[QUADRINHOS] DC Comics: Os melhores e piores da semana [23/11]

Nota: Se você acompanha essa coluna, já deve saber que ela não engloba todos os lançamentos da DC Comics da semana (23/11), mas só aqueles que o redator que vos escreve pôde ler.

Chega de enrolação e vamos para a tal lista!

O que foi lançado de melhor?

 

action-comics-2016-968-002Action Comics #968

Men of Steel: Part 2” nos mostra a continuação da caçada dos dois Homens de Aço de Metrópolis.

Depois de fazer duas edições mais tranquilas, daquelas que deixam o leitor respirar um pouco, Dan Jurgens, escritor da revista, faz mais uma linda história de ação desenfreada. Seguindo a trama da última edição, vemos enfim as lutas entre Godslayer e Lex, e a de Superman com Zade. Em meio à porradaria, o roteirista não deixa que a história se torne vazia, utilizando os diálogos para explanar quem são esses novos vilões, suas motivações e quais os seus valores morais. Os personagens não são maus, eles lutam por um fim bom, mesmo que os meios sejam pouco ortodoxos, e isso lhes dá uma certa profundidade. A revista ainda nos traz a discussão sobre se a morte de Lex pelas mãos dos dois novos antagonistas seria tão ruim para o mundo.

Tyler Kirkham continua fazendo um excelente trabalho na revista, conseguindo retratar de forma primorosa a brutalidade dos personagens e criando lindas sobreposições de quadros com desenhos grandes e bem feitos.

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Wonder Woman #11

The Lies: Conclusion” dá um nó na cabeça do leitor e brinca com a trama do Rebirth.

Depois de um longo e excelente arco, sendo montado por histórias no passado e no presente, Greg Rucka, escritor da revista, finalmente nos mostra a volta de Diana para Themyscira. Tudo corre às mil maravilhas até que Steve começa a reparar que aquela não é a mesma ilha em que ele foi salvo anos atrás. Então vem a sacada genial: aquela Themyscira – a retratada durante todas as histórias dos Novos 52 – não é a ilha da qual a Mulher-Maravilha partira muitos anos atrás, mas sim uma emulação, uma paródia de sua verdadeira casa, ou seja, todas as suas últimas visitas ao local tinham sido mentiras (Lies, em inglês. Entendeu o título?). E isso provavelmente se encaixará no arco maior que o relaunch da editora propôs, onde provavelmente veremos o dedo de Dr. Manhattan. Rucka não só nos entrega um ótimo fim para sua história, mas também nos dá mais pistas sobre o plano maior que está em andamento.

Liam Sharp, desenhista da revista, nos mostra mais uma vez seu belo traço em ação, principalmente nas cenas envolvendo multidões e cenários com diversas camadas e detalhes.

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Detective Comics #945

Gotham estaria mais segura sem o Batman? Essa é a discussão levantada em “The Victim Syndicate: Unforgiven”.

James Tynion IV (Esse nome não é irado?) mais uma vez nos entrega uma excelente revista, dessa vez com menos ação, mas com uma carga dramática excelente que aumenta a cada edição. O autor explora os conflitos internos de quase todos os personagens da nova Bat-família por meio de consultas com uma psicóloga e com conversas entre eles, fazendo com que todos os eventos que ocorreram até esse ponto tenham um peso esmagador, não deixando nenhum acontecimento ruim ser esquecido. A revista não avança muito com a trama do Sindicato, utilizando-o como uma ferramenta para evoluir com seus personagens, mas isso não é um defeito aqui, já que todas as discussões levantadas na revista se encaixam perfeitamente com o restante do arco.

A edição possui dois desenhistas que se intercalam por todo seu decorrer. O primeiro é Al Barrionuevo, que faz desenhos lindos e cinematográficos, com muitos detalhes e ótimos em passar a sensação de movimentação e fluidez. O artista também impressiona nas splash pages, principalmente em uma com o Bat-móvel, que parece a abertura de um filme de ação. Já Earmen Carnero faz uma arte mais convencional no mercado de histórias em quadrinhos, mas ainda assim capricha nos traços e composições de quadros.

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Hal Jordan and the Green Lantern Corps #09

Bottled Light: Part 2 – Brainiac” nos mostra um pouco mais da armadilha em que a Tropa dos Lanternas Verdes caiu.

Robert Venditti continua e explorar as diferenças entre a Tropa Esmeralda e os Lanternas Amarelos remanescentes do exército de Sinestro, criando uma situação onde eles têm que trabalhar juntos se quiserem escapar com vida. A aparição de Starro na última revista acabou por criar um exército com as pessoas que precisavam ser salvas do próprio ataque da estrela gigante, fazendo com que os Lanternas não possam ataca-los diretamente. A revista ainda avança com a trama solitária de Hal Jordan que, após a batalha em Warworld, foi transportado para o Espaço Esmeralda – uma espécie de paraíso para os Lanternas Verdes que deram suas vidas pela Tropa – onde se encontra com um antigo conhecido. E, para finalizar, ainda temos o retorno de Kyle Rayner, que ainda não havia dado as caras nas revistas pós Rebirth, como um Lanterna Branco. A revista consegue dividir bem suas páginas entre tanto conteúdo, e instiga o público para o que está por vir.

