[ESPECIAL NGF] Os “monstros” mais aterrorizantes da História

Hoje é dia de vampiros, lobisomens e zumbis tocarem o terror em algumas partes do mundo. Não, não estou falando de um “apocalipse vampiro-lobisomen-zumbi” (se bem que isso poderia render uma série de TV interessante…), mas sim do Halloween ou, como é conhecido entre nós, “O Dia das Bruxas”.

Essa festividade, com origem nas celebrações dos antigos povos celtas, a cada ano fica bastante popular aqui na Terra do Carnaval, mas vampiros, lobisomens e zumbis não seriam nada comparados com alguns “monstros” da vida real.

A história está cheia de personalidades que sucumbiram à total loucura, cometendo atrocidades de causar calafrios. Vamos conhecer, então, cinco personagens históricos que de fato tocaram o terror.

1.Vlad, o Empalador

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Vlad Tepes

Vlad III, um príncipe da Valáquia (Romênia) do século 15, entrou para a história com o título carinhoso de “Empalador”. O príncipe nasceu e cresceu na Romênia, mas por muitos anos ficou refém do Sultão Murad II vivendo no Império Otomano. Vlad III foi tratado bem, aprendeu as táticas de guerra de seus captores, mas sem nunca deixar de cultivar o ódio pelos otomanos.

Alguns historiadores acreditam que foi durante seu cativeiro no Império Otomano que Vlad III desenvolveu sua marca registrada: a tortura do empalamento.

Vlad voltou para a Valáquia, mas o Sultão Murad II resolveu invadi-la. Só que o sultão não sabia o que lhe esperava.

No caminho para a capital da Valáquia, Murad II viu prisioneiros otomanos apodrecendo empalados em estacas. O príncipe usou de táticas psicológicas para amedrontar seus inimigos.

Agora, de onde a fama “vampírica” de Vlad III? Um poema alemão do século 15 descreve que Vlad deleitava-se em sangue, mergulhava pão no sangue das vítimas empaladas antes de comer, porém, os historiadores contestam a versão do poema.

Provavelmente a fama de Vlad tem origem no século 19, quando Bram Stoker, que visitou o castelo de Vlad na Transilvânia, combinou a história de crueldade do príncipe com lendas locais e escreveu Drácula.

2.Condessa Báthory

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Elizabeth Báthory

Vlad III pode ter sido um sanguinário empalador, mas é a Condessa Báthory, uma nobre do século 16, leva a medalha de ouro.

Bathory ficou conhecida como “Condessa Drácula”, e também como “a mais prolífica serial killer feminina”, que vitimou centenas de jovens mulheres.

A dramatização simples dos crimes alegados contra ela em sua vida – o assassinato de mais de 600 mulheres, mutilação genital, canibalismo – implicaria num banho de sangue – literal e figurativamente – que se estenderia à tolerância da maioria dos liberais censores do fim de século e até mesmo o risco inquietante dos aficionados mais endurecidos dos filmes splatter “, escreveu Tony Thorne em Countess Dracula: The Life and Times of Elizabeth Bathory, The Blood Countess.

Bathory atraía jovens mulheres para seu castelo para serem suas servas. A condessa e alguns de seus subordinados batiam, mutilavam e até mordiam as faces dessas mulheres, que muitas vezes morriam de fome. O reinado de terror da condessa terminou quando seu guardião a flagrou durante uma sessão de tortura e assassinato.

Durante seu julgamento em 1611, dezenas de testemunhas e vítimas descreveram as atrocidades da condessa em riqueza de detalhes, porém, alguns historiadores contestam a veracidade das acusações, pois muitos inimigos políticos de Báthory podem ter aproveitado o momento para exagerar as acusações e reclamar as terras da nobre.

Por ironia do destino, a Condessa Báthory morreu de forma pacífica. Viveu seus últimos anos presa em seu próprio castelo e morreu em 1614.

Nota do editor: A Condessa Báthory é a fonte de inspiração da Condessa Elizabeth de American Horror Story: Hotel, que é interpretada pela Lady Gaga. Leia aqui a resenha do episódio piloto.

