[DESENHOS/ART] Princesa Mononoke: Fanart

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Uma das obras-primas de Hayao Miyazaki, Princesa Mononoke (Mononoke-Hime) é uma belíssima fábula sobre o Japão feudal, abordando temas como tradição, espiritualidade, meio-ambiente e a futilidade da guerra.


Assim como a maioria das produções do Studio GhibliPrincesa Mononoke é uma obra rica em visuais fascinantes e personagens fortes, que atiçam a imaginação. Portanto, não é de se surpreender que os fãs mais talentosos do anime tenham produzido lindas versões dos seres que povoam o longa-metragem, como você pode ver nas galerias abaixo. (Clique nas imagens para ver a versão completa)

San: Apesar de não ser a protagonista, esta jovem é quem dá título ao filme. Ela é apelidada de “Princesa Mononoke” (uma palavra japonesa que significa algo como “espírito vingativo”) por sua rival, Lady Eboshi, que a associa com os espíritos da floresta, mas na verdade se chama San. Ela está sempre acompanhada da deusa-loba Moro e seus filhotes, um dos quais ela cavalga.

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Ashitaka: O verdadeiro protagonista da história, é o jovem príncipe da última aldeia dos Emishi (um povo que habitava a região nordeste de Honshu, a principal ilha do Japão, tendo sido aniquilado pela civilização japonesa). Após ser amaldiçoado por um deus-javali moribundo, ele precisa vagar em busca de respostas para solucionar o mistério da destruição dos deuses da natureza. Não se separa de sua fiel montaria, o “cervo vermelho” (que tem mais cara de antílope) Yakuru (ou Yakul).

 

Kodamas: São espíritos das árvores no folclore japonês, semelhantes ao conceito grego de “dríades”. Dizem as lendas que os lenhadores precisam tomar cuidado para não cortar uma árvore que seja um kodama (identificada por sangrar e se lamentar ao ser cortada), ou terá má sorte. Em Princesa Mononoke, são criaturinhas estranhas que servem como indicativo da saúde da floresta.

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Shishigami: O grande espírito (ou deus) da floresta, capaz de conceder a vida e a morte. Há pessoas inescrupulosas que querem sua cabeça, para obter a imortalidade. Representa os deuses, ou kamis, da crença xintoísta japonesa, que venera os espíritos da natureza.

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Lady Eboshi: Uma senhora ambiciosa, que se aproveita da nova tecnologia das armas de fogo para conseguir maior poderio militar, e mantém uma considerável indústria dedicada à fundição de ferro. Apesar de ter um papel mais “vilanesco” na história, ela também é mostrada como tendo um lado generoso (ela contrata mulheres que eram forçadas a trabalhar no prostíbulo, bem como leprosos, dando-lhes uma segunda chance na vida), e um de seus objetivos é simplesmente garantir a segurança de seus súditos.

 

Tatari-gami: Literalmente “deus da maldição”, é um espírito da floresta (no caso, o javali Nago) que tornou-se um ser monstruoso e destrutivo devido à sua dor e sofrimento, passando parte de sua corrupção para Ashitaka. A atitude do povo Emishi para com ele, tratando-o de forma compreensiva e focando-se em tentar entender a razão de sua fúria e aliviar seu sofrimento, ao invés de encará-lo como um monstro maligno a ser combatido, mostra de maneira bastante interessante a filosofia das religiões orientais.

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Okkoto: O orgulhoso deus rei dos javalis. Enfraquecido pela degradação das florestas, prefere enfrentar seus inimigos de frente, com honra, mesmo sabendo que dificilmente conseguirá vencer a batalha.

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Imagens diversas

2 thoughts on “[DESENHOS/ART] Princesa Mononoke: Fanart

  1. Acho que faltou comentar que o imperador queria a cabeça do shishigami… Mas foi bem de leve que isso foi abordado no filme..Aliás, não me lembro se o imperador queria ou se o caçador quem queria ofertar. Mas senti que havia alguma crítica ao imperador e talvez até um questionamento por parte do diretor, já que o imperador no Japão é considerado um descendente dos deuses.

  2. Quis evitar entrar em muito detalhe da história… mas bem lembrado. Miyazaki certamente procurou questionar as tradições e autoridades do Japão, procurando mostrar um outro lado às vezes menos glamouroso, como também ao colocar samurais saqueando as vilas e matando indiscriminadamente. Dizem que ele escolheu situar a história no período Muromachi (1336-1573) justamente para mostrar isso, pois nesse período o poder central no Japão era fraco, os lordes locais estavam sempre em guerra, e esse tipo de pilhagem era comum.

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