copa do Mundo e as Olimpíadas
c) Manda seu guarda-costas, um assassino renomado sem nenhum traquejo social, para os países vizinhos numa viagem de vários meses para ele perguntar se alguém já passou por uma peste assim e se aconteceria de ter um remédim na dispensa.

Se a sua resposta foi a letra A, parabéns. Você está mais habilitado que essa anencefaliana com meningite a ser imperador dessa porcaria de cidade. Se a sua resposta foi a letra C, então só pode significar que você é um imbecil que bebia mercúrio-cromo de redinha (no tempo em que mertiolate doía, bons e velhos tempos – só que não) e sua mãe não te amava. Alias provavelmente você deve ser adotado. Ou então significa que você é a imperatriz imbecil que merece tomar uma facada nos cornos só pra poder dizer que tem alguma coisa na cabeça.

5c
GENIUS! GENIUS, EU TE DIGO!

Sério, porque mandar o boco moco do tal do Corvo, o guarda-costas real e cujas únicas habilidades são como ASSASSINO numa expedição de meses (tudo financiado com o dinheiro publico, cidadão de Dunwall, é  a magia do Corvoduto!) para PERGUNTAR se alguém já viu uma peste como essa. Sério, alguém me explica isso, porque o corvo que é um mentecapto que só sabe bater e estrangular pessoas. Um pobre diabo que só sabe bater e bater e roubar carteiras. Alguém me explica uma porra dessas, bátima!

Não, e tem mais, ela dá a desculpa que manda ele porque só “pode confiar nele para esta missão”. Perae, pó parar a galhofada! Eu não sei o que é mais imbecil aqui, ela chamar de “missão que só pode ser confiada ao Corvo” simplesmente bater nos vizinhos e perguntar se alguém já ouviu falar de algo assim ou o fato dela ser tão incompetente que nunca antes na história desse país se cercou só de bandidos e ladrões de modo que a ÚNICA pessoa que ela pode confiar é o seu guarda-costas. Sério que ela se cercou assim de bandidos e imbecis? Lula choraria lágrimas de orgulho ao ver tamanha administradora.

SÓ ele pode fazer essa inerravalmente dificil missão? SÓ ELE?!?

Porra, se pra uma missão baba dessas ela só pode contar com o Corvo, quanto mais então algo importante tipo trocar as fraldas da princesa ou comprar o absorvente dela. Imagino até que o Corvo deva experimentar o O.B dela (porque só pode confiar nele né) pra que a SARONGA REAL não seja envenenada. Putaqueopareo, eu mereço isso…

Eu não sei quanto a vocês, mas eu não me sinto nada épico jogando com a vadiazinha do absorvente. VADIAZINHA DO ABSORVENTE. A que DECADÊNCIA chegam os videojogos hoje, vou te contar…

5d

A decadência dos videojogos…

 “Que deselegante”, já dizia a pensadora Sandra Annenberg. Mas mais importante que isso, se essa fosse a imbecil da minha imperatriz eu tramaria pra meter uma faca no bucho dela e fazer rapel pela janela antes que ela cague mais ainda a cidade, literalmente. Quando o friendzoned Corvo volta de sua importante e vital missão de mãos abanando, ele encontra a mongoloide da imperatriz e descobre que algum cidadão de bem teve o bom senso de fazer a mesma coisa qualquer um com QI acima de um digito faria: meter uma espada na vadia burra e tomar a cidade para si antes que não restasse nada.

Acidentalmente aconteceu do bocózão do Corvo estar lá na hora, e alem de falhar em proteger a imperatriz ele leva as culpas e é incriminado, indo para o xadrez e posteriormente decaptado.

Eventualmente Corvo foge da prisão … porque por motivo NENHUM a execução dele levou 6 MESES, taqueopariu vai ter burocracia assim lá em Pindorama. Taqueopareo, esse jogo quer me foder as ganhas mesmo… mas seja como for, como eu dizia, o Corvão foge da prisão e parte em uma série de missões para se vingar daqueles que o desonraram (uii!), e colocar a princesa Emilinha Borba Juniar no trono. O que alias é a melhor ideia de todas, porque é impossível que uma criança de dez anos consiga administrar uma cidade pior do que a sua falecida mãe ou os usurpadores burrões que assumiram o seu lugar.

E quando a resposta para tudo é largar na mão de uma criança de dez anos é sinal de que você esta mais fodido que puta virgem em noite de liquidação.

