[INICIATIVA NGF] Green Blood (resenha)

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Texto de Emanuel Victor

No gigantesco universo dos mangás, a maioria das historias se passa no Japão, ou em lugares fantasiosos com muitas semelhanças culturais a esta nação, mas eis que, em um ensolarado e castigante dia de Verão, uma grata exceção me aparece: o mangá Green Blood. Uma historia que se passa nos Estados Unidos da América, depois do fim da Guerra Civil Americana, que aconteceu em 9 de abril de 1865, com a rendição dos Confederados do Sul.

Neste mangá exploramos o Oeste Selvagem e conhecemos as vielas de um pentágono que ficou conhecido como a “Pior Favela do Mundo”, se localizando no meio do sexto distrito de Nova York, o chamado “Five Points”, um lugar onde assassinato, roubo e prostituição fazem parte da paisagem da alvorada ou crepúsculo. Nesse cenário conhecemos os irmãos Brad e Luke Burns, dois jovens irlandeses que viviam em um lugar onde irlandeses e ratos eram tratados iguais. Brad Burns era o “Grim Reaper”, o matador de aluguel mais temido da gangue Grave Diggers, já Luke Burns era o oposto do irmão, um jovem trabalhador, honesto e ingenuo que não sabe nada a respeito do “trabalho alternativo” de Brad, e que tem um ódio e repudio de gangues.

Brad sempre se passa por um vagabundo imprestável na presença de Luke, para que ele não soubesse nada sobre o Grim Reaper, porque Brad tem uma “nobre” intenção. VINGANÇA! Brad só tem dois motivos para viver: seu irmão e uma vingança.

A enredo tem varias reviravoltas, momentos de tensão e duelos incríveis e retrata temas como racismo, discriminação religiosa e corrupção, tudo regado com personagens bem construídos, censura para maiores de idade e um pouco de gore.

O desenho do mangá tem um traço único e absurdamente belo, sendo o mangá mais bonito que já vi, artisticamente falando.

O titulo da obra, Green Blood, é uma metáfora para o sangue irlandês, já que Green Blood é literalmente traduzido como sangue verde, e o verde é a cor mais usada quando se referem à Irlanda. Está na bandeira do país e é a cor do trevo, planta usada para se referir à Irlanda.

O mangá lembra muito alguns filmes famosos como: “Gangues de Nova York” (2002) do diretor Martin Scorsese; “Django” (1966) do italiano Sergio Corbucci; e “Django Livre” (2013) do “deus do gore” Quentin Tarantino.

Uma obra bem construída e desenhada, que espero um dia ainda ver virar anime.


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