[CINEMA NSFW] Filmes bem mais safados que 50 tons de cinza (ou “Grey, você é moleque!”)

Desde que saiu nos cinemas, “50 tons de cinza” tornou-se o assunto do momento entre quem discute cinema.

E, para a surpresa de quem gosta do assunto, há pessoas escandalizadas com as “cenas fortíssimas” do filme, que fala da relação banhada em “erotismo” entre Grey e Anastácia.

Como assim?

Com tons de Crepúsculo para mulheres crescidinhas (muito mais do que tons de cinza), “50 tons” conseguiu chocar? Mas como?

Enfim. Segue uma singela lista de alguns poucos filmes que realmente poderiam ter causado algum choque nos seus espectadores. 

ATENÇÃO: com o intuito de exemplificar o conteúdo de cada um dos filmes, este texto contém algumas cenas deles, que incluem violência, nudez e sexo explícito. Portanto, ele não é recomendável para menores de 18 anos!

O Lenhador (2004)

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Metendo logo o pé na porta, tiro do Sr. Grey a fama de pervertido, e começo com um filme polêmico sobre pedofilia (sim, afinal, estamos falando de perversões). E você aí falando de algemas, hein? Há diversos filmes que abordam esta temática, alguns até mais “chocantes” em suas cenas; Contudo, este ganha méritos em polemizar, já que parte do ponto de vista do pedófilo. Graças à forma como a película é conduzida, em tom melancólico e angustiante, e a atuação excelente de Kevin Bacon e Hannah Pilkes – remeto à cena do parque – o resultado é  um bom filme, perturbador e instigante. 

Má Educação (2004)

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Não bastasse ser um filme de Pedro Almodóvar, esta película fala de pedofilia, prostituição, traição e promiscuidade em níveis que te causam um mindfuck. Em que momento um masoquista mimado te parece ameaçador perto de alguém que se prostitui por drogas? As cenas são excitantes para quem curte um travestismo, pois são, sim, muito explícitas e intensas. Apenas não assista a este filme acompanhado (a). Vergonha alheia na certa!

A Professora de Piano (2001)

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Este filme é bem intenso, e vai muito além da troca de interesses sexuais entre tutora e aluno. A coisa sobe para um nível de masoquismo que deixaria a pobre Anastácia muito chocada.  O filme teima em mostrar obsessivamente que a repressão sexual pode ser algo muito destrutivo, pois a resposta a isso pode ser um extremismo oposto muito exacerbado: Daí as idas a cinemas pornôs, a peep-shows, o complexo de édipo e a evolução para uma relação com um aluno guiada por jogos perversos. As aulas de piano nunca mais foram as mesmas…

E 50 tons de cinza vai parecendo cada vez mais cândido, não?

Contos Proibidos do Marquês de Sade (2000)

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Falar de Sade é trazer toda uma carga de sujeira, erotismo, sexo explícito e tudo mais o que sua cabeça puder imaginar. Agora calcule isso em um filme… Pois sim, meus caros nerds, esse filme te deixará com algumas ideias muito diferentes (algumas até boas) sobre sexo. Este filme, com ótimas atuações de Geoffrey Rush, Kate Winslet e Joaquin Phoenix, inspira-se nele e em sua obra literária para trazer à tona temas como a atração pelo sádico e proibido. Uma película bem montada.

Repulsa ao Sexo (1965)

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Doentio, como não poderia deixar de ser, este filme é um tapa na cara de quem achou “50 tons” um filme muito forte. Aliás, se você achou “50 tons” forte, volte a tomar Toddynho. Um dos retratos mais interessantes sobre a repressão sexual, este filme de Roman Polanski deixa em evidência suas veias psicanalíticas. A trama relata a história desta bela mulher que, ao ficar sozinha em seu apartamento durante o período de férias, mergulha em seu lado mais obscuro, exprimindo uma sexualidade perturbadora, somada a depressão e alucinações. Acredito que os interessados no âmbito psicológico das personagens gostarão desta obra.

O Império dos Sentidos (1976)

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50 Tons” parece um filme infantil ao lado de “O Império dos Sentidos“. Praticamente uma aula sobre o que significa assédio sexual: a demonstração do incontrolável desejo sexual entre o dono de um hotel e sua empregada, no Japão dos anos 1930, o longa precisou ser registrado como uma produção francesa para burlar as leis japonesas de censura. A versão sem cortes continua até hoje sem ser lançada no Japão, por conta das inúmeras cenas de sexo NÃO SIMULADO.

