[GAMES] Modo zumbi de Call of Duty: Black Ops 4 busca seu lugar na cultura popular

O novo lançamento, que está programado para entrar no mercado em 12 de outubro, é muito mais imersivo, unindo as múltiplas referências a zumbis que existem na cultura popular num contexto que coloca os jogadores na frente dos mortos-vivos que parecem sair da tela.

Zumbis na cultura popular

Tradicionalmente, os mortos-vivos foram referenciados com base na imagem que o diretor George A. Romero, deu aos zumbis, colocando-os na mira da cultura popular, graças a seus filmes que imaginavam como seria o apocalipse zumbi, como o original de 1968, A Noite dos Mortos-Vivos. A partir daí, muitos criadores foram inspirados pelo seu trabalho para levar os zumbis a vários contextos da cultura popular, começando pela Marvel, dando espaço no seu universo para a Marvel Zombies, série onde as versões de mortos-vivos dos heróis e vilões da Marvel, enfrentam-se em guerras secretas contra personagens de outras dimensões. Outro exemplo é encontrado no slot online Lost Vegas, desenvolvido pela Microgaming para a Betway Casino, no qual o apocalipse zumbi imaginado por George A. Romero encontra a cidade do pecado, e onde os jogadores têm que escolher se fazem parte dos sobreviventes ou se juntam ao exército dos não vivos. Dentro da televisão, também houve várias referências, mas a que mais chamou atenção foi a da série The Walking Dead, produzida pela rede americana AMC, onde o enredo mostra na vida dos sobreviventes durante os meses e anos após o apocalipse zumbi. Da mesma forma, os zumbis também evoluíram das referências feitas por Romero nos anos 60 com os efeitos artísticos de hoje, dando vida a zumbis cada vez mais realistas.

Call of Duty e seu fascínio pelos zumbis

A franquia Call of Duty tornou-se famosa não só pelo seu estilo de jogo bem definido, mas também pela adição de histórias alternativas nas quais os zumbis são os inimigos a serem vencidos. A primeira vez que os zumbis apareceram na franquia Call of Duty foi em 2008, com o modo Nazi Zombies no jogo Call of Duty: World at War, onde os jogadores enfrentam zumbis em um bunker dentro de um aeroporto abandonado. Esse DLC teve grande sucesso, e a partir dele tem seguido os encontros com zumbis nos jogos dedicados para celular, Call of Duty: Zombies (2009) e Call of Duty: Black Ops – Zombies (2011), além de se tornar modos de jogo dentro das sequências Call of Duty: Black Ops (2010), Call of Duty: Black Ops II (2012), Call of Duty: Black Ops III (2015), e novamente no mais recente jogo da franquia, Call of Duty: WWII, com o DLC Zumbis Nazistas (2017). Dentro de cada um desses modos de jogo da série os gráficos e a experiência de jogo evoluíram para ser muito mais imersivos e visualmente atraentes, e a experiência com os zumbis torna-se cada vez mais realista e aterrorizante.

Call of Duty: Black Ops 4, modo zumbi

A nova edição da série, Call of Duty: Black Ops 4, não é como as outras, embora continue a ser fiel à tradição de incluir as batalhas de uma forma cooperativa com suas respectivas DLCs, baseado em eventos diferentes, como foi o modo Duendes, para o dia de São Patrício. O que torna este jogo diferente é a experiência visual e envolvente que dá aos jogadores, incluindo a novidade de usar cooperativamente a inteligência artificial do jogo como um aliado. O modo zumbi de Call of Duty: Black Ops 4 oferece aos jogadores três mapas que os transportam para diferentes campos de batalha, incluindo IX, que acontece em uma arena de gladiadores; Voyage of Despair, que se desenvolve em um navio de cruzeiro condenado; e Blood of the Dead, que acontece numa prisão. A história do modo zumbi centra-se na luta dos 4 heróis do jogo: Scarlet, Bruno, Diego e Shaw, para parar uma ordem antiga, que quer transformar o mundo através de um dispositivo que torna seres humanos em mortos-vivos.

Além de George A. Romero e seu legado de zumbis para a cultura popular, os mortos-vivos têm sido parte da história de uma forma ou de outra, e as histórias de como alguém se pode se tornar um zumbi têm sido as mais diversas. Em 1880 o neurologista francês Jules Cotard descreveu o caso de uma mulher com delírio hipocondríaco, que a fez acreditar que ela não tinha órgãos em seu corpo e que ela era uma pessoa morta-viva. Desde então essa condição de zumbi na vida real é conhecida como Síndrome de Cotard.