[GERE CULTURA] Cosplay: uma cultura lutando por espaço

Cosplay é um assunto que não sai da minha boca, e desde alguns bons anos tem se espalhado e foi ganhando proporções mundiais com milhares de seguidores / amantes / apreciadores.

O engraçado é que, mesmo tendo tantos simpatizantes pelo mundo, ainda há muito preconceito por parte da sociedade tradicionalista. Se começasse a elencar os comentários maldosos que sempre surgem, não sairemos daqui hoje, então vou dar um breve exemplo (literalmente meu):

Pra quem não me conhece, sou apaixonada por cosplay e pela cultura nipônica como um todo. Esclarecido isto, eis que surge a questão “por que você não é cosplayer?”. Existem dois motivos: o primeiro (mas não tão importante) não estou dispondo de tempo e recursos, por hora, para estes projetos. O segundo, que gera peso maior, é o preconceito. Este mesmo que está muito bem enraizado na sociedade e penetrou minha própria família (como sou trágica… Não é para tanto…). No começo parecia que meu pai não aceitaria nunca o fato de que eu pudesse gostar de algo que ele não, mas, após uns 15 anos, mais ou menos, quando foi tomado conhecimento sobre meus gostos e de terror, tem sido travadas tantas batalhas sobre eles que acabou que o “papis” ficou mais maleável, respeitando-me ao menos. Mas ainda tem um porém: em uma cidade de interior o que sobra é preconceito e julgamentos.

Isso que eu vivi, e ainda vivo, é a menor das situações que podem acontecer.

Fora o meu desabafo, retornemos ao tema: a desmistificação do que realmente é o cosplay e tudo que ele implica. Eu falarei sobre isso?! Também não (olha a pegadinha). Todo este texto não teria surgido se não fosse uma campanha por um projeto maravilhoso, que foi lançada na Kickante por Henrique Takimoto Jasa, também conhecido como Yatta.

Mas que campanha é essa, capaz de tamanha comoção? Yatta pretende dirigir um documentário sobre o mundo do cosplay: “Cosplay – Uma cultura diferente”.

Abordando a aparição desta cultura no Brasil e no mundo, os prós e os contras que a sociedade vê em relação ao movimento e seus participantes, entrevistas com profissionais de diversas áreas da cultura nerd / geek / otaku, além de mostrar encontros, eventos e um pouco da vida pessoal dos cosplayers.

Eu sei que me empolguei muito com a ideia, pois além de valorizar projetos brasileiros, valoriza também a cultura que me fisgou anos atrás, e ainda palpita nos corações de muitos, apoiando os envolvidos.

Só tem uma pequena prosa final: todo projeto e empreitada requer recursos. Yatta depende destes mesmos para arcar com todas as despesas, e cabe a nós contribuir. Bem, quando digo contribuir, não me levem a mal, é com tudo, desde parte do patrocínio até o mais fácil e acessível: repassar e não deixar a ideia morrer! Vale a pena conferir o projeto, assim como contribuir e/ou repassar. Aqui você encontra mais informações sobre tudo isso.

A abertura dos olhos das pessoas para o que realmente o cosplay representa no mundo e na vida dos que gostam (na nossa vida) depende de nós mesmos mostrarmos o lado positivo. E creio (quero muito crer) que este projeto, este documentário, é uma das chaves necessárias para destrancar os pesados portões do preconceito.

Deixe uma resposta