[HISTÓRIA EM SÉRIES] Review | Vikings 3×10: “The Dead” – SEASON FINALE

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[ATENÇÃO! PAREDE DE SPOILERS]

“Posso ver que não serão os vivos, mas os mortos que conquistarão Paris” – Vidente

Vikings chega ao final da terceira temporada finalizando algumas tramas, deixando outras de lado e começando o caminho daquilo que veremos na já confirmada quarta temporada.

800px-King.athelstan.tomb.arpComo já disse em algum review desta temporada, Ragnar é um personagem deveras imprevisível, a ponto de algum minuto fazermos duvidar da sua própria mortalidade. Digo isso, pois não estava acreditando em sua “morte”. Pensei: “mas como? Ele é o personagem principal?” e na alternativa de vê-lo fora da série já imaginava quem iria ser o centro de tudo. Rollo? Bem provável, mas o rei viking é também o rei das surpresas. Onde todos falharam, Ragnar venceu. Fingindo a própria morte, invadiu Paris! Ao final, gostei muito do desenrolar da trama deste episódio final. Ragnar ainda é rei.

Evidente que outros personagens se destacaram neste último episodio de temporada, e dentre eles Rollo parece que irá “dançar nu na praia” como bem disse o Vidente. Enquanto os vikings retornam a Kattegat após saquearem Paris, Rollo permanece com alguns guerreiros afim de organizar as próximas invasões. Mas ao decidir ficar, traçou também seu destino. Particularmente já imaginava que isso fosse acontecer, dado ao que acontece com o Rollo real que inspirou o Rollo fictício da série. O mais interessante é que a proposta feita pelos franceses reacende uma das grandes rixas que caracterizaram as temporada anteriores: Rollo contra Ragnar. Mas o tempo mostrou que Rollo já parecia não se importar em está a sombra do irmão. Será que ele não se importa mesmo?

Acho que ninguém imaginava que Conde Odo era o Christian Grey do seu tempo. Gisla rejeitando o casamento imposto pelo pai dela com Rollo rendeu um momento engraçado no episódio com Rollo tentando falar francês. Há uma química entre os dois desde o momento em que se viram. Ainda sobre a “morte de Ragnar”, foi muito revelador ver Rollo, Lagertha e Floki se despedindo de seu rei. O desabafo de Floki revela o “triangulo amoroso” que havia junto com Ragnar e Athelstan. Floki não odiava apenas Athelstan por ele ser uma ameaça aos seus deuses, mas também porque o sacerdote foi se aproximando de Ragnar e aos poucos Floki sentia que perdia seu amigo. Matar Athelstan não foi apenas fazer a vontade dos deuses, mas também uma ação pessoal motivada por ciúmes.

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Ao final, a terceira temporada de Vikings conseguiu corresponder em boa parte de suas expectativas criadas. Esperava mais do reencontro entre Lagertha e Kalf após o retorno dela de Wessex, porem em compensação o clímax da temporada ficou todo para a invasão de Paris que rendeu as melhores cenas de ação da série até aqui. Belas cenas com produção competente. A morte de Athelstan (meu personagem favorito) foi difícil de assimilar, mas agora ela tem seu lugar na trama visto que a amizade do sacerdote com Ragnar rendeu momentos emocionantes nestes últimos episódios. Ainda espero pelo bote que Erlendur e Kalf estão prometendo e também pelo desenrolar dos planos de Ecbert. Vou ter que esperar mais um ano por um dos momentos que mais esperei também nesta temporada, porém o season finale já me fez sentir um gosto: Ragnar e Floki diante um do outro acertando as contas pela morte de Athelstan.

Se você não se importa com SPOILERS históricos, confira a referência histórica de Rollo e Gisla:

“Devo oferecer sua mão em casamento” – rei Charles

01Gisla rejeita a ideia de ter que casar com o “pagão” Rollo. Apesar de Michael Hirst não ser nada fiel aos fatos históricos em suas séries de ficção histórica, o criado de Vikings sabe criar tramas baseadas em personagens e fatos reais. O casamento de Rollo e Gisla é um exemplo disso.

O personagem Rollo é baseado em um líder viking cuja origem divide historiadores noruegueses e dinamarqueses. Segundo o “De moribus et actis primorum Normannorum ducum” um nobre norueguês tinha dois filhos, Rollo e Gurim. Após sua morte, Rollo foi expulso e Gurim, morto. O nome Rollo volta a aparecer outra vem na “Gesta Normannorum Ducum” onde afirma que o viking visitou a cidade de Fakse.

Historiadores da Noruega e da Islândia baseando suas pesquisas nas sagas medievais norueguesas e islandesas, identificam Rollo como filho de Rognvald Eysteinsson, um Earl da Noruega Ocidental. Rollo aperece nomeado como Ganger Hrolf. Segundo o “Latin Historia Norvegiae” escrito na Noruega no final do século 12, este Hrolf teria caído em desgraça com o rei norueguês, Harald Fairhair, e tornou um Jarl na Normandia.

Já havíamos falado de Gisla anteriormente. A personagem da série é baseada em Gisela da França que casou com um o rei Rollo.

Em 911, no Tratado de Saint-Clair-sur-Epte, Rollo jura fidelidade feudal ao rei Charles, converte-se ao cristianismo e passa a adotar o nome franco de Robert. O rei Charles concede a Rollo terras como parte da Bretanha, o governo da Normandia em torno de Rouen e mão de sua filha, Gisla. O casamento entre Rollo e Gisla ainda carece de fontes.

Segundo a lenda, quando o rei Charles estendeu o pé para que Rollo beijasse, como uma condição do tratado, Rollo se recusou e mandou um dos seus guerreiros beijar o pé de Charles em seu lugar. Este guerreiro levantou o pé do rei até a boca levando Charles ao chão.

Os guerreiros de Rollo casaram com mulheres locais e tornando-se uma cultura estável no catolicismo franco.

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Estátua do rei Rollo em Rouen.

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