Controle remoto pra celular? Agora existe.

htc butterfly e htc mini

Quando a gente acha que já viu de tudo nesse mundo, aparece a HTC e lança um aparelho absolutamente incompreensível, chamado HTC Mini. Mas, vamos por partes…

No ano passado, a HTC lançou o HTC Droid DNA e deixou todo mundo de boca aberta. O smartphone tem uma tela Full HD de 5 polegadas, o que o deixa com a incrível marca de 440 PPI – pixels por polegada: quanto mais alto, mais definida é a imagem na tela -, contra os 326 PPI do iPhone 5 e os 306 PPI do Galaxy SIII. Além disso, ele conta com processador quadcore, 2GB de memória, armazenamento interno de 16GB, áudio Beats e câmera de 8MP com abertura de lente de f/2.0. E, pra fechar o pacote, tudo isso vem em um corpo um pouco maior que o do Galaxy SIII, da Samsung.

htc droid dna vs samsung galaxy siii

O aparelho recebeu ótimos comentários da crítica especializada, tendo como principal ponto de destaque sua incrível tela Full HD com cores belíssimas. O ponto fraco fica na bateria: claro, não deve ser fácil iluminar todos esses pixels. Se ficou interessado, vale muito a pena assistir o review feito pelo The Verge:

Este mesmo telefone será lançado no resto do mundo sob a alcunha de HTC Butterfly e parece que a HTC percebeu que os tamanhos absurdos dos smartphones estão indo longe demais. Pena que a solução apresentada pela empresa não tem nada de boa: ele será acompanhado de um outro “telefone” chamado de HTC Mini. O dispositivo extra vai funcionar como um controle remoto para o celular grandão. Nele, você pode receber chamadas, controlar o media player, enviar e receber SMS, navegar pelos menus do Butterfly, quando ele estiver conectado a uma TV via HDMI ou até mesmo disparar a câmera remotamente, tudo isso depois de parear os dois via NFC e Bluetooth.

Agora me diz quem foi o gênio dentro da HTC que teve a ideia de colocar junto de seu flagship – como são chamados os aparelhos topo de linha – um celular que parece ter vindo de 10 anos atrás, com tela monocromática e que deixa a bela tela Full HD de seu novíssimo Butterfly escondida no fundo escuro da bolsa? Não faz o menor sentido. Sem falar que o Droid DNA/Butterfly já não tem uma duração de bateria muito boa, ainda mais deixando o Bluetooth ligado o tempo inteiro.

A idéia até que é boa, mas muito mal executada. Já existem outros dispositivos que estão tentando resolver esse problema e, ao meu ver, o mais promissor deles é o Pebble, um relógio inteligente que se conecta via Bluetooth com seu smartphone (Android ou iPhone) e consegue conversar com seu aparelho, tornando sua vida mais fácil e se integrando com funções do telefone e aplicativos de terceiros.

O Pebble ainda não é capaz de resolver a questão do uso constante do Bluetooth, mas é uma solução muito mais elegante e que eu gostaria de utilizar no meu dia a dia. Muito melhor que essa aberração criada pela HTC e que, incrivelmente, está virando um produto mesmo. Tem até comercial e tudo.

Por enquanto o HTC Mini é exclusivo para o mercado Chinês, e vamos torcer pra que continue assim. Enquanto isso, os designers e engenheiros da Apple brindam uma taça de champanhe comemorando mais um ano em que a concorrência continua fazendo suas burradas, facilitando seu trabalho.

Não precisávamos ter chegado até esse ponto.