[CINEMA] Rei Arthur – A Lenda da Espada (crítica)

Se você, meu caro amigo nerd, ainda está em dúvidas se gasta seu tempo para assistir o novo Rei Arthur – A Lenda da Espada, trago-te uma crítica para te sanar algumas. Dirigido por Guy Ritchie, o novo longa conta a história do Rei Arthur, num filme com uma pegada parecida com Sherlock e Snatch – Porcos e Diamantes, trazendo o clima das ruas, onde Arthur é criado em um bordel, e vive nos becos e vielas da cidade de Londonium, após a morte de seu pai (Eric Bana). 

Sinopse:

Depois de ter seu direito de sucessão ao trono roubado, Arthur vive nos becos da cidade de Londonium. No entanto, uma vez que entra em contato com a famosa espada Excalibur, ele será obrigado a aceitar seu verdadeiro destino.

Charlie Hunnam encarna Arthur, e como a vibe do personagem é mais urbanaHunnam faz bem o papel do guerreiro lutador marrento, sendo em determinados momentos o alivio cômico do longa. Esse Arthur lembra outro personagem interpretado por Hunnam, Jax Teller de Sons of Anarchy (acho que quem assistiu a série dos motoqueiros sempre lembra do líder da gangue, quando vê Hunnam interpretando).

Aqui não temos Merlin para guiar Arthur pela jornada do herói. Essa missão é incumbida à Maga (Astrid Bergès-Frisbey)uma aprendiz do grande mago. Também não temos o fiel parceiro Lancelot. Quem auxilia o cavaleiro inglês são dois companheiros: Wet Stick (Kingsley Ben-Adir) e Back Lack (Neil Maskell), criados nas ruas junto de Arthur desde a infância. Sir Bedivere (Djimon Hounsou) ajuda Arthur a tomar seu reino de volta, junto de Goosefat Bill (Aidan Gillen, o Mindinho de Game of Thrones). Outra aparição no filme é de Roose Bolton, quero dizer Jack (Michael McElhattonmais um de Game of Thrones), um Sargento em nome do rei, porém pouco aproveitado ao longo do filmeUm personagem que poderia ter sido mais utilizado é George (Tom Wu, o Cem Olhos da série Marco Polo, infelizmente cancelada), ele é um professor do combate corpo a corpo de Arthur. O vilão Vortigern (Jude Law) é sem alma e sentimento, mas em nenhum momento cativa a empatia do telespectador. David Beckham faz uma ponta no filme, mas se não tivesse aparecido não faria diferença. Apareceu somente pela sua amizade com o diretor.

Os efeitos são muito bons, enchendo os olhos, com monstros e magia na tela (exceto o tratamento que deram ao antagonista, quando este se transforma em uma versão mal feita do Skull Knight do anime Berserk. Poderiam ter caprichado mais)O filme flerta com o épico, mas o roteiro mais simplificado da trama não o coloca no panteão dos filmes épicos de fantasia, como O Senhor dos Anéis e 300, por exemplo, mas compensa nas excelentes cenas de lutas. A trilha sonora é excelente, principalmente em algumas cenas de ação, e fica muito boa com todas as batidas de tambores. Um recurso bem bacana que Ritchie usou foram as montagens alternadas em algumas cenas (quando vemos dois acontecimentos paralelos se revezando em tela).

O filme merece uma chance de ser visto, principalmente se você é um fã de todo tipo de fantasia medieval (pra mim é o melhor gênero). A adaptação mostra potencial para uma continuação, e dá a entender que terá uma, durante a cena final. Mas com o alto custo da produção de US$ 175 milhões, e a previsão de arrecadar só US$ 25 milhões, será difícil retornarem com um segundo filme (uma pena). 

Trailer:

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