[INICIATIVA NGF] O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams (resenha)

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Texto de Andresa Lee

Já fazia algum tempo que tinha a coleção “O Guia do Mochileiro das Galáxias” na estante. No entanto, na primeira vez que a peguei para ler, não consegui avançar na leitura. Deixei lá esperando por um momento mais oportuno e percebi o real motivo de eu não ter me ligado nela na época, mas ter apreciado muito mais agora: o crescimento do meu senso crítico e análise política.

O primeiro livro recebe o título que dá nome à série e conta a história de Arthur Dent, um inglês azarado que escapa de um evento dramático – a destruição da Terra -, graças a seu amigo Ford Prefect que, enquanto estava ilhado em nosso planeta, havia se disfarçado de ator desempregado. Assim, Arthur se vê arrastado, apesar de seus protestos histéricos, para as situações mais alucinadas nos pontos mais distantes do tempo e do espaço.

O que realmente sustenta este livro, através de sua viagem freneticamente bizarra pela galáxia rumo ao legendário planeta de Magrathea e além, é a pergunta profunda sobre o por quê. De onde viemos? Por que estamos aqui? Para onde vamos? Onde vamos almoçar hoje?

Antes de julgar como “chato”, no entanto, calma. Douglas Adams escreve de uma forma diferente. O livro, no geral, é muito bem-humorado e divertido.

Mas, velados por trás do humor, o autor faz diversas críticas ao nosso modo de vida como um todo, à nossa forma de reagir diante dos acontecimentos cotidianos e aos nossos falhos sistemas sociais (políticos, de segurança, comportamentais, burocráticos etc.).

A genialidade e sagacidade de Adams é indiscutível! Ele criou não um mundo apenas, mas um universo inteiro de espécies, planetas, costumes, diálogos e até tempos verbais que, a princípio, parecem confusos, mas que vão tomando forma e “sentido” à medida que vamos acompanhando Arthur Dent e Ford Prefect enquanto escapam da destruição da Terra rumo a um destino inesperado no espaço.

A linguagem irônica e sarcástica é característica do livro, e é justamente o que o torna único! A leitura flui bem e os acontecimentos completamente inusitados são o gás que nos impulsiona até o fim do livro (que é bem curtinho).

O autor pega tudo o que a gente conhece e vira do avesso! Ou dá para coisas comuns do nosso dia a dia, como uma simples toalha, um significado totalmente especial e de importância fundamental para a sobrevivência na galáxia!

A intenção de Adams, além de divertir por meio de um humor pouco convencional, é nos fazer questionar acerca da vida, do universo e tudo mais. Todos esses fatos nonsense podem parecer bizarros demais para serem digeridos (e, talvez por isso, podem não agradar determinado público), mas, acreditem: eles são completamente inteligentes – à sua maneira!

Um detalhe que achei bem legal foi ver os títulos de toda a trilogia de cinco explicados em vários trechos do livro, dando uma boa dica do que a gente vai encontrar e a que se referem os volumes futuros.

No fim das contas, achei a narrativa tão envolvente e cativante que, em determinado momento, fiquei me questionando (quase convencida) se as teorias do livro eram verdadeiras!

De uma coisa eu sei: a partir de hoje, vou respeitar muito mais os ratos!

One thought on “[INICIATIVA NGF] O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams (resenha)

  1. Oiee ^^
    Sabe que eu nunca tive curiosidade de ler essa série? Já vi muita coisa boa a respeito dos livros e da escrita do autor, e alguns colegas me indicaram a leitura, mas não sinto vontade de ler, sabe? Mas fico feliz em saber que o livro te agradou tanto, espero que os outros livros também sejam bons assim.
    MilkMilks ♥

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