3.Rasputin

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Grigoriy Yefimovich Rasputin

Grigoriy Rasputin, místico russo nascido em 1869, influenciou a família do último czar da Rússia e causou medo e repugnância em muitas pessoas. O pregador itinerante ganhou a confiança da família real depois que o filho do czar, Alixei Romanov, sofreu uma lesão que ameaçou sua vida. A família acreditou que as influências sagradas de Rasputin salvaram o garoto e, dessa forma, “o monge louco” entrou para o seio da família do czar.

Porém, muitos nobres odiavam a presença de Rasputin, e estavam preocupados com a influência que o monge exercia sobre o czar.

Rasputin tinha uma definição singular de santidade, que atraiu o ódio e a repugnância generalizada. Segundo ele, para alcançar a santidade, antes seria necessário chafurdar no pecado. Dessa forma, Rasputin justificava suas bebedeiras, e traiu abertamente sua mulher. Com o passar do tempo, acusações de satanismo, estupro e ocultismo caíram sobre suas costas.

Porém, talvez o fato mais assustador sobre Rasputin tenha sido sua morte. Quando os aristocratas russos já estavam completamente insatisfeitos com a presença de Rasputin, resolveram envenenar o místico, só que o veneno não fez efeito. Então atiraram nele várias vezes e, segundo a lenda, Rasputin retornou como um “zumbi”. Espancaram Rasputin, cortaram seu pênis e o jogaram enrolado num tapete no rio Neva. Seu corpo foi encontrado três dias depois e, segundo a necropsia, Rasputin podia estar vivo quando seus executores se livraram dele. O místico provavelmente morreu de hipotermia.

4.Átila, o huno

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Conhecido como o “Flagelo de Deus”, Átila jamais ganharia qualquer prêmio por bondade. O rei dos hunos aterrorizou a Europa durante o século 5, e ajudou no processo de desintegração do Império Romano do Ocidente.

Mesmo naquela época, onde a brutalidade e a crueldade eram comuns, Átila ganhou destaque por ser sanguinário. Ele matou o próprio irmão para ter controle sobre os hunos, e por onde passava deixava um rastro de destruição. Sua principal arma de guerra era o terror.

Como descrito em “A História do Declínio e Queda do Império Romano”, Átila amarrava os crânios de seus inimigos derrotados na sela para aterrorizar seus adversários. Em seu reinado, diz-se que foi responsável pela morte de um milhão de pessoas.

Átila encontrou seu fim durante seu próprio “Casamento Vermelho”. De acordo com o historiador do século 6, Jordanes, o rei dos hunos estava se recuperando de uma das suas festas de casamento (Átila teve muitas esposas) quando uma artéria explodiu e se engasgou com o próprio sangue, que jorrava pelo nariz e garganta.

Porém, Átila podia demonstrar bondade e misericórdia quando lhe convinha. Mesmo levando o terror aos romanos, Átila dava um bom uso do dinheiro, segundo o diplomata Prisco do século 5.

5.Gilles de Rais

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Gilles de Rais

Enquanto Joana D’Arc obtinha sucessos com suas campanhas militares durante a Guerra dos Cem Anos, Gilles de Rais, um dos seus melhores cavaleiros, ganhou fama não por sua bravura, mas pelo “hobby” de assassinar crianças.

O cavaleiro ordenava que seus subordinados trouxessem crianças para torturar e assassinar. Acredita-se que tenha vitimado de 80 a 800 crianças. Depois de abusar sexualmente delas, Rais cortava suas cabeças e outras partes do corpo utilizando uma espada chamada “braquemard” usada somente para este abominável fim.

Em 1432, os rumores sobre a crueldade de Rais estavam circulando. Em uma briga com um membro da Igreja Católica foi aberto um julgamento para averiguar as acusações feitas ao cavaleiro. A dimensão do terror veio à tona durante o tribunal com os pais das crianças e seus conspiradores atestando as atrocidades cometidas por Rais. O cavaleiro foi enforcado em 1440.

(Via LiveScience)