[CURIOSIDADES] DNA Recuperado de Antigas Estátuas revela Misteriosa Civilização

Momento Indiana Jones, Galerê!
Nahhh… sem tanto glamour…¬¬

Escondido na parte norte da nação ocidental da África estão os restos de uma cultura misteriosa.

Sem registros escritos ou orais das pessoas que viveram nessa região, tudo o que foi deixado para trás são figurinhas intrincadas e sedutoras de terracota, encontradas enterradas em montes espalhados pela região.

As esculturas são objetos curiosos, representando formas bestiais e humanoides; algumas delas têm duas cabeças. Muitos deles têm cavidades esculpidas nas narinas, orelhas ou bocas, cuja função ainda está sendo decifrada. Mas uma sugestão é que eles foram usados ​​para conter líquidos, potencialmente com a finalidade de ritual ou libação. Para testar isso, os pesquisadores decidiram ver se eles poderiam reunir qualquer evidência de DNA de dentro desses buracos, e assim deduzir o que pode ter sido realizado dentro.

Os resultados, publicados no Journal of Archaeological Science, são impressionantes. O DNA é notoriamente difícil de se encontrar em objetos recuperados de ambientes quentes e áridos, como os montes na borda sul do Saara, onde as figuras foram descobertas pela primeira vez. Depois de um período tão curto quanto 200 anos, costuma-se pensar que o DNA se degradou até o grau em que é quase impossível fazer a amostragem. Mas, surpreendentemente, a equipe conseguiu encontrar alguns restos ainda dentro do barro, mesmo após tanto tempo e condições tão duras.

O DNA encontrado mostrou que os modelos entraram em contato com uma variedade de substâncias vegetais. Estes pequenos vestígios incluíam evidências de plátano e bananas, agora presentes na maior parte da África Ocidental. Contudo, quando essas estátuas foram feitas, aproximadamente entre 600 e 1300 DC, os frutos não estavam sendo cultivados pelas pessoas de “Koma Land” – nome dado ao local. Não só isso, mas também encontraram vestígios de pinheiros, que não são conhecidos por crescer em qualquer lugar na África, exceto ao norte do Saara.

Como diabos essas amostras teriam parado ali?
Isso sugere que, embora ainda haja poucas evidências da enigmática cultura de “Koma Land”, quando ela estava florescendo, seus contatos comerciais (pense em mercantilismo sem navios) atravessavam não só a África Ocidental, mas até o maior e mais quente deserto do mundo. Essas pequenas evidências também confirmam o uso das estatuetas de barro em atividades rituais, o que mostra que as pessoas de Koma Land uma vez tiveram uma rica cultura, agora perdida nas areias do tempo.