9 1/2 Semanas de Amor (1986)

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Esse seria o enredo que, não oficialmente, teria dado origem ao livro “50 tons de cinza“. Um clássico dos anos 80, o longa metragem conta a história de Elizabeth (Kim Basinger), uma jovem que trabalha em uma galeria de arte moderna e se envolve com o Grey na época, John (Mickey Rourke), um homem rico e poderoso. O que está em jogo aqui são as fantasias sexuais do homem, cada vez mais sedutoras e perigosas. Ao invés do tom de conto de fadas, aqui, em pouco tempo, Elizabeth começa a sofrer de dependência psicológica. 

Um Copo de Cólera (1999)

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O cinema brasileiro não poderia ficar de fora no quesito putaria. E cá para nós, a coisa foi muito além de “50 Tons“, tanto nas cenas de sexo, quanto no enredo. Casados na vida real, Alexandre Borges e Júlia Lemmertz se entregam ao limite em um embate sexual e ideológico, com cenas de nudez e sexuais bastante convincentes. O desconhecido filme nacional vence no erotismo e na trama psicológica. 

Instinto Selvagem (1992)

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Clássico do Supercine, o filme é sobre o policial Nick Curran (Michael Douglas) atraído por Catherine Tramell (Sharon Stone), a principal suspeita de um assassinato. Ele tem consciência disso, mas a cruzada de pernas, na cena já histórica, é mais forte que qualquer outra amarração. O longa ainda tem uma memorável cena de sexo entre os dois, com simulações de sexo oral. 

Em tempo: a cruzada inacreditável de pernas passou no cinema. Imagine aquilo no IMAX, que agressão… 

Corpo em Evidência (1993)

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Lançado um ano depois de “Instinto Selvagem“, o filme segue a mesma premissa: Rebecca Carlson (Madonna) é uma jovem viúva, acusada de ter matado seu marido durante o sexo – no melhor estilo viúva-negra. Seu advogado, Frank Dulaney (Willem Dafoe), estaria lá para protegê-la, mas não resiste ao poder de sedução da cliente. O enredo do filme é mero pretexto para que a película descambe para uma enorme sessão de sacanagem não contida. Nudez, cera quente, tapas, cortes muito mais ousados que seus olhos nerds jamais pensariam em ver. Se você ainda não viu a Madonna sem roupas, eis a sua oportunidade. 

Azul é a Cor Mais Quente (2013)

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Com 15 anos, Adèle descobre sua sexualidade ao conhecer Emma, uma garota de madeixas azuis. O desejo entre elas é o que move o filme, a ponto do diretor dedicar uma longa e ardente cena de sexo entre os personagens — sem cortes ou maquiagens. Só posso dizer que o filme pega bem pesado. “50 tons de azul” seria algo BASTANTE mais intenso.

Desejo e Perigo (2007)

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Logo após filmar o sensível “O Segredo de Brokeback Mountain“, Ang Lee continuou a falar sobre desejo em sua forma mais crua, mas de um jeito mais radical. O suspense erótico tem como pano de fundo uma China invadida pelos japoneses na 2ª Guerra Mundial, e uma jovem atriz que se envolve com um espião. Conta a lenda que Tony Leung e Tang Wei realmente tiveram relações sexuais diante das câmeras. Ninguém nunca confirmou, mas dizem os rumores que o filme traz enquadramentos ousados e realistas.

Poderíamos citar muitos outros filmes como Encaixotando Helena, Calígula, Último Tango em Paris, Saló, A Serbian Film, Entrevista com Vampiro, De Olhos Bem Fechados, etc, etc, etc… Mas vale a pena mesmo ficar jogando na cara das espectadoras desesperadas que 50 tons de cinza não é tudo isso no quesito SACANAGEM? Por que tanto escândalo?

Só eu fiquei com a sensação de que 50 tons de cinza é Crepúsculo sexualizado? 

O filme pode até ser bom… Mas, minhas caras… está anos-luz do que o cinema chama de perversão.

Esse tal de Grey precisa tirar a camisa cinza. Ele ainda é moleque. 

Até a próxima.

8 thoughts on “[CINEMA NSFW] Filmes bem mais safados que 50 tons de cinza (ou “Grey, você é moleque!”)

  1. “Só eu fiquei com a sensação de que 50 tons de cinza é Crepúsculo sexualizado?”
    É isso mesmo, o livro se deu de uma fanfic do Crepúsculo, é só fazer o comparativo do quanto Bella e Anastasia são semelhantes.

    Coragem de quem consegui ler os 3 livros.

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