[CINEMA] Trazendo “Animais Fantásticos” à vida.

Antes que “Animais Fantásticos e Onde Habitam” estivesse pronto para a telona, equipes de artistas digitais tiveram que realizar sua própria magia por trás dos bastidores. Eles foram confrontados pelo desafio criativo de dar vida, literalmente, às fantasias de uma mente como a de J. K. Rowling.

(Via The Leaky Cauldron, O Caldeirão Furado).

Este processo começou num lugar inesperado. Quando o estúdio de cinema comunicou o conceito para o time de efeitos digitais, eles não rumaram diretamente ao extraordinário. Eles levaram em consideração os animais comuns para os trouxas e não-majs. Como os bichos são, em todas as suas formas e tamanhos, com uma infinidade de recursos e habilidades. Como o próprio Newt Scamander, eles observaram e apreciaram os pormenores que a maioria das pessoas esquece todos os dias. Esta riqueza de detalhes pode ser observada no filme.

Yvon Jardel, artista e supervisor de animação da Rodeo FX (uma premiada empresa internacional de efeitos especiais) para Animais Fantásticos, contou a Live Science que eles se voltaram para o mundo natural, porque queriam que essas criaturas ganhassem vida de uma forma que fizesse sentido. E complementou:

“Se [os animais] vivem em habitats do Ártico, precisam ter pelagem grossa ou camadas de gordura para protegê-los do frio; se são carnívoros, precisam possuir certos tipos de dentes, garras, ou outras características que as ajudem a capturar as suas presas. E esses mesmos critérios se aplicam às criaturas animadas”.

Mas esse processo foi além da forma física. Envolveu função prática e motora também. Depois que os ilustradores deram luz aos corpos, o trabalho ficou com os modeladores 3D. Jardel explicou:

“Se estamos criando um dodô e o dodô não pode correr – temos um problema… Então temos que voltar e descobrir se o esqueleto ou proporções estão corretos, e obter mais inspiração e mais referência para ver se somos capazes de encontrar o que esteve errado”.

A Rodeo FX usou estes princípios para desenvolver um sem-número de criaturas destacadas no filme, incluindo o Murtisco, o Nundu (um enorme leopardo que se desloca em silêncio, apesar de seu tamanho), e o Bezerro Apaixonado. O Bezerro Apaixonado inclusive, foi produzido com “partes” de diversas feras.

“[Ele] foi imaginado para ter aproximadamente o tamanho de uma cabra. Seu corpo e membros foram baseados principalmente naqueles de uma lontra, embora seu pêlo tenha vindo de um porco vietnamita, suas orelhas internas de um gato, e seu longo pescoço de uma girafa.”

O Nundu foi um pouco menos desafiador para os animadores, porque puderam utilizar qualidades conhecidas dos felinos, estudando gatos grandes, como leões, como referência. O aspecto difícil de imprimir à besta foi a sua bolsa no pescoço (uma papada?), como um ouriço, que se expandia a cada “espinhoso” rugir.

nundu

O supervisor de modelagem da Rodeo FX, Dominic Piche, disse:

“Nós tivemos que criar uma crista que se misturasse aos espinhos, de modo que quando [o Nundu] soprasse, você fosse capaz de ver a cartilagem sob a pele ao expandir da bolsa… Cada aguilhão foi colocado de uma determinada maneira, de jeito que, quando [a criatura] descansasse após a pose do rugido, a pele empurrasse os ferrões bum determinado ângulo. Tudo era muito preciso e tinha que parecer natural”.

Foi uma árdua tarefa criar animais fantásticos que parecessem naturais e mundanos, mas a Rodeo FX conseguiu hipnotizar audiências com criaturas que atacaram, berraram e encantaram em diversas apresentações do filme. Não é de admirar que Animais Fantásticos esteja na lista para os indicados ao Oscar de efeitos visuais.


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