[CINEMA] Jurassic World (Crítica)

CLAIRE

Em meados de 1993, minha mãe levou minha irmã e eu ao cinema. Éramos crianças, não possuíamos controle sobre os problemas que nos rodeavam. Minha mãe sabia disso, e precisava cuidar de nós. Ela fez o que tinha de fazer. Proporcionar aos filhos uma boa educação e um pouco de diversão e aventura.

JURASSIC MEMORIES

Vejam isso.

Quem assistiu essa cena pela primeira vez no cinema durante a infância dificilmente terá a emoção dessa experiência replicada. Pois esse estrondoso impacto, harmonizado com as notas retumbantes de John Williams, estava acompanhado por um encanto que estremeceu nossos corações. Em momentos como este, memórias carinhosas são eternizadas.

E então? E agora?

Jurassic World, dirigido por Colin Trevorrow, finalmente nos mostrou um parque temático funcional, se utilizando muito bem da computação gráfica, das tomadas aéreas e do já conhecido recurso de travelling da franquia para nos dar uma ampla noção dessa imensa localidade.

Nota do editor: toda a equipe responsável pela campanha de marketing do filme está de parabéns por ter aproveitado as possibilidades oferecidas pelo cenário da trama. O site oficial de Jurassic World é uma das melhores coisas resultantes da produção: ele simula uma visita ao Jurassic Park, e é cheio de informações sobre os animais expostos e detalhes sobre o funcionamento do parque. Vale a pena explorá-lo!

REAL PARK

Pessoas! Muitas pessoas para serem devoradas!

INTERACTION

Tecnologia de contenção extremamente avançada! Well… Nem tanto assim…

As situações que foram criadas para que os seres humanos conseguissem interagir com essas criaturas me causaram uma ótima impressão. Texturas de escamas, movimentos ósseos e anatômicos, dinâmica de cenários destruídos e, principalmente, o caos aterrorizante da efervescência cosmopolita.

CAOS

Caos?

Não fui ao cinema por causa dos estereótipos. Por mais que eu goste de Chris Pratt, e por mais que Bryce Dallas Howard seja uma ruiva desgraçadamente linda, ou que Vincent D’Onofrio seja outro grande ator do momento, nenhum deles me cativou como Sam Neil e Jeff Goldblum. E nem vou discorrer sobre a molecada, que é o grande público alvo.

Fui para ver os dinossauros. Fui para vê-los livres e ferozes, correndo atrás de suas presas e travando titânicas escaramuças. E se é isso o que vocês estão esperando, então tenham certeza de que é isso que terão.

Embora tenham dado bastante importância aos Velociraptors adestrados, prefiro destacar o T-Rex, o Clint Eastwood dos dinossauros. Sua presença é inigualável, mesmo que continuem fazendo piadas com suas patas dianteiras pouco desenvolvidas. Foi o ponto alto de toda essa carnificina. Uma criatura visivelmente envelhecida, pronta para voltar ao combate. Um pistoleiro aposentado esperando por uma revanche.

Por alguns minutos, voltei a ser um menino novamente.

Minha nostalgia é como um âmbar fossilizado. Às vezes é difícil deixá-la adormecida em seu lugar, protegida ou esquecida, pois o prazer em revisitá-la pode atrapalhar meu julgamento. Por isso não devo ser injusto com esse novo filme, que possui sim muitas coisas legais para oferecer, tanto para a atual geração quanto para velhacos como eu.

E não voltem mais aqui!

E não voltem mais aqui!

nota-3

One thought on “[CINEMA] Jurassic World (Crítica)

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