[CINEMA] Saiba como Star Wars – Rogue One terminaria originalmente.

Caso não o título do post não tenha deixado isto claro o suficiente, os parágrafos abaixo contém SPOILERS dos momentos finais de Rogue One: Uma História Star Wars. Considere-se avisado(a).

Numa entrevista dada ao site EW no início da semana, Gary Whitta, co-roteirista do filme, falou um pouco sobre as ideias originais que ele e sua equipe roteiristas tiveram enquanto finalizavam a trama de Rogue One:

O instinto original era de que todos eles deveriam morrer. Valeria a pena. Se você vai dar sua vida por algo, dê sua vida por isto: destruir uma arma que vai matar todos vocês de qualquer forma. Isto era o que sempre quisemos fazer. Mas nunca exploramos [essa ideia] porque tínhamos medo da Disney não nos deixar usá-la, por achá-la muito sombria para um filme de Star Wars e sua marca.

O que aconteceu em seguida foi que a ideia que tiveram como alternativa para esta não funcionou tão bem no roteiro, e Whitta e sua equipe optaram pelo final que queriam desde o início: aquele que vimos no filme.

Mas, para os curiosos que querem saber como era o final menos sombrio que eles elaboraram pro caso da Disney não aprovar aquele originalmente pensado, Whitta o revelou na entrevista:

 

A Estrela da Morte emergiria do hiperespaço pra devastar Scarif e proteger os segredos do Império, destruindo a fábrica de armas especiais junto com a incursão dos Rebeldes.

Dessa vez não teria uma transmissão dos planos no último segundo para uma torre satélite. Jyn e Cassian escapariam pra superfície do mundo praia levando as fitas de dados.

Uma nave rebelde desceria e os levaria da superfície. A transferência dos planos aconteceria mais tarde. Eles saltariam e mais tarde a nave de Leia viria de Alderaan para ajudá-los. A transferência de dados de uma nave pra outra aconteceria fora de Scariff.

Darth Vader ainda estaria perseguindo-os e atacaria o veiculo de Jyn enquanto os rebeldes tentariam desesperadamente transferir a informação das fitas de dados para a nave de Leia. No final, Vader teria sucesso em romper seus escudos e destruiria o veículo.

A audiência ficaria pensando que os heróis estavam mortos. Mas, enquanto o Star Destroyer de Vader sairia em perseguição à Tantive IV de Leia, continuaríamos focados nos fragmentos flutuantes da nave na vastidão do espaço.

Eles fugiriam numa capsula de fuga bem a tempo, que se pareceria com uma parte dos destroços.

Isto ecoaria um truque similar de O Império Contra Ataca, quando Han Solo deixou a Millennium Falcon à deriva de um Star Destroyer disfarçada numa nuvem de lixo – sem saber que também estava camuflada pelos detritos a Slave I de Boba Fett.

Em seguida, Whitta explicou porque descartaram essa ideia:

O fato de que tivemos que fazer muitos truques pra mantê-los vivos foram os deuses da escrita nos dizendo que, se era pra mantê-los vivos, não seria tão difícil assim. Decidimos que eles morreriam na superfície [de Scariff], e foi assim que terminou. Tentamos constantemente juntar todas as peças. Testamos cada ideia. Eventualmente, no final do desenvolvimento, já passamos por um processo evolucionário onde a melhor versão vem à tona.

Em defesa de Whitta e os demais roteiristas do filme, Gareth Edwards, diretor de Rogue One, disse o seguinte a respeito do final:

Existe a escuridão que percorre a história até aquele ponto, mas ainda há a retidão do motivo pelo qual eles estão fazendo  aquilo. Não soou deprimente. Soou como se quiséssemos que eles fossem bem sucedidos a qualquer custo. É como um esporte onde o relógio está correndo, e eles precisam cruzar a linha de chegada. Você faz o que for preciso pra chegar lá. Estão passando o bastão pra Princesa Leia. Você chega ao momento em que a multidão sente que pode comemorar no final.

E você, o que achou da outra versão que Rogue One teria? Diga nos comentários!



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