[CINEMA] O Hobbit – A Desolação de Smaug

Bom, como ninguém por aqui escreveu qualquer coisa sobre o filme, o farei. Apenas alguns poucos comentários sobre minhas impressões do filme. Claro que este texto contém SPOILERS, mas convenhamos, o livro já tem mais de 75 anos né…

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O filme começa com os personagens chegando na casa de Beorn. Foi uma sequência muito rápida, considerando tudo o que há no livro. Já que a intenção era aumentar de dois para três filmes, essa passagem do livro seria uma ótima oportunidade de ganhar alguns minutos de cenas.

O Hobbit é sem dúvida um livro mais infantil. Já o filme é voltado para um público mais velho. Nesse sentido, certas mudanças são totalmente compreensíveis. Principalmente em relação aos animais falantes que aparecem aos montes no livro, mas são inexistentes no filme. As aranhas são um caso à parte que trataremos daqui a alguns parágrafos.

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Já que o filme alterna entre momentos de ação, tensão e comicidade, a parte em que Gandalf vai apresentando os anões pouco a pouco para um confuso Beorn, seria ótima para um momento engraçadinho. No entanto foi completamente extirpada do filme. Ainda assim não posso deixar de comentar que a caracterização do troca-peles foi muito bem conduzida.

Logo em seguida a comitiva chega à Floresta das Trevas. Outro trecho extenso do livro, mas que foi muito reduzido no filme. Havia muito material para que essa parte durasse mais um tempo. Entretanto, a desorientação causada pela floresta foi muito bem reproduzida no filme.

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Chegamos ao momento em que há o encontro com as aranhas. Uma sacada muito boa do diretor foi justamente o momento em que Bilbo coloca o anel e começa a compreender o que as aranhas dizem. Fazia todo o sentido, já que as aranhas estavam corrompidas pela influência de Sauron, assim como Frodo via a verdadeira forma dos Nazgûl. Porém esse raciocínio é quebrado logo na sequência em que Bilbo retira o anel e continua compreendendo o que é falado. Oh, well… vamos adiante.

Chegamos à parte dos elfos. Aliás, uma das coisas mais criticadas já desde muito antes da estreia do filme. A adição de Tauriel, uma personagem inexistente no livro e que fez com que muitos torcessem os narizes. Mas realmente não vi motivos para tanto.

Se é verdade que essa personagem não acrescenta muito à trama (talvez apenas uma desculpa para colocar um pseudo romance), também é verdade que a sua participação em nada a compromete. Com o personagem Legolas, que também não aparece no livro, acontece o mesmo.

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Já a cidade do lago ficou muito bem adaptada. O personagem Bard possui um papel de extrema importância no livro, mas pouco aparece. Achei muito coerente que ele tivesse sua participação ampliada no filme, tendo sido uma excelente jogada colocando-o como aquele que ajuda os anões a chegarem na cidade.

O dragão… ah, o dragão… Não há o que se contestar da cena em que Bilbo e Smaug conversam. Foi a mais impressionante de todo o filme. Toda a construção da sala do tesouro ficou impressionante. A voz e a expressividade do dragão ficaram incontestáveis. Para mim, valeu todo o filme.

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Intercalando tudo isso, temos a exploração de Gandalf a Dol Guldur, chegando-se no ponto em que é feito o link entre as duas triologias. Nada disso é contado no livro, mas achei que poderia ter sido melhor explorado no filme.

Outro aspecto muito criticado na película foram as cenas de ação, principalmente dos anões. No livro eles pouco fazem além de reclamar e criar confusão. Todo o trabalho pesado fica sempre para Bilbo. Isso pode funcionar no livro, mas dificilmente ficaria bom na telona.

Foi inevitável que os anões assumissem um papel mais ativo e cenas de ação são necessárias para um filme longo. E com muito mais ação do que o filme anterior, não creio que houve qualquer perda para a trama com essa escolha do diretor.

Já o final foi a única coisa que penso poderia ter sido diferente. Porém é mais pelo desejo de ver um arco da história ser fechado do que por ter achado ruim. Acho que valeria ter colocado a morte de smaug como encerramento para esse filme. O próximo talvez fique um pouco corrido pois terá de suportar mais essa sequência.

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Porém temos de entender que todo esse longa é apenas uma ponte entre o início e o fim da trama. Ele não tem obrigação de concluir nada e é natural que deixe pontas soltas para serem resolvidas no próximo filme.

O meu critério para considerar um filme bom não leva em conta somente a produção, roteiro e essas coisitas que os mais entendidos analisam. Eu levo muito em consideração a diversão que tive ao assistir ao filme. Nesse aspecto, A Desolação de Smaug não me decepcionou. Foi uma ótima experiência. Talvez não tenha impactado tanto quanto o primeiro, ainda assim, numa escala entre zero e dez, dou um sólido 8,5.

E deixo meu conselho para que você leitor, se ainda não o fez, vá assistir, ainda que for só para ter material para criticar depois. Por fim, ficamos aqui, mais uma vez ansiosos e aguardando o próximo.

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