[CONSPIRAÇÃO] ALIENS na Idade Média

Detalhe de "A Fundação de Santa Maria Mario, de Masolino, meados de 1427-8" (clique para ver a imagem completa)

Detalhe de A Fundação de Santa Maria Maior, de Masolino, meados de 1427-8″ (clique para ver a imagem completa)

Texto de Raquel Pinheiro e Rodrigo F. S. Souza

Muito se ouve falar dos Antigos Astronautas, seres de identidade questionável, supostamente portadores de poderes extraordinários, que surgiam em aparições fantásticas para o homem, além de mostrar grandes prodígios. No entanto, essas aparições famosas, tão faladas, são datadas todas da antiguidade, do início das civilizações. Mas quem disse que houve aparições e casos misteriosos apenas nos tempos mais remotos da humanidade?

É fato que essas visões, talvez por motivos religiosos, caíram quase que pela metade na Idade Média. O controle ferrenho da Igreja Católica sobre os pensamentos do povo de toda a Europa foi um fator determinante para que ninguém tivesse vontade de ver “coisas” que as pudessem levar para um calabouço inquisitório.

Além disso, o povo estava dividido em feudos e pequenas aldeias, de modo que a comunicação ficava presa em pequenas ilhas populacionais, e as informações ficavam retidas.

Mas, ainda assim, houve visões, eventos e há o que se pesquisar a respeito.

Carlos Magno e Luís, o Piedoso – 747 a 840 d.C.

O capitular (decreto-lei da época) inicial do imperador Carlos Magno tem em seu corpo uma determinação minimamente curiosa: nela, em determinado momento, o Monarca veta o contato de qualquer forma com os chamados “tiranos do ar”, impedindo cidadãos comuns de se aproximarem ou conversarem com essas criaturas. Aliás, qualquer tripulante dos “barcos aéreos” que caísse nas mãos da guarda real deveria ser imediatamente preso e levado a julgamento. Esse mesmo documento relata a existência de objetos em formato de “pratos” que sequestravam seres humanos para largá-los em outras localidades.

Anos após a edição deste capitular, já no reinado de Luís, o Piedoso, existe um reporte de como uma mulher e três homens foram sequestrados numa vila próxima e desembarcados em Lyon (França). As pobres vítimas, por razões óbvias, foram tidos como “espiões do demônio” e queimados na fogueira – todo castigo é pouco.

A praga de Segola – 1207 d.C.

Há textos islâmicos datados de 1207, e enviados ao califa Muhammad an-Nasir, que detalham uma expedição ao oásis de Segola (onde hoje fica a Líbia), supostamente sitiado por forças inimigas. Como muitas caravanas chegavam à região e desapareciam, um corpo militar foi deslocado para lidar com a situação misteriosa.

Ao chegar na região ameaçada, soldados encontraram cidadãos e viajantes mortos, infectados por um tipo de doença de incubação rápida e fatal. Pergaminhos escritos por habitantes – provavelmente mais abastados e instruídos, posto que a alfabetização era privilégio de pouquíssimos – relatavam que a praga havia sido trazida por uma “estrela cadente” que se chocara com o solo a poucos quilômetros dali.

Os muçulmanos acharam parte do meteoro e também foram infectados. Mas antes de morrer, enterraram o objeto e queimaram o que restava da cidade de Segola, segundo consta de pergaminhos encontrados e estudados pelo Projeto Ômega.

PINTURAS E TAPEÇARIAS – SÉCULO XIV

Metohia, Ioguslávia – pintura localizada no Monastério de Visoki Decani

Afresco de 1350 do Monastério Visoki Decani, de Metohia, Iugoslávia

A figura que você vê acima encontra-se, hoje em dia, localizada em Metohia, na Iugoslávia, e data aproximadamente do ano de 1350. Podemos ver Jesus Cristo sendo crucificado, muitos discípulos e seguidores a seus pés, chorando o castigo dado a seu Salvador, anjos voando ao fundo e, emolduradas pelo céu azul, podemos ver claramente uma nave espacial em cada um dos cantos superiores da imagem.

Repare com atenção nos cantos superiores e você verá duas curiosas figuras, uma de cada lado. À esquerda de Jesus, vemos algo que parece uma pequena nave. À direita, vemos algo que lembra o corte transversal de outra nave (de um modelo um pouco diferente). Não há evidências de que esse quadro tenha sofrido alterações. A pintura TODA data do ano de 1350. 

Interessante notar que a nave à direita da imagem possui um design minimamente curioso. Não é necessário entender muito de física para saber que a utilização de uma ponta pode servir para promover uma redução considerável na resistência do ar. A nave citada tem uma ponta, formando, em sua totalidade, um modelo bastante aerodinâmico. De que modo poderia o pintor ter noções de aerodinâmica, se na época, nada havia que se assemelhasse a aviões ou naves espaciais?

Madonna com o Santo Giovannino, de Sebastiano Mainardi

Na pintura Madonna com o Santo Giovannino, atribuída a Sebastiano Mainardi (1466-1513), encontramos um homem olhando um disco luminoso no céu.

aliens-idade-media-The_Madonna_with_Saint_Giovannino

Veja abaixo em maiores detalhes:

Abaixo mais duas pinturas do mesmo período que provam a recorrência de discos luminosos no céu.

Anunciação de Pietro Alemanno, 1484.

Anunciação de Pietro Alemanno, 1484.

A Anunciação de Carlo Crivelli, datada de 1486.

A Anunciação de Carlo Crivelli, datada de 1486.

Tapeçaria “O Triunfo do Verão”, de 1538 d.C.

Tapeçaria "O Triunfo do Verão", criada em Bruge por volta de 1538 d.C.

Esta tapeçaria foi criada em Bruges, capital da província de West Flanders, na região flamenga da Bélgica, por volta de 1538 d.C., um período de turbulência financeira que começou no século quatorze.

Numa primeira olhada na obra não dá pra notar nada de incomum, mas se prestar atenção nos detalhes, vai encontrar vários objetos em forma de discos que se parecem muito com OVNIs:

aliens-idade-media-summer-triunph-with-circles

Vendo isto podemos nos perguntar por que pessoas do século 16 tentariam ligar veículos voadores antigos a divindades.

Alguns sugerem que os objetos voadores foram inclusos na tapeçaria, que retrata a ascensão dos governantes vitoriosos ao poder, para ligar os OVNIs aos governantes como um símbolo de intervenção divina.

Outra possibilidade, e uma explicação bem mais simples, é que os belgas do século 16 frequentemente testemunhavam objetos voadores não identificados no céu e os retratavam da mesma foram que tiramos fotos de fenômenos incomuns vistos no céu. Para aqueles que questionam a autenticidade da tapeçaria, ela é um artefato genuíno.

Conclusão (?)

O objetivo deste pequeno artigo não é apresentar uma conclusão a respeito de tais ocorrências em relatos e obras de arte das épocas aqui abordadas, mas levantar uma discussão a respeito da origem de tais ocorrências.

No futuro analisaremos em maiores detalhes mais casos semelhantes, ocorridos em outros períodos da história humana. Fiquem ligados para os próximos capítulos de nossa humilde investigação.