[HISTÓRIA EM SÉRIES] Review | Black Sails 2×05: “XIII”

Black Sails 2 2015

Para conferir o review dos primeiros episódios desta temporada de Black Sails, acesse História em Séries.

“Meu amor verdadeiro não conhece a vergonha”

– Lorde Thomas Hamilton

[CUIDADO COM OS SPOILERS, SEU PIRATA MISERÁVEL!]

“Fogo!” Flint começa o bombardeio ao forte de Nassau promovendo o terror nos habitantes da ilha. Vane parece querer fugir, pois sabe que nada poderá fazer quando a tripulação de Flint chegar a praia e invadir o forte destruído. Para Vane, a única solução é a eliminação de Flint quando este estiver sozinho.

Rackham encontra dificuldades para montar sua tripulação e para obter sucesso, poderá arriscar seriamente sua relação com Anne Bonny.

O pai de Eleanor tenta ganhar a confiança da filha, mas essa revela seu ressentimento em não ter sido o filho que o pai tanto desejou ter, mas Richard diz que ela conquistou tanto e o deixa bastante orgulhoso. John Silver tenta convencer Billy de que o melhor a se fazer é apoiar Flint.

Apesar do clima quente em Nassau com ataque ao forte, os momentos mais importantes e interessantes desse episódio ocorrem no passado. Desde o primeiro episódio desta temporada, flashbakcs têm sido usados para mostrar o início da amizade entre James Flint e Lorde Thomas Hamilton e o início da relação entre o então tenente da Marinha Real com Miranda Barlow (Lady Hamilton).

Black Sails 2 2015

Quando Barlow procura por Flint em Nassau, os dois tem uma conversa que os remetem ao passado. Barlow pede a Flint que lute pelos ideais que eram caros a Thomas Hamilton e que não fugisse do amor que existiu entre os dois! Sim, isso mesmo! Não houve apenas Miranda e James, mas também Thomas e James. O episódio já dava margem a essa desconfiança quando Thomas demonstrava que não dava a mínima para as puladas de cerca de Miranda. Por que? Ele era liberal demais ou seu casamento era uma fachada? Quando James o protegeu da fúria do pai durante o jantar mostrado no episódio anterior, Thomas se aproxima de James e os dois se beijam na frente de Miranda. Daí, construiu-se uma relação entre os dois que pelo visto não ficou confinada entre quatro paredes, pois quando James foi buscar ajuda com o Almirante Hannessey para que o plano de Thomas obtivesse sucesso, o pai de Hamilton já estava lá. Hannessey ciente do que acontecia expulsou James da marinha e deu ordem para que ele saísse de Londres. Ao voltar para a casa de Thomas, o mesmo já havia sido levado restando apenas Miranda que era consolada por Peter Ashe. James e Miranda decidiram então deixar Londres com destino a Nassau.

Fecha-se assim o ciclo iniciado com os primeiro flashbacks exatamente na metade da temporada. Ficamos a par do passado de Flint e a origem do relacionamento dele com Miranda  assim como seu amor por Thomas. Tudo isso traz mais drama a série sem carregar no exagero. Poderia facilmente parecer desnecessária esse passado entre os dois, mas a maneira como o enredo foi construído acaba fazendo todo o sentido das ações que ocorrem no presente da série. A segunda temporada está com excelente momentos e sem sombra de dúvida, a história contada no passado de Flint já marcou este ano.

Ah, não posso esquecer. Depois de ficar a sós com o livro deixado por Miranda – um presente de Thomas dado a Flint com a dedicatória “James. Meu amor verdadeiro não conhece a vergonha” – James é atacado por Vane e o desfecho disso, só no próximo episódio.

Referências:

O livro com o qual Flint é presenteado por Thomas, trata-se de “Meditações”, escrito pelo imperador Marco Aurélio. Numa série de doze livros escritos em grego, o imperador romano cria para si um guia de auto-orientação mostrando suas reflexões sobre a filosofia estóica. Boa parte da obra foi escrita durante as campanhas militares que o imperador desempenhou entre os anos de 170 e 180. O livro mostra idéias ligadas ao controle de emoções, habilidades que deixariam o homem livre das dores e dos prazeres do mundo material.

Os Lordes do Mar (Sea Lords, em inglês) são comissários que exercem a função de Lord High Admiral do Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte. Desde o século 15 são nomeados vários Lordes cujo número variou entre cinco ou sete comissários ao longo do século 18. A partir de 1805, foram atribuídas funções especificas a cada um dos Lordes do Mar. Nos dias de hoje, num total de cinco Lordes, o Primeiro Lorde do Mar é chefe do Estado Maior da Marinha.