[GAMES] TOP 5 jogos grátis pra você não dormir de noite

tumblr_mpfgmlQi0W1r2duvso1_r1_1280 Bom dia, colegas nerds, geeks e feelers, como estão se sentindo? Felizes? Têm dormido bem ultimamente? Ah, é mesmo? Então espera só que eu vou corrigir essa injustiça. Os games que eu reuni aqui não são aquele terror baseado em sustos, que você vê em tantos vídeos de gameplay com câmera mostrando um ser adulto se esgoelando cada vez que aparece alguma coisa na tela, mas o horror mais psicológico, do tipo que te incomoda, e perturba e fica na sua cabeça quando você está deitado sozinho de noite. Ou seja, mais Silent Hill 2 do que Resident Evil, exceto que são todos jogos independentes e totalmente DE GRÁTIS (e, por isso mesmo, geralmente com gráficos não tão excelentes e duração bem curta… mas o suficiente pra tirar o seu sono por um bom tempo). Claro, todos os jogos abaixo são melhor aproveitados com fone de ouvido (e sozinho, no escuro e de noite).

5. Eversion eversion1 Eversion (também disponível em versão HD na Steam por R$ 8,49) é um joguinho simpático e colorido no qual você controla uma espécie de flor ou asterisco chamado(a) Zee Tee, que precisa resgatar uma princesa, pulando em Goombas Ghulibas alegres e sorridentes e coletando joias. Tudo muito lindo e colorido… mas, para esse jogo estar nessa lista, é porque tem algo de sinistro por trás dessa alegria toda. Já começa com uma citação de H. P. Lovecraft e um aviso de que “não é apropriado para crianças ou pessoas de disposição nervosa”.

O lado macabro começa a aparecer, de forma bem gradual, conforme você vai utilizando a mecânica de “eversão” (apertar X em certos locais específicos), que altera o cenário e os inimigos do jogo, e é necessária para avançar nas fases. Com isso, o jogo vai ficando cada vez menos alegrinho e mais sinistro, até o ponto que você começa a se perguntar se está realmente sozinho no quarto…

Ele é razoavelmente curto (dá pra terminar em umas 2-3 horas da primeira vez), e tem um final ruim e um “bom” (se é que dá pra chamar assim), sendo que o segundo só pode ser conseguido a partir da 8ª fase, que você acessa se chegar no final do jogo com todas as joias. A “versão HD” tem também um terceiro final, que dependendo da sua interpretação pode ser considerado ou intermediário ou o “melhor” (mas ainda assim nada feliz)…

4. Yume Nikki

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Feito em RPGMaker, Yume Nikki (“Diário dos Sonhos” em japonês) é um joguinho um tanto quanto bizarro. Dá até pra questionar se é um jogo mesmo, pois ele não tem game over (o que mais se aproxima de ser um inimigo são as Toriningen, que simplesmente te teleportam pra um lugar sem saída), e apesar de ter um final, fica difícil dizer que você “venceu” o jogo.

A história é bem simples: Você é Madotsuki (“A da janela” em japonês, provavelmente por causa de sua blusa), uma hikkikomori que se recusa a sair de seu quarto, a não ser para ir pra varanda (se você tentar abrir a porta do quarto, ela simplesmente balança a cabeça). Você pode ligar a TV (que não pega nenhum canal), jogar um videogame extremamente deprimente (e que, na versão que eu baixei, é bugado e não tem como sair dele), ou escrever no seu diário (o que salva o jogo). A ação propriamente dita começa quando você deita na cama e pega no sono.

No rico e perturbador mundo dos sonhos de Madotsuki, ela visita os locais mais estranhos que você possa imaginar, de florestas sombrias a metrôs abandonados, de um jardim no topo de uma escadaria aparentemente infinita a um joguinho de NES. Você encontra personagens pra lá de bizarros (apesar de não haver diálogos) e, a mecânica principal do jogo, coleciona “efeitos” que mudam alguma coisa na protagonista, muitas vezes conferindo alguma habilidade especial.

O jogo consiste basicamente em explorar os mundos esquisitos do sonho de Madotsuki, encontrar efeitos e ver o que dá pra fazer com eles, interagir com o ambiente e os personagens (e, de vez em quando, presenciar eventos especiais que acontecem aleatoriamente), o que por si só rende algumas horas de distração bem inquietante. Uma vez obtido um efeito, ele pode ser depositado no Nexus (o local com as portas que levam aos diferentes mundos) pressionando 5; ao depositar todos os 24 efeitos que existem lá, você destrava o final do jogo… e boa sorte pra dormir, depois de presenciá-lo.

E tem um mangá também, porque... é claro que tem.

E tem um mangá também, porque… é claro que tem.

Não precisa saber inglês; além do nome e descrição dos efeitos (que geralmente você consegue entender sem ler mesmo), tem só as instruções do jogo, que basicamente se resumem a “vá dormir, entre no menu (ESC) para equipar efeitos, utilize-os apertando 1, aperte 5 pra depositar o efeito no Nexus, aperte 9 para acordar”. (Alguns efeitos têm uma ação adicional ao apertar 3, e com a faca, você ataca apertando Z.)

3. Deep Sleep

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Deep Sleep, e sua sequência, Deeper Sleep, são jogos de aventura no estilo point-and-click, na tradição de Monkey Island ou Full Throttle (e com gráficos da época, como dá pra ver acima). Se Yume Nikki já te deixou meio cabreiro pra dormir após presenciar o que a minazinha encontra em seus sonhos, esse aqui vai te fazer tomar café coado no Red Bull só pra se garantir, pois ele também entra na temática de sonhos (mais propriamente pesadelos), mas em vez de ser simplesmente bizarro, ele vai fundo no horror. E bota fundo nisso.

