[CINEMA] SAVE FERRIS – Curtindo a vida adoidado \o/

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Hoje estou aqui para falar do famoso, conhecido, amado e aclamado (sim, isso tudo) ícone da juventude oitentista no que tange à cinema. Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller’s Day Off, 1986).

Não entrarei em comparações com outros maravilhosos filmes da mesma época (não foram poucos!) porque é muito difícil comparar este longa com qualquer outro.

Mais do que um filme adolescente de comédia, Curtindo a Vida Adoidado foi um verdadeiro divisor de águas. Por suas inovações e diferenças.

Vamos aos porquês…

Um Não enredo que se bastou

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Pergunte a qualquer pessoa sobre o que Curtindo a Vida Adoidado fala. Pergunte a respeito de seu enredo.

As respostas serão algo como:

“Não sei.” se você não sabe acessar a zona de cognição do teu cérebro
“Sobre adolescentes que mataram a aula um dia.”
“Sobre um cara espertinho que sai com os amigos pra um dia de folga”
“Sobre Ferris Bueller, o mito!” ( eu respondo assim)

O fato é que não há uma história, um enredo complexo ou coisa do tipo neste filme. Um dia Ferris acorda, e como ele é um bon vivant de primeira, resolve, para variar, tirar um dia de folga. Ponto.

Sem mortes, sem intrigas, sem falsas paternidades, sem explosões, sem viagens no tempo.

Como algo assim dá certo é difícil determinar. Mas deu!

Ainda hoje o filme figura entre os mais famosos, e é considerado um clássico. Alguns malucos chegam a assisti-lo em loop (eu).

Inovações em CVA

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Curtindo a vida não foi um sucesso por acaso. O filme tem algumas pequenas inovações que, visíveis aos mais atenciosos e subliminares aos desatentos, colam o telespectador na cadeira e não permitem que ele largue a poltrona antes do fim das peripécias de Ferris, Cameron e Sloane.

As inovações:

1- Takes próximos do rosto: uma marca que até então fora característica dos filmes de drama e romances mais melosos, ou até mesmo suspenses, CVA inova com takes da câmera bem próxima ao rosto dos atores, nos momentos engraçados ou mesmo de tensão ( mais engraçados ainda).

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2- Diálogo com você: pois é, você está, sentado assistindo ao seu filminho e de repente o protagonista começa a falar com você, como se você estivesse de fato à sua frente.

Mais uma das genialidades de CVA, vemos Ferris falando com a câmera ( conosco) o tempo todo. O adolescente dá dicas, canta, faz piadinhas e fala da própria vida.

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A ideia da presença de uma segunda pessoa a quem Ferris se dirige o tempo inteiro é ratificada no cena do banho, quando ele mais fala e até se cobre ao lavar os países baixos.

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Dá um check :

3- O grito adolescente. Sincero, mas justo: Enquanto todos ou quase todos os filmes da época tratavam da iniciação sexual de adolescentes virgens, festas de arromba e férias com muito álcool e putaria atividade sexual descompromissada, o filme de nosso mito Ferris consegue dar asas à rebeldia adolescente sem excessos ou elementos que agridam o telespectador. Engraçado e leve, o grito de rebeldia se limita mostrar que bom mesmo é CURTIR A VIDA.

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4- Uma lenda sobre nada: assim como num macrocosmo temos um filme de extremo sucesso que na verdade não tem um enredo bem definido, dentro do filme (microcosmo) temos a criação de uma LENDA em cima de coisa alguma.

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Espertinho, Ferris mata aula após uma pequena e inacreditável conspiração com Cameron. Os dois conseguem resgatar Sloane e sair para se divertir.

Mas, o que era para ser só uma cabulação de aula tornar-se uma saga para o diretor Rooney e uma lenda no colégio dos três adolescentes. De alguma forma, Ferris é dado como doente e EM UM DIA já há campanhas para organização e arrecadação de fundos para um rim novo para Ferris.

Save Ferris!

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O grito foi tão forte que virou até banda de Rock (homônima) E jogo de videogame

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Cameron, um capítulo à parte

Escudeiro fiel e melhor amigo de Bueller (desde a quinta série) o nerd-hipocondríaco-sensível-atrapalhado Cameron merecia um post à parte. Vítima do destino e da vida, o rapaz só se dá mal.

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Não bastasse ser um exemplo vivo das aplicabilidades da Lei de Murphy, o adolescente ainda tem o azar/sorte de ser amigo do cara mais malandro EVER. Não tem como dar certo…

Cameron que o diga.

Primeiro o cara é “obrigado” a entrar na furada de Ferris, após a chantagem emocional do amigo.

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Depois, preocupado e oprimido, Cam (para os íntimos) cede aos apelos de nosso protagonista e entra no plano infalível para tirar Sloan da aula.

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Essa, particularmente, é a melhor cena. Confira, se você não conhece. Palavras não descrevem!

Não bastasse isso, ainda foi obrigado a tirar da garagem o carro sagrado do pai opressor. O carro não teve um fim muito legal.

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Fechando com chave de ouro, nosso amável covarde fica estático com a situação do carro, para ao fim das contas decidir enfrentar o pai.

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Mas há quem seja UM POUQUINHO mais azarado que o Cameron.

Rooney e a lei de Murphy

O diretor Edward Rooney consegue ser mais pé frio que Cameron…
O que acontece com ele? Tudo…

Palavras não descrevem. Em baixo dois dos melhores (pra ele, os piores) momentos do rabugento diretor.

Twist and Shout

Não bastava ser uma lenda. Ferris precisava fazer uma cena que entrasse para a história.

E fez!

Ao som dos Beatles, todos nós já demos uma dançadinha com essa cena.

E para terminar, vamos matar a saudade

Acabou.

Tá fazendo o que aqui ainda?

Vai embora…

Vai….

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