Rafa Sandoval nos traz desenhos maravilhosos, retratando lindamente os personagens, os cenários e os construtos de luz, tudo isso aliado a ótimas montagens e cenas de ação grandiosas.

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Titans #05

The Return of Wally West: Run for Their Lives” nos mostra como Wally West tem de agir quando o próprio tempo é seu inimigo.

Dan Abnett, escritor da revista, consegue fazer o que muito poucos autores conseguiram ao trabalharem com um velocista: ele consegue nos passar a noção da dilatação temporal enquanto o Kid Flash precisa correr como nunca. Com todos os Titãs caindo nas armadilhas de Abra Kadabra, Wally tem que percorrer os Estados Unidos em pouco mais de 6 segundos para poder salvá-los. E esses 6 segundos ocupam a duração toda da revista de forma brilhante, retratando tudo em câmera lenta enquanto Kid Flash tem que fazer escolhas e sacrifícios que podem apagá-lo da existência novamente, já que sempre que um velocista corre rápido demais, algo acaba por dar errado.

Brett Booth consegue traduzir o roteiro em imagens de forma incrível, fazendo cenas cinematográficas que representam perfeitamente o tempo passando devagar ao redor do protagonista. O artista também faz lindas composições com os quadros, passando a sensação de velocidade e, ao mesmo tempo, passando uma estética “quebrada” que combina perfeitamente com o antagonista.

O que foi lançado de mediano?

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The Flash #11

The Speed of Darkness: Part 2” corrige os erros da última edição e insiste nos acertos.

Diferente da edição passada do título, Joshua Williamson consegue equilibrar bem o desenvolvimento dos personagens e avançar com a trama do novo arco, nos colocando em uma direção diferente do que havíamos sido levados a acreditar. O escritor consegue introduzir muito bem Penumbra (ou Sombra) no universo pós Rebirth, mostrando para os novos leitores tudo o que eles precisam saber sobre o personagem para poderem acompanhar o novo arco sem problemas, ao mesmo tempo que cria uma trama interessante e inusitada, mas que no final deixa a sensação de que faltou alguma coisa.

Davide Gianfelice faz um trabalho bonito, mas estático demais para uma revista que necessita de velocidade. Talvez seu traço se encaixasse melhor em outro título, por exemplo, Teen Titans.

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Batman Beyond #2

Escaping the Grave: Under Cover” continua a explorar o plano de Terminal para ressuscitar o Coringa.

Dan Jurgens nos conta como foi a suposta morte do Coringa em seu derradeiro embate com Batman, anos atrás. O evento não é feito de forma gratuita, servindo para desenvolver a trama que se passa no futuro, acrescentando algumas camadas de dúvida para a história como um todo. Além disso, continuamos a ver a infiltração de Terry nas linhas inimigas de Terminal, com um elaborado esquema que faz o vilão acreditar que o novo Batman está morto. A revista não causa o mesmo impacto do volume anterior, mas mostra que o arco tem bastante potencial a oferecer.

Bernard Chang não é tão inventivo como na última edição. Ele faz desenhos bonitos e claros, mas se atem a uma narrativa mais linear e convencional, contrastando com as excelentes montagens que tinha apresentado anteriormente.

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Teen Titans #2

Damian Knows Best: Part 2” coloca todos os Jovens Titãs na mira do Punho do Demônio, uma escola de assassinos treinados pelo próprio Ra’s Al Ghul.

Benjamin Percy nos entrega uma trama simples, interessante e despretensiosa: os cinco heróis têm de enfrentar cinco vilões mandados pelo avô de Damian. Embora possa parecer uma história batida, o escritor acerta ao se aprofundar mais na personalidade de Robin, sem se esquecer dos outros personagens, e ao explorar os laços, ainda fracos, que unem a molecada. Percy consegue balancear muito bem todos os personagens, ao mesmo tempo que avança com a trama, criando uma revista cheia de ação e que explora muito bem temas como amizade e confiança.

Diogenes Neves faz um trabalho bonito e menos cartunesco do que o visto na edição anterior, mas mantém o tom dos traços voltados para o público mais jovem. O artista ainda cria composições lindas para retratar a apresentação dos novos antagonistas e faz splash pages que engrandecem as imagens retratadas de forma surpreendente.

O que foi lançado de pior?

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Batgirl #5

Beyond Burnside: Finale” nos traz o embate final entre Batgirl e a Professora.

Embora o arco, escrito por Hope Larson, como um todo tenha sido fraco, essa conclusão traz uma reviravolta interessante ao fazer com que a personagem tenha que mudar o seu jeito de encarar o mundo. Nas últimas edições sempre a víamos analisando tudo com sua memória eidética, coisa que sempre atuou a seu favor, mas aqui ela precisa desligar esse tipo de pensamento e deixar que sua mente esteja sempre no presente, e não presa a eventos que já ocorreram, para que possa vencer sua antagonista. Fora isso, a revista se mostra bem fraca em relação aos outros títulos sendo lançados, mas vamos esperar que a história que se iniciará na próxima edição seja melhor do que essa.

A melhor parte do título é o desenho de Rafael Albuquerque, que são lindos e combinam muito bem com a personagem. Além disso, o artista tem sacadas interessantes para demonstrar a memória fotográfica de Batgirl, e ainda é muito eficiente nas cenas de ação.


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