[HISTÓRIA EM SÉRIES] Review | Vikings 3×06: “Born Again”

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[ATENÇÃO! PAREDE DE SPOILERS]

“E nasci outra vez” – Athelstan

De tudo o que aconteceu nesse episódio, de tudo que possa ser relevante para a empreitada de Ragnar a Paris, dos desdobramentos da traição de Ecbert em Wessex, do nascimento do filho de Bjorn, de tudo que aconteceu fica completamente eclipsado pela morte de um dos mais queridos personagens da série.

Athelstan reencontra Deus. Finalmente após pedir por sinais, o Criador renova sua fé e Athelstan não pode renegar a graça que recebeu. O sacerdote diz a Ragnar sobre sua revelação assim como fala da sua decisão de deixar Kattegat. Ragnar se mostra decepcionado com a decisão. Ragnar o ama. O sacerdote é seu único e verdadeiro amigo, então pede para que fique, pois há muito o que fazerem e promete a Athelstan que irá protegê-lo contra aqueles que queiram machucá-lo. Porém Athelstan diz: “acho melhor eu sair de Kattegat agora.”

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Não poderia ser outro a não ser Floki. Desde a primeira temporada que Floki vê Athelstan como uma força maligna entre os vikings, pois o sacerdote representa uma ameça a seus deuses. O “cristão” é sempre um mau agouro  e quando os deuses lhe enviam um sinal, Floki não tem outra alternativa a não ser fazer o sacrifício que os deuses pedem. Com um machado, Floki mata Athelstan.

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O criador da série, Michael Hirst, contou em entrevista ao Entertainment Weekly que a morte de Athelstan foi uma das decisões mais difíceis que teve que fazer. “Antes de dar início a todos os episódios, eu escrevo uma “Bíblia” para a nova temporada e exponho todos os episódios. Eu percebi que precisava resolver todos os problemas de Athelstan. Eu não poderia deixá-lo de um lado pro outro de uma crença para outra”, diz Hirst. Ainda na entrevista, o criador de Vikings até diz que Athelstan poderia viver naquele contexto, mas mesmo ali, ele não encontraria paz, seria atormentado por cada “pagão” da Escandinávia e estaria morto antes de entrar em um barco rumo a Inglaterra.

Na entrevista, Michael Hirst confirmou que enviou um e-mail de cinco páginas para George Blagden, o ator que interpreta Athelstan, explicando o motivo da morte do seu personagem. “Foi em parte culpa. Eu sabia que ele ficaria chateado. Eu queria que ele entendesse a lógica que era. Foi terrível. Por outro lado, se você compará-la com outras mortes em Vikings, foi bonita. Ele voluntariamente abraçou o martírio. Ele sabe o que está chegando. Quando Floki aparece, ele não está supreso. Ele está muito alegre para ir encontrar seu Criador.”

O episódio termina com Ragnar raspando a cabeça, Michael Hirst explica por que. “É um tributo a Athelstan. Mas também é, penso eu, Ragnar dizendo: eu agora sou uma pessoa mudada.”

Mas se você, assim como eu, ficou triste pela partida de George Blagden da série. Saiba que brevemente ele estará de volta em outra série de ficção histórica. Em entrevista para o mesmo site, o ator falou da morte do seu personagem na série e também revelou qual é o seu próximo projeto. “Em agosto eu era um viking, no ano 810, ou algo em Kattegat. Algumas semanas depois eu estava em Paris, interpretando Luis XIV”, disse Blagden ao comentar sobre a série Versailles. Sim, “Athelstan” chegou a Paris!

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O ator George Blagden como Luís XIV na série “Versailles”

Ainda falando sobre Athelstan, o nascimento de seu filho trouxe grandes problemas para Judith. A esposa de Aethelwulf é levada para ter as orelhas e o nariz cortados por ter cometido adultério. Por não revelar quem era o pai, teve uma orelha cortada. Quando o carrasco se preparava para cortar o outro orelha, Judith diz: “Athelstan”. Ecbert manda parar o castigo e diz a seu filho, Aethelwulf, que o filho de Judith era um sinal divino, pois Athelstan é um verdadeiro homem de Deus. Ecbert diz que o menino é muito especial e lhe dá o nome de Alfred.

Ragnar prepara sua empreitada para Paris e Kalf chega a Kattegat trazendo Erlendur e Torvi. Mas o que é aquele personagem apresentado por Ragnar? Seja quem for, provavelmente será o guia dos vikings para a tão desejada Paris.

Referências:

“O nome do garoto será Alfred.” – rei Ecbert.

Alfred (849-899) foi o único rei inglês a ganhar o título de “o Grande”. Ele foi o filho mais novo do rei Aethelwulf, de Wessex, com sua primeira esposa, Osburga. Alfred foi responsável pela defesa de seu reino contra os vikings e proclamou-se “Rei dos Anglo-Saxões”.

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Estátua de “Alfred, o Grande” em Winchester.

One thought on “[HISTÓRIA EM SÉRIES] Review | Vikings 3×06: “Born Again”

  1. Belo review. Bela referência, legal saber as histórias por trás dos episódios. Sempre acompanho os reviews e vocês estão de parabéns. Essa história do Alfred foi chocante em … haha

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