Ah sim, e daí do nada surge um cara que te dá poderes mágicos e desaparece para nunca mais ser relevante na história. Assim, pilim Plift Ploft Still e tchau. Eu não to zoando, de grátis e puf, a troco de nada mesmo. To falando sério, a história é ruim assim mesmo!

Seja como for esta pantomima mongólica é o que a Arkane Studios chama de história, e pra piorar é contada de uma forma que a torna mais previsível que roteiro de novela das seis. Sério, em dois minutos de jogo você já sabe tudo que vai acontecer – quando você chega na cidade por exemplo a imperatriz retardadica esta conversando com o seu vizir, oh, será que ele a trairá e a culpa cairá sobre o manézão do corvo com a fúria de um detento caçando bundas após sair de 36 meses de solitária? Alias, sério, porque diabos as pessoas tem vizires afinal? Eles tão ali só pra tramar tomar o trono e foder a sua vida, enquanto dão conselhos tão bons quanto você encontraria no Yahoo Respostas.

5e

Apesar de tentar criar um cenário interessante a Arkane não poderia ter cagado mais para sequer tentar contar uma história ou mesmo criar NPCs nem digo interessantes – isso seria pedir demais – mas minimante coerentes mesmo dentro do cenário. Os personagens são burros, burros burros de marré deci. Pra ter uma ideia do nível de mongolice atômica, em determinado ponto o Corvo é envenenado, atirado no esgoto e sobrevive. Porque? Porque as santas almas de uma mãe solteira que envenenaram o Corvo não tiveram a decência de enfiar uma misera adaguinha nele porque o veneno que “talvez funcione” (e eles mesmos admitem que não tem certeza se funcionou) parecia o suficiente.

GENIUS! GENIUS DUPLO! GENIUS TRIPLO!

Um pouco mais afrente o Corvão é capturado… e trancado numa jaula com tampa de madeira que você arrebenta jogando tijolos que convenientemente estão na jaula com você!

GENIUS QUADRUPLOS! GENIUS INFINITOS!

GENIUS GALOPANTES!

AAAAAAAAAHHHHHHHHHH VLK LJRGJV (sim, isso foi uma cabeçada no teclado)

5f

Uma fúria selvagem aparece!

A  história é mongol, canibal, vegetal, e tudo mais. Sério, os personagens se empilham pra mostrar quem é o mais inepto e burro, e não é atoa que a cidade esta morrendo de uma coisa que quiboa com uma vassourinha resolvia.

Adicione a isso que o jogo tenta te empurrar um simbolismo forçado, tão sem graça e sutil quanto um mamute no CIO, o do Corvo com a tal de “mascara de assassino” que ele ganha, bem nos moldes para ser o próximo capuz de bico-de-aguia (usado pelos assassinos em Assassins Creed), mas como tanto o protagonista tem o carisma de um caracol num labirinto de sal o fracasso será tua herança.

Mas aí você está pensando: ok, entendi que a história é fraca e os personagens amadores, mas e daí? Dishonored é um jogo de tiro em primeira pessoa, faz tanta diferença assim? Eu já atirei em seres humanos e gordos por menos que isso.

E é aí que eu te respondo: sim, faz toda diferença do mundo. Porque sabe, o feeling do jogo, o espirito da coisa era pra ser sobre vingança. Sobre arrancar as tripas dos que te sacanearam e gritar “AHA, MOTHAFUCKA! ONDE ESTÁ SEU DEUS AGORA? ONDEEEEEEEEEE!!! AAAAAAAAAHHHHHH!!! *chora convulsivamente* ”.

Era pra ser algo nível Kill Bill e isso seria uma experiencia épica e dançante com gueixas bêbadas na chuva de outono (uau, estou tão poético hoje que poderia escrever falas aleatórias para o vilão do Blade Runner). Deveria ser, mas não é.

5g

Vingança resolve tudo

O que você sente na verdade é só um misto de pena com desinteresse por essa cidade que é administrada por uma imbecil, sofre um golpe de estado e passa a ser administrada por mais imbecis ainda. Eu não consegui sentir a fúria máscula de montar num colosso que estava te fazendo se esconder como uma menininha menstruada até um minuto, eu senti foi só um “apenas morra, aceite este favor que eu estou lhe dando” e isso é muito broxante, a falta de interesse da Arkane em fazer a narrativa é altamente contagiante e brocharia um tarado estrupador.

E sabe o que realmente é o pior disso tudo?

O pior disso tudo é que o jogo é bom, essa é a parte que mais dói.

