[INICIATIVA NGF] Conan o Bárbaro, Robert E. Howard (resenha)

iniciativa-ngf-conan-o-barbaro

Texto de Luiz Henrique Cunha

Lembro-me de quando era criança (e isso parece a muito tempo atrás). Vi o filme Conan o Bárbaro com Arnold Schwarzenegger, passar na Sessão da Tarde, foi quando conheci o bárbaro (bons tempos aqueles). Sempre me interessei pelo gênero fantasia, mas só depois de adulto me aprofundei nos livros, e conheci a obra de Robert E. Howard, criador não só de Conan, como também de Kull, Sonja, e Solomon Kane.

E que autor maravilhoso. Howard tem uma narrativa fantástica. Uma escrita fabulosa, que serviu de inspiração para J.R.R Tolkien e George R.R Martin, além de diversos autores. Pra quem gosta do gênero espada e magia, é fascinante ver Conan dilacerando seus inimigos com sua espada.

O livro da Editora Generale começa com uma introdução de Alexandre Callari e o prefacio de Roy Thomas, responsável durante anos pelas publicações do Conan na Marvel, uma excelente forma de começar a ler as historia do Cimério.

Começamos com o único romance escrito por Robert E. Howard. A hora do dragão. Onde Conan, mais velho, é rei de Aquilônia. Ele é destronado e tem que recuperar seu reino do mago Xaltotun, revivido pelos inimigos. Conan é preso, e só escapa da morte por causa de sua astucia e da ajuda da escrava Zenóbia. Ele então começa sua jornada para recuperar seu trono, contando com a ajuda de seus aliados. O Cimério não é só um bárbaro movido pela selvageria, que mata e decepa cabeças, mas também usa muito bem sua inteligência, e perspicácia em pressentir o perigo se aproximando, além de ser justo e honrado.

“A coisa saiu do calabouço e avançou ao longo do corredor, balançando a cabeça disforme até perto do chão. Sem dar mais atenção às outras celas trancadas, preocupava-se agora em rastrear a trilha de Conan, que, sob uma luz débil, conseguiu ver mais claramente um corpo antropomórfico, gigantesco, maior em volume e circunferência do que qualquer outro homem. Caminhava sobre duas pernas, era acinzentado e despenteado, com pele grossa e braços longos, pendurados até o chão. A cabeça era uma farsa sinistra de um ser humano.

Enfim, Conan entendeu o significado daqueles ossos quebrados e esmagados no calabouço e reconheceu quem era o espírito dos poços. Tratava-se de um enorme macaco cinza, um dos horrendos comedores de homens das florestas que ficam nas margens montanhosas do lado oriental do Mar de Vilayet. Meio místicos e completamente horríveis, esses macacos eram demônios das lendas hiborianas. Na realidade, são ogros do mundo natural, assassinos e canibais das florestas.’’

Logo em seguida temos três contos, ótimas historias curtas, escritos de forma direta e que deixam o leitor sedento por cada página para saber o final. Além do Rio Negro (que pra mim é o melhor dos três), onde um Conan mais jovem e mercenário, enfrenta um feiticeiro e vários clãs de pictos nas florestas da Aquilônia. Os outros contos são As negras noites de Zamboula, com uma pegada mais de terror. O Cimério enfrenta canibais. Que o querem para o jantar.

E por fim o livro termina com Os profetas do Círculo Negro, onde ele é um líder militar, em uma jornada que conta com uma linda e sensual mulher, que o coloca em confronto com a magia. Que apesar de bom, é um pouco abaixo dos demais.

O livro traz na capa Jason Momoa, que viveu Conan por último no cinema. Além de algumas fotos do set de filmagens no miolo do mesmo.

Conan o Bárbaro é leitura obrigatória para quem ama a fantasia (assim como eu). E que deseja conhecer mais o gênero espada e magia. Um épico fantástico e um personagem cativante e foda!!! Uma pena o Brasil ter tão pouca coisa publicada deste fantástico autor.


nota-4


Compre aqui o livro Conan o Bárbaro.