[FIM DO MUNDO] Campanha #VemMeteoro dá certo e ocorrerá este Fevereiro.

Há alguns dias a mídia internacional tem feito algum alarde sobre a possibilidade de a Terra ser destruída em fevereiro desse ano.
(Em outras palavras, a partir de amanhã, NINGUÉM É DE NINGUÉM). \o/
É claro que a notícia não teve tanto destaque depois da desilusão de 2012, das inúmeras falhas de Nostradamus e, claro, de a mensagem apocalíptica ser algo bem óbvio para quem prestou atenção nos primeiros dias do governo do tio que usa a peruca de Texugo.
Mas, falanfo do asteroide (patrocinado pela campanha #vemmeteoro),  provavelmente, a mídia como um todo está se referindo ao asteroide NT7, descoberto em 2002. Na época, houve muito alarme sobre a possibilidade de colisão em 2019 ( e não em 2017), porque esse foi o primeiro asteroide descoberto pela NASA que trazia riscos concretos de um impacto com a Terra. Eu lembro bem disso porque eu tinha 12 anos de idade, e pode acreditar: é muito fácil impressionar terrivelmente uma garota de 12 anos.
A notícia foi bastante divulgada, assustou muita gente e, como era de se esperar, gerou uma grande onda de rumores sobre o apocalipse. Mas alguns dias depois do anúncio, a própria NASA desmentiu os boatos de pânico e descartou qualquer possibilidade de impacto.
Não que a NASA seja de completa confiança, mas vá lá. Você também gosta dessa doce ilusão…

Mas acho que podemos ficar aliviados – desta pedra estamos a salvo. Mas os asteroides representam, sim, um risco enorme para a Terra e para a humanidade. Por existirem aos montes no Sistema Solar, nós ainda não conseguimos mapear as órbitas da maior parte deles. Os gigantes são mais fáceis de serem localizados: nós conhecemos mais de 96% dos cerca de mil que têm um quilômetro de diâmetro ou mais. O mesmo não pode ser dito dos asteroides com diâmetro a partir de 140 metros, que já fariam um grande estrago. Estimativas sugerem que eles sejam 25 vezes mais numerosos, e uma das metas atuais é fazer com que o número destes objetos conhecidos chegue a 90% ou mais.

Nada impede que algum deles se choque contra o nosso planeta, eventos que já aconteceram diversas vezes no passado, como o episódio que levou à extinção dos dinossauros. Para evitar uma catástrofe do gênero e nos dar tempo de agir caso alguma ameaça seja confirmada, diversos programas estão sendo desenvolvidos. Um deles é o Near Earth Object Program, da NASA, que inclusive estimula astrônomos amadores a descobrirem novos asteroides. Quanto mais gente colaborar com a busca, melhor.

Você vão sobreviver, eles disseram. Vai ficar tudo bem, eles disseram.

Mas e se eventualmente acontecer de nós não conseguirmos evitar uma colisão? No caso do NT7, que tem 2 quilômetros de diâmetro, o estrago seria enorme, mas provavelmente sobreviveríamos.

(Parece interessante esse cenário para quem curte uma Distopia Pós-Apocalíptica).
E lembrando sempre que, na pior das hipóteses, ainda temos dois anos de vida. Tá tudo bem…