[HISTÓRIA EM SÉRIES] The Bastard Executioner 1×08: “Broken Things/Pethau Toredig”

“Piers Gaveston deverá ser expulso e exilado nao só da Inglaterra, mas de Gales, Escócia, Irlanda, para sempre e sem retorno”

Enquanto Wilkin Brattle enfrenta a crise provocada pela sua paixão a Lady Love, a baronesa de Ventrishire vê no exílio de Piers Gaveston a oportunidade de garantir o domínio em suas terras.

Neste episódio de The Bastard Executioner o destino de Piers Gaveston aparece representado na trama unido o destino de Ventrishire. Confira abaixo as referências históricas presentes nesse episódio: 

“Honrou sua promessa aos Ordainers”

O “Ordainer” era uma comissão de 21 nobres e prelados que faziam oposição a Edward II e moldavam um corpo de “ordenanças” destinadas a regular sua casa e poder.

“Tendo a confiança do Rei, por o ter  persuadido a fazer o mal, Piers Gaveston será expulso e exilado”

Conforme dito no episódio, o exílio de Piers Gaveston tratava-se do terceiro. Já havíamos comentado em um texto anterior sobre a relação que Gaveston tinha com o rei Edward II.

O primeiro exílio de Gaveston aconteceu em 1307 por ordens do rei Edward I que não aceitava a aproximação dele com seu filho Edward, mas quando o rei morreu – deixando ordem de evitar o retorno de Gaveston do seu exílio – Piers retornou imediatamente.

A segunda vez que Piers Gaveston foi exilado ocorreu em 1308 quando Edward II partiu para casar com a filha do rei francês, Isabella, e deixou Gaveston como se regente. O detalha é que esse cargo é dado a um membro próximo da família real. Apesar de que Gaveston não ter usado a posição para ganho próprio, os nobres sentiram-se ofendidos com seu comportamento arrogante.

A situação ainda ficou mais complicada na festa de coroação quando Edward II ignorou em grande parte Isabella em favor de Gaveston.

Em janeiro de 1308, os condes de Warenne, Hereford, Lincoln e Pembroke expressaram sua preocupação sobre a opressão do povo e os ataques a honra da coroa através do “”acordo de Boulogne”. Apesar de não ser citado, Piers Gaveston era alvo do documento.

Em abril daquele ano, o Parlamento pela “Declaração de 1308” exigiu a renovação do exílio de Gaveston. Apesar de resistir, Edward II teve que ceder visto que seus barões tinham o apoio do rei Felipe IV da França que se sentia ofendido ao comportamento de Edward com sua filha. Gaveston foi exilado em 18 de maio.

Em 5 de agosto de 1309, Piers Gaveston estava de volta restabelecido com o condado de Cornwall. Zombando dos obres e aproveitando de sua influência junto ao rei para obter favores a seus amigos e servos, Gaveston mais uma vez atraia a fúria dos nobres.

O clima político ficou tão pesado que em fevereiro de 1310, uma série de condes se recusou a participar do Parlamento enquanto Gaveston estivesse presente. O conde de Cornwall foi demitido e os nobres apresentaram uma lista de queixas que queriam que fossem abordadas. O rei, pressionado, nomeou um grupo de homens para comandar as reformas da Casa Real. Surgiu os “Lords Ordainers” (Ordainers).

Enquanto os ordainers dedicavam-se as reformas, Edward II virou sua atenção a Escócia. A campanha do rei na Escócia foi um fracasso e quando retornou a Londres, deixou Gaveston como tenente da Escócia. Robert, o Bruce evitou a incursão inglesa e encenou uma invasão ao norte da Inglaterra. Gaveston retirou-se para o castelo de Bamburgh em Northumberland.

No dia 16 de agosto, o parlamento apresentou suas propostas ao rei inclusive a renovação do exílio a Píers Gaveston. Edward II concordou com as reformas, mas se mostrou relutante ao exílio de Gaveston. Os ordainers estavam decididos pelo exílio e após enrolar o quanto pode, o rei concordou com o conselho e no dia 3 de novembro Gaveston deixou a Inglaterra pela terceira e última vez.

FONTE: Ordainer – BritanicaPiers Gaveston, 1st Earl of Cornwall – Wikipedia