A sequência de jogos (que ainda não terminou; estamos aguardando o autor publicar o terceiro) cria gradualmente uma mitologia própria do mundo onírico, centrada nas pessoas que atingem o “sonho lúcido” (saber que você está sonhando, e com isso ser capaz de controlar seus sonhos), do mundo secreto que essas pessoas acessam, e dos perigos que rondam tais sonhadores. Como diz o nome, conforme a série progride, você vai entrando cada vez mais fundo e enfrentando cenários cada vez mais macabros, colocando em risco sua sanidade e até sua vida em busca do conhecimento.

Como todo bom jogo de aventura, ele tem uma história envolvente, o que envolve certa dose de leitura (infelizmente não há versão em português) e raciocínio. Os jogos não são longos, se resolvendo em coisa de meia hora cada no máximo, mas deixam uma impressão duradoura.

2. Ib

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Outro jogo de RPGMaker, Ib (versão em português! YEAH!) é um trem bem macabro e perturbador. No jogo, você é a garotinha chamada Ib (não pergunte de onde tiraram esse nome esquisito), que vai visitar uma galeria de arte com seus pais. Até aí tudo bem (tirando o programa de índio que é levar uma garotinha pra ver uma galeria de arte)… até que some todo mundo, você começa a ouvir coisas estranhas e ver movimentos esquisitos nos cantos, etc., e finalmente embarca em um mundo aterrorizante, onde a arte literalmente ganha vida e, surpresa, quer te matar.

Você encontra outros personagens ao longo do caminho, aprende a se defender (a mecânica do jogo é extremamente simples, não tendo combates ou atributos como outros jogos de RPGMaker), e vai resolvendo puzzles e aprendendo cada vez mais sobre o misterioso artista por trás dos quadros e esculturas, enquanto tenta encontrar uma maneira de voltar para o mundo normal (aquele onde o único risco que uma obra de arte apresenta é te fazer morrer de tédio) com sua sanidade intacta. O jogo tem diversos finais; qual deles você consegue é determinado por suas decisões, não só nos momentos mais importantes, mas até nas pequenas coisas. Um fator importante é quanta amizade você tem ou não com cada personagem, o que é construído pouco a pouco nos diálogos do jogo (assim como as amizades da vida real).

Não tem muito o que dizer, além de que você tá perdendo tempo lendo isso: baixa logo essa bagaça e joga, que você não vai se arrepender (tirando as noites de sono perdidas, mas a essas alturas você nem sabe mais o que é dormir direito).

1. The Last Door

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Agora sim a porra ficou séria. Se os jogos anteriores eram coisa de amadores talentosos, The Last Door (link para o site oficial, onde você pode jogar, inclusive em português) tem uma cara bem mais profissional. Talvez justamente por ter sido financiado pelo Kickstarter (mas qualquer um pode jogar de graça). Os gráficos são pixelados, bastante retrô (pra cortar custos, claro), mas a música e som ambiente são espetaculares, e a história (com claras inspirações de Lovecraft e Edgar Allan Poe) é digna de um bom filme de horror.

Nesta história, você controla Devitt, um jovem inglês da era vitoriana, que, após receber uma misteriosa carta de um ex-colega, vai investigar o destino terrível dos membros de um clube que você frequentava no colégio. Ao adentrar cada vez mais fundo no lado oculto deste grupo seleto, Devitt se confronta com memórias há muito reprimidas, e segredos que jamais deveriam ter sido revelados.

A série de jogos (publicada em diversos capítulos conforme o financiamento vai pingando, sendo o 4º o último liberado até agora) tem um clima envolvente, personagens fascinantes e uma história intrigante, prato cheio pra quem gosta de um bom e velho horror gótico. O jogo segue uma mecânica de “point and click”, e é jogado no navegador mesmo, envolvendo raciocínio e investigação. Vale MUITO a pena, tanto para fãs de jogos de aventura gráfica quanto para fãs de horror.

MENÇÕES HONROSAS

Devil’s Tuning Fork

Como pode ser visto acima, Devil’s Tuning Fork é um jogo com uma atmosfera pra lá de envolvente e sinistra, onde você usa ondas sonoras pra enxergar as coisas (não sei se o seu personagem é cego) e tenta salvar uma série de crianças. Parece perfeito pra entrar na nossa lista, mas não entrou só por um pequeno problema: eu não consegui jogar! Até consigo baixar e instalar, mas na hora de jogar dá pau. Se você conseguir, dê um alô…

Don’t Escape

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Do mesmo criador de Deep Sleep (e seguindo praticamente a mesma mecânica e estilo) vem Don’t Escape, uma inversão bastante interessante da premissa clássica de “você está em um quartinho e precisa escapar”. Conforme a imagem acima, se você quiser ir embora do local onde começa o jogo, é só abrir a porta e sair… mas, como o título do jogo indica, seu objetivo é exatamente o oposto. Tudo porque você é um lobisomem, do tipo que perde o controle e sai destroçando todo mundo quando se transforma; assim, para evitar um massacre, você precisa se trancar em uma choupana e tornar sua própria fuga o mais difícil que puder. O jogo tem a mesma atmosfera sinistra de Deep Sleep, mas não tem muito de horror propriamente dito, e além do mais é curto pra caramba, e portanto não entrou na lista.

Covetous

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Se Don’t Escape é curto demais, ele é praticamente interminável comparado com Covetous. Absurdamente curto (tipo, 2-3 minutos quando muito) e absurdamente simples (gráficos e som de Atari, os únicos controles são as teclas direcionais), este jogo é fruto de uma mente doentia, e vai te assombrar por um bom tempo, apesar de seu extremo minimalismo.

E aí, você conhece mais algum jogo bizarro e perturbador disponível de graça na net? Deixe nos comentários!

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