[HISTÓRIA EM SÉRIES] Review | The Americans 3×07: “Walter Taffet”

11df9d949e9e4adbca826b91a1432293

[CUIDADO COM OS SPOILERS, CAMARADA]

“Mamãe e papai eram ativistas” – Paige

A vida dos nossos queridos “americanos”, Philip e Elizabeth continua abalada pelo o que os dois acham que devem fazer em relação a Paige. Philip fica furioso ao saber que Elizabeth está levando diante a ideia de revelar a filha o que realmente são. Claro que ela ainda não confessou a Paige, apenas jogou a ideia de que seus pais já foram ativistas engajados e que participarem pelas manifestações pelos direitos civis. Philip inevitavelmente se sentiu traído e quem sabe até ficado atrás nessa corrida pela alma e o coração da filha.

Mas Elizabeth não foi a única a esconder fatos sobre os filhos. Philip também revela sobre o filho de 20 anos que tem com Irina. Percebam que foi numa situação diferente, ele escolheu contar. Elizabeth não falou nada sobre Paige apesar de se mostrar arrependida depois, porém Elizabeth não deixa de ser Elizabeth nem no momento em que Philip fala sobre este outro filho. Talvez porque saiba que ele é fruto de um outro momento da vida de Philip e isso ficou para trás, mas ao perguntar se este filho está lutando na Afeganistão, ela demonstra que ainda mantem certa frieza para lhe dar com qualquer situação. Percebemos também que o interesse de Philip pelo o que ocorre no Afeganistão deixou de ser apenas profissional para se tornar pessoal.

O contexto do apartheid sul-africano agora se tornou o foco da atenção nesse episódio, principalmente pela presença de Ncgobo, ativista contra o regime. É inevitável não pensar no que Elizabeth contou para a filha ao revelar que havia participado das lutas pelos direitos civis dos negros, movimento social que teve a participação de Martin Luther King e mais recentemente foi o momento histórico abordado no filme Selma: Uma Luta Pela Igualdade. Pensem que apoiando Ncgobo, ela está lutando pelos direitos civis dos negros vítimas do regime sul-africano. A missão era capturar Eduard Venter e Todd que pretendiam cometer atos terroristas nos Estados Unidos e colocar a culpa no movimento anti-apartheid.

Vamos aqui contextualizar o período. Falamos do apartheid no review passado e também sobre o apoio dos Estados Unidos ao regime. Então ao impedir que as atentados acontecessem era também sabotar os Estados Unidos. A sequência de ação onde tanto Venter e Todd são capturados mostra um dos pontos de qualidade da série, a sincronia perfeita entre Elizabeth e Philip durante a execução de suas missões.

Martha que estava um tanto deixada de lado nos primeiros episódios desta temporada foi posta no meio da tensão paranoica quando a escuta escondida na caneta do agente Gaad foi descoberta. Caso não lembrem, Martha colocou a escuta no escritório de Gaad a pedido de Clark (Philip em mais um de seus disfarces). A descoberta da escuta jogou o FBI num clima de paranoia onde qualquer um pode ser suspeito, até o próprio Gaad como diz Walter Taffet do departamento de Ética Profissional. Martha se sente num beco sem saída, mas consegue se sair bem a princípio. Vai ser legal acompanhar o desenvolvimento desta nova trama.

Falando em paranoia, estaria o agente Alderholt desconfiando de Beeman? Ele vem como quem não quer nada, fazendo perguntas sobre e Nina e ter descoberto a escuta pode lhe trazer mais motivos para desconfiar de qualquer um no escritório.

A música usada na sequência de ação da captura de Venter e Todd é do grupo “Fleetwood Mac”, formado em 1967 tendo Peter Green como guitarrista e compositor John McVie como baixista. O título da canção escutada no episódio chama-se “The Chain”.