Dishonored é um jogo de tiro em primeira pessoa em que você combina magia com armas (cof, Bioshock, cof) para abrir um rastro de ultraviolencia. Até aí não seria nada demais, não fosse o fato que o jogo tem dois diferenciais do seu Bang-bang pow-pow comum.

O primeiro é que é um jogo de tiro voltado para a furtividade. Você pode, claro, ir no modo Rambo e dizer “I must break you” mas claramente o jogo não foi feito para isso. Ele recompensa de diversas formas a escamoteação e o esfaqueamento anal de seus oponentes, para não dizer que é possível terminar o jogo sem matar ninguém – o que ao contrário do que possa parecer é bem legal, porque aí seus alvos acabam tendo um destino bem pior do que a simples morte. Todos os inimigos você tem a opção de esfaqueá-lo pelas costas ou apenas desmaiá-lo, assim como você pode esconder os corpos para não colocar a fase em alerta

Os poderes mágico são menos voltados a ultraviolencia direta (como é o caso de Bioshock) e mais a te ajudar a navegar pelo cenário like a motherfucking shadow. Os poderes são realmente legais, tipo teleporte, possuir animais e pessoas ou ter a batvisão de raio-x (aquela do cavaleiro das trevas, que o Lucio Fox acha que é dar poder demais para uma pessoa – o mesmo que não vê nada errado em construir um carro-tanque blindado saltador, no entanto). O jogo é bastante fluido, e se movimentar ou escalar são integrados com sucesso como parte natural da movimentação.
Você pode adotar as sombras em outros jogos, mas em Dishonored você nasceu nelas, foi moldado por elas. Quer dizer, tanto quanto se é possível quando você lembra que esta jogando com a vadiazinha do absorvente…

5h

José Corvo em um tipico dia de trabalho

O jogo mesmo te recomenda, através de mensagens nas telas de loading, que em caso de confronto aberto o melhor é achar um corredor e afunilar os adversários, porque senão você é mais um a comer poeira mesmo no modo mais fácil de jogo.

O outro ponto realmente incrível de Dishonored é que ele te oferece sempre no minimo duas a quatro formas de concluir sua missão (cada fase é um alvo que você tem que matar) e isso é uma mudança muito bem vinda desde o seu FPS habitual. Quando eu estava re-jogando para completar os troféus teve horas que eu procurava uns tutoriais no youtube e via formas de avançar naquela fase que eu não tinha tentado mesmo na terceira vez que estava jogando o cenário. Existem caminhos mais ou menos difíceis, mas o jogo não te afunila para nenhum deles em particular, e essa é a maior parte da diversão, a sensação de poder escolher o seu próprio caminho e executar suas missões do seu jeito.

Por exemplo, aonde os alvos vão estar depende de vários fatores, como por exemplo por onde você passou, quem você matou e quais alarmes disparou ou não. Assim digamos que se você não foi muito discreto seu alvo pode estar refugiado no seu bunker altamente sigilo, ou tomando suco de limão que parece de groselha mas tem sabor de tamarindo no conforto do seu batlar.

Aqui a Arkane merece várias internets por ter conseguido executar bem essa proposta (que já havia sido tentada antes, mas sempre com falha, com a sensação de que você estava sendo pastoreado a fazer dessa ou daquela maneira)

5i

Toca ae Arkane! Pew pew pew!

Os gráficos não são “mameudeusodusséu” que coisa linda, mas o visual estilizado meio cartoon não compromete e a trilha sonora inexiste, pula pra próxima.

Lembra que eu disse que Dishonored seria o melhor jogo da próxima geração?

Pois é, esta na hora de abrir o vespeiro que compromete grande parte da sua diversão é sabotada pela limitadíssima inteligencia artificial do jogo. A AI do jogo é tão limitada que o expecto patrono dela deve ter o formato de um amendoim, só pode.

O problema vai muito mais além dos guardas terem rotas pré-programadas, isso é admissível numa rotina de patrulha afinal, o problema é que a inteligencia do jogo simplesmente para nisso a níveis tão ruins que eu não via desde a época do Nintendo 64.

