[ESPECIAL NGF] Feminismo: Algumas Rasas Ponderações.

Sim, é hoje o nosso dia.

E, embora muitas mulheres tenham permanecido divididas, em razão da veiculação de ideias sobre o que é feminismo, e até a vivência errônea do que seria esse movimento, cabe dizer que, como mulher, me sinto obrigada a deixar uma observação bastante relevante. 
O Nerd Geek Feelings já chegou a ter problemas com a falta de interpretação (AKA ignorância) de algumas pessoas, em razão de algumas declarações. Por essa razão, fomos tidos como um time de homens e mulheres machistas.

Não funciona assim.
O Feminismo é um movimento político e sociológico que tem como objetivo colocar a mulher em pé de igualdade com o homem em termos de direitos trabalhistas, humanos, representatividade, além de garantir que todos sejam tratados igualmente, independentemente de seu sexo/gênero.

Sem os movimentos feministas, o que teríamos hoje, entre as mulheres, seria o senso comum e muito bem aceito de que a população feminina não deveria ter acesso à educação, servindo apenas para fins reprodutivos e, claro, como enfeite de seus maridos. Basicamente o conceito moderno de escravidão. Ou nem tão moderno…

Não é difícil imaginar isso.

Basta que você olhe a vida de sua avó ou bisavó. É possível que, por toda a vida, ela tenha cuidado da casa e dos filhos, sem direitos além destes, tendo que se sujeitar aos mandos e desmandos de seu marido.

O feminismo é necessário. É essencial.
Não deveríamos ter um dia das mulheres, mas muitos dias em que a figura feminina fosse exaltada por capacidade multitask, e pelos muitos sofrimentos e etceteras pelos quais passa todos os dias. Sobretudo em um país Latino-americano; acredite, as coisas são mais complicadas por aqui.

CONTUDO, há um problema que perturba e deturpa o ideal feminista (e que certamente vai tornar o site um enorme alvo de reclamações).

Existe uma grande diferença entre FEMINISMO e FEMISMO (que foi carinhosamente apelidado de feminazismo pelas redes sociais).

Feminismo, como supracitado, é a busca justa e NECESSÁRIA pelos direitos das mulheres diante da grande disparidade entre estes e os direitos conferidos à população masculina, oficialmente ou não.

Femismo é a vergonha feminina. É o equivalente ao machismo de saias, que busca supremacia feminina através de pactos de irmandade para fins de censura de opinião, boicote cultural, agressão a princípios básicos (como atentado ao pudor), violência verbal, etc. Só não englobo violência física por uma razão simples: Nós somos mais frágeis por natureza. Não é tão fácil que uma mulher bata num homem e saia inteira do embate. 

Será que assim as pessoas entendem?

Não? Olhe bem a imagem abaixo e veja se faz sentido. 
Creio que as reclamações de quem ler isso serão gigantescas e repetitivas. Quase todas espelhadas em discursos já proferidos trocentas vezes por alguma desconhecida, por Simone de Beauvoir (aliás, leiam os títulos da autora, mas não leiam APENAS ela), ou por alguma feminista famosinha da internet, que enganou todos os preguiçosos e contou para vocês que leu Beauvoir (quando nem ela leu).

Sim, é dia das mulheres, e felizmente há o que se comemorar. 

Somos maioria nas universidades (públicas e particulares); não só votamos como somos eleitas; estamos ganhando espaço no mercado de trabalho; somos oficialmente mais propensas a terminar os estudos e temos maior longevidade. Mas o 8 de março ainda é amargo. 

Infelizmente ainda somos vítimas de violências absurdas, pelo simples fato de sermos mulheres. Somos vítimas de preconceitos também. Isso sem falar em toda gama de assédio (moral, sexual, etc) que uma mulher passa com mais recorrência do que um homem.

Ainda são tempos dificílimos para mulheres.
Se vivemos em uma sociedade em que mulheres podem ser vítimas de estupradores a qualquer momento, e ainda podem ser culpabilizadas por isso, podemos pensar que não há tanto assim o que se comemorar.

Tudo acima é apenas um monte de divagações. Só guardo a ideia de que seria muito interessante que o Feminismo, como coisa efetiva, fosse levado a sério. 

Que as particularidades existam para quem quiser. Não tenho nada a ver com a moça que não quer se depilar, ou que quer andar nua com palavrões pintados no corpo, ou que quer ser chamada de mana, costurar a própria genitália (aconteceu em Saquarema, RJ, em 2014), ou mesmo se masturbar com imagens se santos. Mas, juro… isso não parece ajudar ninguém. 

Nós, talvez, devêssemos NOS respeitar, antes de exigir respeito dos homens.

Mas… talvez você me ache machista. Fazer o quê?

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