[INICIATIVA NGF] Coringa, de Brian Azzarello (resenha)

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Texto de Leonardo Andrade

Já tentei definir o Coringa em algumas palavras, mas para ele acho que nem um livro resolve! Sádico, impulsivo, psicótico e mais alguns infinitos adjetivos, mostrou-se o verdadeiro protagonista da querida – e nem um pouco normal – Gotham City. Em “Coringa”, escrito por Brian Azzarello – autor de Superman pelo Amanhã e outros premiados títulos – e com arte por Lee Bermejo, traz o Coringa em sua forma mais autêntica e insana possível como responsável de grande parte do crime organizado da cidade.

Nunca se desculpe pra ninguém pela sua aparência.” Coringa.

A estória é contada sob a ótica de Johnny Frost, um criminoso aspirante que acaba de entrar para o “clube” do Coringa. Com desejo intenso de ser alguém reconhecido, busca da maneira mais rápida – e com fim não muito legal – ascender no mundo do crime. Eu achei extremamente interessante a maneira como outros personagens importantes foram antagonizados dando lugar para entrarmos na visão do Coringa e ver o “seu lado”. Batman, com uma breve aparição – não menos importante – e, até mesmo o Pinguim, sujeitando-se às vontades do amado Coringa.

Ele ficará de pé sobre o seu corpo, com seu sangue em suas mãos, e garanto que vai rir. Não porque sua vida não significa nada pra ele, mas porque a morte, pra ele é o FIM DA PIADA.” Harvey Dent.

O Bermejo fez um excelente trabalho, com uma mistura de traços tradicionais de quadrinhos com uma pintura mais realista e, sem muitas “enrolações”. Cada quadrinho estava ali cumprindo o seu papel, e com individual importância. A trama gira em torno do Coringa tentando reconquistar seu espaço de protagonista em Gotham após sair – sem muitas explicações – do Arkham. Pegaram o que era dele, e ele vai tomar de volta, a la Coringa. É uma estória sem muita censura! São imagens fortes, atos descontrolados do “dono de Gotham”, e que chocam o leitor!

A edição da Panini está excelente, capa dura, assim como em “Batman: A Piada Mortal” é uma estória sem igual meus amigos, sem igual! Os traços do Bermejo me lembraram muito do coringa de Heath Ledger, tanto visualmente como seu jeito de agir, ou seja, me fez amar mais ainda. Calma, amar a estória, não o Coringa! HA HA HA


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