Vou te dar a barbadinha: é possível aplicar o velho golpe de matar um guarda, vem outro pra ver o que aconteceu. Mate o segundo, vem um terceiro pra ver o que aconteceu. Mate o terceiro, vem um quarto pra ver o que aconteceu. Eu consegui empilhar cinco guardas desse jeito e nenhum deles teve nenhuma resposta diferente de apenas correr até o ponto de “ação”. Sabe onde mais os bonequichos do computador se comportavam dessa forma? 007 Goldeneye, um jogo de Nintendo 64 datado do ano de 1995. 1995! Caralho voador turbinado! Santa piroca fotogênica! Como os caras não conseguem avançar em relação a um jogo lançado a 17 anos atrás?!? 17 ANOS! Você tem na sua pasta secreta de pornografia fotos de meninas mais novas do que isso! Vão se fuder em Gangnam Style!

Outra amostra dos problemas da AI é a total incapacidade dos inimigos em fugirem do seu script. “oh, o meu companheiro de patrulha desapareceu, alias todo mundo do patio desapareceu, vou dar uma olhadinha de 1 minuto e continuar circulando, aposto que eles foram preparar uma festa surpresa pra mim”. Em um jogo cujo objetivo é a furtividade, ofende muito que seus oponentes sejam robozinhos andando sobre trilhos pré-programados.

Metal Gear Solid 2, um jogo de 2001 para o PS2 tinha pelo menos a decência de escolher alguns guardas para manterem contato pelo rádio com a base, então você não podia matar eles porque senão ninguém atenderia o radio e isso poria a base em alerta. 11 ANOS DEPOIS essa tecnologia parece avançada demais para os vagabosos da Arkane. Caturrita! Mico preto! Caipirinha de laranja!

Mas de todas as falhas da AI nesse jogo, nada, eu digo NADA consegue ofender mais que o complexo de Cinderela baiana que aflige os soldados de Dunwall. Sério, é muita vontade de ser a Carla Peres, vá tomar no cu de rodo! Os guardas não andam cinco metros sem parar e virar de frente para uma parede por vários minutos, lhe dando uma bela e estonteante visão de suas busanfas uniformizadas e um pedido clamoroso para serem esfaqueados pelas costas! Coisa linda dideus!


Bem bastante os soldados que voce enfrenta no jogo…

Pau que nasce torto nunca se endireita, porque os guardinhas estão aqui pra virar a bunda pra você. Sério, eu entendi que os soldados querem porque querem que você os pegue pelas costas, mas custava ao menos tentar disfarçar um pouquinho a necessidade de apontar o toba na sua direção? Os guardas podem estar a noite toda patrulhando o primeiro andar de uma casa aleatória (porque eles fariam isso escapa a minha compreensão, assim como escapa a vontade da Arkane ter trabalho), e toda santa vez que ele passar pelo mesmo santo quadro ele vai lá parar e ficar uns três minutos de costas para o resto do mundo. Porque não é como se ele estivesse ali para fazer qualquer coisa que não ser encochado né? E quando eles dão aquela encarada na parede (não raras vezes apenas admirando a beleza do reboco da parede) você pode dançar atrás deles que não acontece nada. C-C-C-C-C-C-C-C-C-C-COOOOOOOOORTA TESÃO BREAKER!

Ok, eu sei que Dunwall é comandada por imbecis, eu entendi que era esse o ponto, mas quando cada simples e único soldado da guarda é um completo mentecapto, e os assassinos que assolam o reino são mais burros que vilões do Nintendo 64, cara, isso é um corta tesão do caralho A4 com margem milimetrada.

Em resumo, Dishonored é um jogo que poderia ter se tornado LEGEN… espere por isso… DÁRIO caso não fosse a preguiça absoluta da Arkane em fazer um jogo mais complexo que um jogo de 17 anos atrás e isso torna toda a experiencia um tanto quanto mais amarga, de forma que o jogo é apenas bom. Que um jogo ruim seja ruim não é grande surpresa, mas um jogo que poderia ser épico e imemorial seja apenas bom é algo que parte meu coração gamer.

Minha esperança é que na próxima geração duas coisas aconteçam: a primeira é que a Arkane entenda que eles são um estúdio pequeno e que só a mecânica do jogo não segura a franquia na décima oitava continuação (oi Assassins Creed 3, beijomeliga), ou seja, eles não tem bala na agulha pra se manter sem ter que trabalhar de verdade. A segunda é que a AI dê o salto que se espera dela (mais do que gráficos, é esperada uma grande evolução na inteligencia artificial para os consoles de próxima geração) e faça a franquia (porque tudo que vende mais que meia copia hoje em dia vira franquia né) ser a diversão que o seu conceito original se propôs

Moral da história: como se diz no teatro “foi bom, mas pode ir além”.
Com menos mocoronguisse, por favor

5j
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