[CONTO] – Foi mal, Andrew (um desabafo de m-)

tradução de Cilon Mello

Estava eu de boa na lagoa browseando o 9gag quando me deparo com esse texto. Como é a coisa mais filhadaputamente engraçada que eu vi na interwebz nos últimos tempos, tive que traduzir e compartilhar com voces. De nada.

“Pq eu sou uma pessoa horrível”

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Quando eu tinha por volta de dez anos de idade, eu finalmente fui convidada para a festa de aniversário/do pijama de uma garota muito popular. Eu não tinha muitos amigos, então eu fiquei SUPER EMPOLGADA.

Nós nos divertimos pra caramba e todo mundo estava se divertindo muito com a comida, os filmes, e a coisa toda.

Clipboard03Então depis de um tempo eu precisei ir ao banheiro, então eu subi as escadas para o menos congestionado, o qual era o único disponível  de qualquer maneira.

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Eu terminei de mijar e dei a descarga… e então a água da privada começou a voltar.

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Desesperada eu tentei dar a descarga mais e mais vezes, mas o procedimento apenas fazia a água entupida da privada voltar com mais força e transbordar pelo banheiro todo.

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Eu estava tão apavorada que todos iriam tirar sarro de mim. Eu não achava que alguém não iria pensar que eu caguei aquela quantidade profana de merda represada que transbordava pelo banheiro, mesmo que eu devesse ter percebido que não era humanamente possível uma única pessoa cagar tanto assim.

Mas ainda  sim eu temia que todos pensassem que eu explodi minha bunda e destruí o banheiro. E as garotas sendo como são… seria o fim da minha (já parca) vida social.

Após chorar na banheira (o único lugar seguro da enchente de merda)…

Clipboard03Eu finalmente me recompus e encontrei minha determinação. Não! Eu não cairia como a menina que cagou a alma no banheiro! Ninguém jamais veria tamanha abominação!

Eu vasculhei a pia do banheiro e encontrei um pequeno suprimento de produtos de limpeza, assim como um balde de tamanho razoável.

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O banheiro que eu estava ficava no segundo andar e ficava virado para o patio dos fundos. Até onde me constava, estava tomado por ervas daninhas e lixo então não parecia que ninguém usava esse pátio.

Dolorosamente, pouco a pouco, eu enxuguei toda merda transbordada do vaso e joguei com o balde pela janela do banheiro no segundo andar, direto sobre o mato e a grama.

 Clipboard03Cada vez que eu esvaziava uma baldeada, mais merda brotava do vaso para tomar o seu lugar. Levaram cerca de dez minutos de continuo, repleto de adrenalina, arremessos de balde pela janela antes que eu esvaziasse o vaso sanitário (e provavelmente toda fossa séptica da casa). Então eu procedi para a parte de deixar o banheiro impecável, esfregando e alvejando tudo que eu pudesse encontrar.

Na altura em que eu tinha terminado, o banheiro que previamente parecia que alguém tinha entornado 75 litros de merda estava limpo o bastante para que alguém pudesse comer nele.

Eu rapidamente fiz minha escapada , me fundindo com as trevas como um tipo de vilão maligno.

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Eu deslizei até minha mochila e troquei para o meu pijama antes de voltar para o filme e o lanche. Por sorte (mas meio que deprimente) ninguém notou minha ausência durante meia hora e eu me misturei de boa, conseguindo até um pouco de sorvete (o qual eu não consegui comer por motivos óbvios).

Por dentro eu estava gritando de alivio e cantando como um japonês de meia idade abraçado a uma garrafa de saque.

Ninguém jamais saberia.

Clipboard03Ou assim eu pensei.

Clipboard03Nós acordamos no dia seguinte com a mãe da minha amiga berrando. E eu quero dizer berrando mesmo.

Eu acho que não tinha percebido que mesmo que eles não usassem o pátio dos fundos, ela ainda ia lá para fumar.

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Assustada e culpada, eu vaguei até o pátio dos fundos apavorada com a idéia de que a massa profana não houvesse sido absorvida pela vegetação como eu pensei que iria.

Quando eu cheguei lá,

eu percebi pelo QUE

era aquela gritaria toda.

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6 metros de comprimento.

3 metros de largura.

Uma mancha marrom corria da janela do segundo andar até a grama.

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Todo mundo sabia que era merda, mas ninguém sabia de onde vinha. O banheiro inteiro estava impecável e o vaso estava (surpreendentemente) funcionando. Mas pintada na parede de fora da casa estava um tobogã fecal de cima a baixo, disso não havia dúvidas.

E antes que eu pudesse dizer qualquer coisa…

“An… Andrew… mas… que… merda… QUE QUE VOCÊ FEZ?! Tu cagou pela janela? Ai meu deus… TU CAGOU PELA JANELA!!!”

Andrew, o irmão mais velho da minha amiga, saiu com os amigos dele noite passada para não ter que aturar um bando de menininhas na casa, tinha voltado só de manhã e já estava encrencado por ter bebido.

A cara dele estava mais branca do que um lençol enquanto ele tentava negar, mas o modo que ele olhava mancha acima, eu não tinha certeza se ele sabia que não tinha sido ele. A mãe dele tinha pirado completamente.

“TU CAGOU DA JANELA DO SEGUNDO ANDAR! TU CAGOU TODA A PAREDE DA MINHA CASA!”

“AI MEU DEUS – TEM MERDA NA MINHA CASA TODA! O QUE DIABO TU FEZ MOLEQUE!”

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Os vizinhos ouviram a comoção e se juntaram para ver do que a mãe deles estava gritando. Eles ouviram a acusação “Andrew cagou pela janela!” e vieram rindo com a idéia. Mas tão logo eles viam a cena real, os sorrisos morriam em seus rostos conforme eles viam a massa disforme que adornava a parede da janela do banheiro até o gramado do pátio dos fundos. Ninguém se preocupou em se dar conta que não era humanamente possível cagar tanto, eu acho.

Andrew gritava desesperado que ele não tinha feito aquilo, que ele não tinha idéia de como tinha ido parar lá, a mãe dele perdendo a cabeça, o pai dele em choque dizendo “Como tu conseguiu fazer isso? O que tu comeu?” e não demorou muito todo mundo, inclusive as meninas, estavam em panico com a mancha de 6 METROS DE MERDA ESCORRENDO NA PAREDE

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Sendo uma pessoa horrível…

eu apenas deslizei de volta para dentro da casa.

Minha mãe acabou vindo me pegar depois de um tempo e eu finalmente fui pra casa. No caminho eu desabei a chorar e contei toda a verdade a ela, mas ela apenas morreu rindo. Ela não me entregou, no entanto.

Até hoje em dia, todo mundo ainda fala da janela de merda do Andrew. Todo mundo acredita que ele chegou bebado em casa, foi usar o banheiro, sentou na janela do segundo andar e cagou de lá.

E até hoje eu sento e faço uma cara de poquer quando penso no asssunto.
Quer dizer, até hoje – o quão publico isso se tornar.

Então, é.

Foi mal, Andrew.

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